<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731</id><updated>2012-02-08T08:55:41.303-02:00</updated><category term='POR AÍ...'/><category term='TV'/><category term='SOBRE PESSOAS'/><category term='FEAST ON SCRAPS'/><category term='UNDER RUG SWEPT'/><category term='MEMÓRIAS SENTIMENTAIS DE UM JOÃO NINGUÉM'/><category term='SUPPOSED FORMER INFATUATION JUNKIE'/><category term='MÚSICA'/><category term='TEATRO'/><category term='THEO'/><category term='EM DVD 2011'/><category term='CINEMA 2011'/><category term='HOMENAGENS'/><category term='LITERATURA'/><category term='LISTAS'/><category term='CINEMA 2012'/><category term='CINEMA'/><category term='FILMES QUE MUDARAM A MINHA VIDA'/><category term='MTV UNPLUGGED'/><category term='RÁPIDAS CONSIDERAÇÕES'/><category term='EM DVD'/><category term='TV - ESPECIAL'/><category term='CONFISSÕES'/><category term='VASTOS PENSAMENTOS EMOÇÕES IMPERFEITAS'/><category term='EM DVD 2012'/><category term='JAGGED LITTLE PILL'/><category term='FICÇÕES'/><title type='text'>Lennys' Mind</title><subtitle type='html'>Uma miscelânea de textos confessionais, críticos, fictícios e considerações sobre vida, amor, sexo, família, amizade...
Não esperem muita coerência... Mas podem esperar por uma boa leitura.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>341</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-96027970353897832</id><published>2012-02-08T00:16:00.001-02:00</published><updated>2012-02-08T02:33:40.311-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CINEMA 2012'/><title type='text'>A DAMA DE FERRO</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.louisereviews.com/wp-content/uploads/2012/01/the-iron-lady-poster1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://www.louisereviews.com/wp-content/uploads/2012/01/the-iron-lady-poster1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Uma das principais características de um grande ator é a sua possibilidade de transformar qualquer filme, por pior que ele seja, em uma experiência menos dolorosa. Jack Nicholson faz isso como ninguém. Kevin Spacey idem. E é exatamente isso que Meryl Streep faz com "A dama de ferro". A cinebiografia de Margareth Thatcher, primeira-ministra britânica que esteve no poder entre 1979 e 1990 é de uma mediocridade tão grande que chega a fazer com que o trabalho anterior de sua diretora, o musical "Mamma Mia" - que era divertido e solar mas só isso! - soe como um "Cantando na chuva". Mas Streep é tão, tão soberana em seu ofício que é a única coisa que impede o filme de naufragar solenemente sem deixar sobreviventes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o filme começa Thatcher já está aposentada e apresentando alguns sinais de demência, chegando a conversar com Denis (Jim Broadbent, subaproveitado), o marido que já morreu. Enquanto se prepara para doar suas roupas, ela relembra sua trajetória política, desde a juventude - quando, filha do humilde dono de uma mercearia era humilhada pelas colegas - até a maturidade, passando por sua eleição para o Parlamento inglês e por todos os momentos mais importantes de seu mandato. O problema maior do roteiro (que utiliza de forma preguiçosa o batido recurso do flashback) é que tudo é muito confuso e superficial, não se detendo satisfatoriamente a nenhum aspecto da vida de sua protagonista. Pontos importantes da carreira de Thatcher (como sua firmeza durante a Guerra das Malvinas e seu confronto com os atentados do IRA, que tiraram a vida de seu porta-voz) passam pela tela de forma desordenada, sem dar ao público nem a oportunidade de conhecer um pouco melhor a história política do país durante essa fase tão importante nem de travar conhecimento com o ser humano por trás da persona política engendrada pela primeira-ministra. Ao tentar equilibrar esses dois pontos, Phillyda Lloyd tropeça em sua falta de experiência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto "Mamma Mia" não precisava mais do que o carisma de seu elenco e das canções conhecidas desde sempre do grupo ABBA, "A dama de ferro" necessitava de uma mão mais firme em seu comando. Ao contrário do que Stephen Frears fez em "A rainha" - dar à sua protagonista um senso de humanidade quase desconhecido do grande público ao narrar um período específico de seu reinado - Lloyd tenta abraçar uma trajetória de vida inteira em um filme de menos de duas horas e se perde em suas pretensões. Sua Margaret Thatcher não é nem a bruxa que muitos pintam nem a idealista que seus correligionários sempre tentaram vender, mas não é questão de equilíbrio e sim de um roteiro esquizofrênico e sem foco que dá pouco espaço até mesmo para o brilho de sua atriz central. Mas mesmo assim, com todos os problemas, Streep brilha avassaladora no papel que deve lhe dar o esperado terceiro Oscar (se o politicamente correto não for mais forte e Viola Davis levar o prêmio).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ajudada por uma maquiagem competente (que deveria servir de exemplo aos profissionais de "J. Edgar"), a mais respeitada atriz americana em atividade faz o possível e o impossível para dar credibilidade ao filme, convencendo em todas as fases da personagem, com um sotaque perfeito e todas as qualidades que fazem dela o mito vivo que é. Mesmo trabalhando em cima de um material quase oco, Streep dá vida e consistência à sua personagem e salva o filme de ser absoluta e irremediavelmente ruim. Salve Meryl!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-96027970353897832?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/96027970353897832/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=96027970353897832&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/96027970353897832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/96027970353897832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2012/02/dama-de-ferro.html' title='A DAMA DE FERRO'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-3161783760644920144</id><published>2012-02-05T13:17:00.000-02:00</published><updated>2012-02-05T13:17:59.535-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='LITERATURA'/><title type='text'>CONVERSAS COM SCORSESE</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/11/conversas-com-scorsese.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/11/conversas-com-scorsese.jpg" width="251" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Ser fã de cinema e não ter nenhum Martin Scorsese como filme de  cabeceira é uma espécie de incoerência imperdoável. Afinal, um cineasta  tão acostumado a gerar obras-primas - que vão desde o violento "Os Bons  Companheiros" ao romântico "A Época da Inocência" - deveria ter seu nome  em qualquer lista de melhores diretores da história. Nas vésperas da possibilidade de levar seu segundo Oscar (por seu primeiro filme infantil -  e em 3D - "A Invenção de Hugo Cabret"), o homem que apresentou ao mundo  personagens como Travis Bickle e Max Cady é o tema de "Conversas com  Scorsese", um volume obrigatório para todos aqueles que tem a sétima  arte como hobby ou paixão. Publicado pela Cosac Naify (dando seguimento à  coleção que já teve Woody Allen como protagonista), o livro, na  verdade, tem Scorsese apenas como convidado: sua personagem central é o  cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ávido espectador desde a infância em uma Nova York bem mais parecida com  a que retratou em filmes como "Taxi Driver" do que a romantizada na  obra de Allen, Scorsese é também uma enciclopédia viva. Por mais de 500  páginas, o cineasta discorre sobre o assunto com erudição de um  professor e um entusiasmo de iniciante, citando obras que até mesmo o  mais renitente cinéfilo é capaz de desconhecer.&amp;nbsp; Assim como já havia  feito na genial série de documentários "Uma viagem pessoal pelo cinema  americano" (ainda inédita em DVD no Brasil, vergonhosamente), Marty dá  ao leitor uma visão muito mais abrangente sobre a arte de fazer cinema  do que simplesmente falar sobre sua filmografia (o que por si só já  seria interessante o bastante, diga-se de passagem). E dá sua própria  versão sobre os bastidores de cada um de seus trabalhos, proporcionando  aos interessados um compêndio sobre o melhor do cinema realizado nos EUA  nas últimas décadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Organizado pelo crítico Richard Schickel (que é amigo pessoal do  homenageado), "Conversas com Scorsese" é exatamente o que o título  define: um longo, interessante e inteligente&amp;nbsp;bate-papo que, além de  tudo, ainda lança luz sob toda a obra de um dos mais íntegros e  energéticos diretores de nossa época. Indispensável!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-3161783760644920144?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/3161783760644920144/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=3161783760644920144&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/3161783760644920144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/3161783760644920144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2012/02/conversas-com-scorsese.html' title='CONVERSAS COM SCORSESE'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-102236713089336307</id><published>2012-01-31T13:49:00.000-02:00</published><updated>2012-01-31T13:49:47.717-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CONFISSÕES'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='FEAST ON SCRAPS'/><title type='text'>BENT FOR YOU</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_adoYP4Wj0Tg/SfDV6txgdyI/AAAAAAAAAws/eHHkh1sco2s/s400/homem-tristeza.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_adoYP4Wj0Tg/SfDV6txgdyI/AAAAAAAAAws/eHHkh1sco2s/s400/homem-tristeza.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;"Tenho me carregado tão perdido e pesado pelos dias afora... E ninguém vê que estou morto." (Caio Fernando Abreu)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como dizia a canção do Chico, eu tinha cá pra mim que vivia enfim um  grande amor. Quando te conheci, quando te vi, quando te percebi, tudo  pareceu novo, fácil, colorido. Quando descobri que estava te amando me  tornei forte, corajoso, feliz. Quando ouvi que você também me amava eu  acreditei, eu vibrei, eu saí do fosso escuro onde me encontrava desde  tempos imemoriais. Quando planejei nosso encontro fui ambicioso,  esperançoso, ansioso, feliz. Escutar sua voz me levava ao céu, te ver  sorrindo me fazia crer na felicidade, te esperar me fazia ter um motivo  para viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas você é uma fraude. É um fraco. É um covarde. É um egoísta. É  autocomplacente. É feliz em ser infeliz. É todas as coisas ruins que eu  nunca quis ver, que eu nunca consegui enxergar, que eu jamais deixei  antever, tão apaixonado e iludido estava com suas doces palavras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me vi em você, senti em você minha alma gêmea, o pedaço que faltava  para me fazer inteiro. Eu vislumbrei em você um futuro repleto de  felicidade, de amor, de compreensão, de carinho, de entrega. Mas, ao  contrário do que eu sempre vi, você jamais será capaz de entender o  tamanho do meu amor, o alcance do meu desejo, a força da minha paixão  por você. Porque você não tem a capacidade de amar, porque você é  apaixonado por sua própria tristeza, porque você nunca foi sincero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me curvei a você, a suas promessas,&amp;nbsp;a suas crises. Levantei você,  animei você, arranquei você de seu inferno particular tantas vezes me  foi possível. E o que tive em troca? Frieza, silêncios, crueldade.  Recebi, em troca do meu amor, um nada, um vazio que me preenche o  coração e me sufoca a ponto de me fazer chorar. Ter o amor que você  dizia sentir por mim me fazia ser o melhor homem do mundo. Hoje o que eu  sou? Um arremedo de ser humano. Um cínico, um recalcado, um apático,  uma pessoa que leva os dias esperando que um deles seja o último.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei o que sinto por você, hoje. Dizem que o amor e o ódio são faces  da mesma moeda e, se isso for verdade, ainda a carrego no meu bolso.  Confesso que ainda durmo com sua foto debaixo do meu travesseiro, porque  nos meus sonhos eu ainda acredito que você me ama. Mas eu gostaria de  te odiar, ou simplesmente te esquecer. Porque você cometeu o pior crime  do mundo: me arrancou a alma e a capacidade de acreditar em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu te amei. De verdade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-102236713089336307?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/102236713089336307/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=102236713089336307&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/102236713089336307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/102236713089336307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2012/01/bent-for-you.html' title='BENT FOR YOU'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_adoYP4Wj0Tg/SfDV6txgdyI/AAAAAAAAAws/eHHkh1sco2s/s72-c/homem-tristeza.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-2435805694921430842</id><published>2012-01-31T02:05:00.000-02:00</published><updated>2012-01-31T02:05:27.467-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CINEMA 2012'/><title type='text'>J. EDGAR</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://cdn.buzznet.com/media-cdn/jj1/headlines/2011/10/leonard-dicaprio-j-edgar-posters.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://cdn.buzznet.com/media-cdn/jj1/headlines/2011/10/leonard-dicaprio-j-edgar-posters.jpg" width="221" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Muitos fãs de Leonardo DiCaprio ficaram ofendidos e indignados ao não localizarem seu nome na lista dos indicados ao Oscar deste ano, mesmo ele tendo concorrido ao Golden Globe e ao prêmio do Sindicato dos Atores. Porém, se eles deixassem que a razão falasse mais alto do que o coração eles perceberiam que sua exclusão nada mais é do que extremamente justa. O trabalho de DiCaprio como uma das mais controversas personalidades americanas do século passado é frágil e irregular, assim como o é o filme de Clint Eastwood como um todo. Com sérios problemas de ritmo e um roteiro que não se decide entre o histórico e o escandaloso, "J.Edgar" fica muito aquém de suas pretensões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O 32º longa-metragem de Eastwood sofre principalmente por ter que resumir, em pouco mais de duas horas, quase cinquenta anos da vida de J.Edgar Hoover, que dedicou praticamente toda a sua existência à criação e modernização do FBI, usando e abusando de chantagens e todo tipo de intimidação e meias-verdades. Mesmo levando em conta essa dificuldade, o roteiro de Dustin Lance Black - vencedor do Oscar por "Milk, a voz da igualdade" - peca por não alcançar toda a complexa personalidade de seu protagonista (que escondia vorazmente sua homossexualidade e mantinha uma relação obsessiva com a mãe superprotetora vivida aqui por Judi Dench), apelando para o velho clichê da narrativa em flashbacks, quando um envelhecido Hoover conta sua ascensão dentro do governo aos autores da história do Bureau. É por suas palavras que a audiência fica sabendo de sua perseguição a alguns dos gângsteres mais conhecidos dos anos 30, como Dillinger e Al Capone e à trágica resolução do sequestro do filho bebê do aviador Charles Lindbergh (Josh Lucas), além de sua relação problemática com alguns dos presidentes americanos (apesar de tais problemas passarem pela tela de forma tão rápida que, para que sejam plenamente compreendidos, é preciso ter um conhecimento da história dos EUA maior do que grande parte do público tem).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de ser admirável a intenção do veterano cineasta de mostrar o lado menos conhecido de Hoover - que, apesar de tudo foi o responsável por grandes avanços na técnica investigativa e lutava contra seus próprios desejos - seu filme sofre também com a escalação equivocada do elenco. DiCaprio se esforça para interpretar o papel-título com fidelidade, mas é visível que não tem o estofo dramático necessário para atingir todas suas notas, nunca ultrapassando o razoável (além de ser prejudicado por uma maquiagem das mais tenebrosas da história do cinema recente). Seu colega de cena, Armie Hammer (que vivia os gêmeos milionários de "A rede social"), que interpreta o amante de Hoover, Clyde Tolson, consegue ser ainda pior, o que fica claro na sua última cena juntos, que tenta emocionar mas apenas entedia. E Naomi Watts, coitada, não tem possibilidade nenhuma com uma personagem que poderia ser crucial - a secretária de extrema confiância Helen Gandy - mas não passa de uma coadjuvante de luxo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para não dizer que não se falou das flores, "J.Edgar" tem uma reconstituição de época caprichada e uma bela fotografia (cortesia de Tom Stern, fiel parceiro do diretor). Mas é pouco em se tratando de um filme muito esperado e que poderia ser o veículo certo para que Leonardo DiCaprio conseguisse convencer seus detratores de que é um grande ator. Ainda não foi dessa vez!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-2435805694921430842?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/2435805694921430842/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=2435805694921430842&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/2435805694921430842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/2435805694921430842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2012/01/j-edgar.html' title='J. EDGAR'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-6459384788215815400</id><published>2012-01-31T00:30:00.000-02:00</published><updated>2012-01-31T00:30:36.176-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CINEMA 2012'/><title type='text'>OS DESCENDENTES</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://buquad.com/wp-content/uploads/2011/11/The+Descendants+Poster-300x444.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://buquad.com/wp-content/uploads/2011/11/The+Descendants+Poster-300x444.jpg" width="216" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Em 2004, o ator George Clooney já era um ator respeitado dentro da  indústria cinematográfica, mas foi recusado pelo cineasta Alexander  Payne para interpretar o protagonista de seu filme "Sideways - Entre Umas e  Outras" justamente por já ser conhecido demais do grande público. O  papel acabou indo parar nas mãos mais apropriadas de Paul Giamatti, o  perdedor-mor de Hollywood. Sete anos depois, Clooney acabou sendo  escolhido por Payne para protagonizar seu novo longa, a comédia  dramática (ou drama com toques cômicos) "Os Descendentes", baseado em um  romance de Kaui Hart Hemmings. Por suprema ironia do destino, enquanto  Giamatti foi esnobado pela Academia a despeito dos elogios unânimes à  sua atuação, Clooney não apenas recebeu uma nova indicação ao Oscar como  é o favorito para levar a estatueta pra casa no próximo dia 26 de  fevereiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiel a seu estilo de contar histórias simples sobre gente comum - e  encontrar dentro delas elementos dramáticos suficientes para sustentar  um roteiro interessante - Payne desta vez centra seu foco em Matt King  (George Clooney), um banqueiro americano que vive no Havaí com a esposa e as duas filhas  e vê sua vida transformada por duas situações distintas: na primeira,  ele precisa, como responsável pelo espólio da família, decidir a venda das terras que são de sua propriedade há centenas de anos. Na segunda, precisa lidar com o coma irreversível da esposa depois de um acidente de barco - e a revelação de que ela o traía com outro homem. Desnorteado com a notícia, ele parte em busca do amante da esposa, acompanhado das duas filhas e do amigo de uma delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente a maior qualidade de "Os descendentes" é a direção segura e  sutil de Alexander Payne, que parece ter encontrado o equilíbrio  perfeito entre o drama e o humor, sem pesar a mão nos momentos de maior  emoção nem tampouco exagerar na ironia que sempre perpassa sua obra. Seu  discreto trabalho permite ao elenco - no qual se destaca a ótima  Shailenne Woodley, injustamente esquecida pelo Oscar apesar da indicação  ao Golden Globe - um tom naturalista que aproxima as personagens da  plateia e faz com que todas as situações do enredo, por mais surreais  que possam parecer, soem extremamente verossímeis. O roteiro, fluente e  agradável, remete aos melhores momentos de sua carreira - a ironia  sardônica de "Eleição" e "Ruth em questão" e o tom melancólico de "As confissões de Schmidt" - e a trilha sonora adequada (composta por uma  música típica havaiana) surge nos momentos certos, nunca atrapalhando a  narrativa ou buscando chamar mais a atenção do que a trama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, mais do que a direção suave de Payne e que o roteiro equilibrado, o  que mais chama a atenção em "Os descendentes" é, sem dúvida, a atuação  impecável de George Clooney. Demonstrando uma maturidade e uma segurança  ímpares, o ator (que ficou injustamente de fora do Oscar também como  diretor pelo espetacular "Tudo pelo poder") transforma seu trabalho como  Matt King na melhor interpretação de sua carreira até agora,  transmitindo uma vastidão de sentimentos que nenhuma atuação anterior  lhe permitiu. Tudo que King sente - a perplexidade de saber-se traído, a  dor de perder a mulher que ama, as dúvidas em relação aos negócios  familiares, o medo de não saber como cuidar das filhas - Clooney  transparece no olhar, no gestual, nas entonações nunca fora de tom. Em  especial a cena em que se despede da esposa é capaz de emocionar sem  apelar para o piegas, e suas sequências com Shailene Woodley demonstram  também uma generosidade cada vez mais rara no cinema americano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os descendentes" é um ótimo pequeno filme. Pequeno porque não chama a  atenção com efeitos visuais ou campanhas agressivas de marketing,  preferindo conquistar pela simplicidade. Ótimo porque filmes assim não  acontecem a toda hora. Se merece o Oscar principal? Se o colocarmos lado  a lado com "O artista" e "Meia-noite em Paris" talvez não. Mas é muito,  muito superior a "Histórias cruzadas" e "Moneyball - O homem Que mudou o jogo". Que a Academia decida com sabedoria!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-6459384788215815400?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/6459384788215815400/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=6459384788215815400&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/6459384788215815400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/6459384788215815400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2012/01/os-descendentes.html' title='OS DESCENDENTES'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-7975487985482773194</id><published>2012-01-28T01:35:00.002-02:00</published><updated>2012-01-29T11:38:51.968-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CINEMA 2012'/><title type='text'>MILLENNIUM - OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://blog.zap2it.com/pop2it/girl-with-the-dragon-tattoo-poster.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://blog.zap2it.com/pop2it/girl-with-the-dragon-tattoo-poster.jpg" width="214" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;A coisa já começa mais do que bem, com créditos iniciais criativos e  intrigantes (como não deixa de ser tradicional em se tratando de David  Fincher). Mas a versão americana de "Os homens que não amavam as  mulheres" - sob o comando do mesmo homem que fez a criação do Facebook  tornar-se um filme empolgante em "A Rede Social" e assinou dois dos mais  fantásticos thrillers das últimas décadas, "Seven" e "Zodíaco" - tem  muito mais a oferecer. Em 158 minutos de filme, Fincher consegue o que  parecia bastante improvável: realizar o remake de um suspense sueco  baseado em um best-seller mundial, dando a ele uma marcante assinatura  visual e um clima de tensão que era apenas ensaiado em seu original. Não  é que o filme de Niels Arden Oplev seja ruim, muito pelo contrário.  Mas, por incrível que pareça, seu irmão americano é muito melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra  quem não sabe, "Os homens que não amavam as mulheres", primeiro livro  de uma série chamada "Milleninum",&amp;nbsp; publicada no Brasil pela Companhia  das Letras e escrita por Stieg Larsson (que morreu antes da publicação e  consequente explosão de vendas de seu filhote) começa quando o  jornalista Mikael Blomkvist (vivido aqui por um discreto mas muito  eficaz Daniel Craig) é condenado por difamação, por ter denunciado um  poderoso empresário com suas matérias na revista onde trabalha - e cuja  editora é sua amante. Sem muita credibilidade, ele é procurado por  Henrik Vanger (Christopher Plummer), um milionário que lhe pede que  tente solucionar o desaparecimento de sua sobrinha-neta, acontecido em  1966. A princípio desinteressado pela proposta - por várias razões -  Mikael aceita o encargo quando vê a possibilidade de limpar seu nome.  Instalado em uma das casas da imensa propriedade da família Vanger - que  inclui alguns simpatizantes do nazismo e alguns segredos muito bem  guardados - o jornalista aos poucos começa a ir mais longe do que alguns  gostariam e passa a contar com a ajuda de Lisbeth Salander (Rooney  Mara, surpreendente candidata ao Oscar de melhor atriz deste ano), uma  hacker de visual exótico, comportamento antissocial e com um histórico  de violência no passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espertamente, o roteiro de  Steven Zaillian - que concorre ao Oscar deste ano pelo chato "Moneyball,  o homem que mudou o jogo" - concentra-se na estrutura policial da obra  de Larsson, um vasto volume repleto de informações desnecessárias a uma  adaptação cinematográfica. A maneira com que a investigação de Mikael - e  posteriormente Lisbeth - transcorre é contada por Fincher com seu  próprio ritmo, sem pressa, quase como um filme cerebral da Hollywood dos  anos 70, mas dotado de uma violência que contrasta com a frieza dos  cenários em que as personagens transitam. E Fincher - que bem merecia  uma indicação ao Oscar por seu trabalho impecável - felizmente não caiu  na tentação de suavizar algumas das sequências mais polêmicas da trama,  mostrando com crueza cenas de estupro que podem chocar a audiência mais  conservadora - fato que a ótima edição (também indicada ao Oscar)  consegue destacar com extrema competência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pontuado por uma extraordinária trilha sonora, "Os homens que não  amavam as mulheres" é um dos grandes filmes americanos dos últimos anos,  ainda que tenha uma origem nórdica que aparentemente destoa do  convencional cinema ianque. E é a prova cabal (mais uma!) de que David  Fincher é um dos diretores mais confiáveis de Hollywood. Oremos para que  os demais capítulos da saga se mantenham em suas geniais mãos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-7975487985482773194?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/7975487985482773194/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=7975487985482773194&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/7975487985482773194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/7975487985482773194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2012/01/millenium-os-homens-que-nao-amavam-as.html' title='MILLENNIUM - OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-1548204859949925622</id><published>2012-01-24T22:52:00.000-02:00</published><updated>2012-01-24T22:52:05.874-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CINEMA 2012'/><title type='text'>A SEPARAÇÃO</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://movieinfo4u.com/wp-content/uploads/2011/11/Nader-and-Simin-A-Separation-poster.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://movieinfo4u.com/wp-content/uploads/2011/11/Nader-and-Simin-A-Separation-poster.jpg" width="215" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Será que, justamente agora, quando as relações entre EUA&amp;nbsp;e Irã estão  passando por um momento político consideravelmente delicado, a Academia  de Hollywood vai finalmente dar seu aval ao cinema do país de Mahmoud  Ahmadinejad? A julgar pela festa em torno de "A separação" - eleito  Melhor Filme Estrangeiro no Golden Globe e vencedor de 3 prêmios no  Festival de Berlim de 2011 - a resposta é um sonoro "sim". O filme  dirigido por Asqhar Farhadi, a despeito de vir de um país não exatamente  amistoso na visão americana, vem sendo altamente incensado pela crítica  do mundo todo e suas chances de vitória são bastante grandes e por um  motivo bastante simples: é um grande filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grande não no sentido de grandioso. "A separação" é visualmente simples e  despojado, e aparentemente simples também em sua trama. As aparências,  nesse caso, enganam. O roteiro, escrito pelo próprio diretor, parte de  uma situação quase banal para fazer, a seu modo discreto mas passional,  uma pequena crônica social&amp;nbsp;de seu país, onde a religião e as leis são  fatores imperativos e inquestionáveis. Distante da filmografia quase  contemplativa de Abbas Kiarostami - o mais célebre cineasta iraniano - a  obra de Farhadi é explosiva, intensa&amp;nbsp;e emocional, amparada em um elenco  soberbo e em um roteiro tão cheio de desdobramentos que resumí-lo é  tirar dele boa parte de sua força.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que pode-se dizer sobre a história de "A separação" sem estragar o  prazer de assistí-lo é que tudo começa quando Simin (Leila Hatami)  resolve pedir o divórcio, por entender que somente assim ela poderá  aproveitar o visto para sair do país e dar uma vida melhor para a filha  de dez anos de idade, Termeh (Sarina Farhadi, filha do diretor e  premiada como melhor atriz em Berlim). O marido, Nader (Peyman Moadi)  não pode sair do Irã porque seu pai sofre de Alzheimer e, separado da  esposa, contrata Razieh (a ótima Sareh Bayat, que dividiu o Urso de Ouro  com Sarina Farhadi) para cuidar do velho&amp;nbsp;enquanto ele está no trabalho.  Acontece que Razieh - que vai trabalhar sempre acompanhada da filha  pequena - está grávida e não declarou abertamente seu estado. A omissão  dessa gravidez, a tensão de Nader em relação à situação com a família e a  relação complicada de Razieh com o marido Hodjat (o excelente Shahab  Hosseini) são os ingredientes que farão com que uma situação corriqueira  se transforme em um terremoto na vida de todos os envolvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A trama de "A separação" é forte, enriquecida com os dogmas religiosos e  culturais de um país cuja dinâmica social ainda é quase uma incógnita  para nós, ocidentais. Mesmo assim, consegue ter um alcance humano raro e  uma inteligência dramática admirável. Perder o Oscar por questões  políticas seria não apenas obtuso, e sim criminoso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-1548204859949925622?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/1548204859949925622/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=1548204859949925622&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/1548204859949925622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/1548204859949925622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2012/01/separacao.html' title='A SEPARAÇÃO'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-3160984396499909758</id><published>2012-01-23T18:30:00.000-02:00</published><updated>2012-01-23T18:30:00.958-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CINEMA 2012'/><title type='text'>HISTÓRIAS CRUZADAS</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://wpc.556e.edgecastcdn.net/80556E/img.site/PHysnfFI8lKiBF_1_m.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://wpc.556e.edgecastcdn.net/80556E/img.site/PHysnfFI8lKiBF_1_m.jpg" width="215" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;É preciso ser honesto: somente essa quase histeria em relação ao  politicamente correto pode justificar todo o oba-oba em torno do  drama&amp;nbsp;"Histórias Cruzadas", adaptado do romance de Kathryn Stockett  (publicado no Brasil pela editora Bertrand com o título "A resposta").  Apesar de seu elenco impecável, de alguns momentos realmente  emocionantes e do assunto sempre relevante (independente de época e  geografia), o filme de Tate Taylor não consegue escapar de seu estilo  filme-fórmula, esbarrando em clichês e, pior ainda, apelando para uma  desnecessária escatologia. Sua calorosa receptividade,&amp;nbsp;tanto em termos  comerciais - mais de 170 milhões de dólares arrecadados somente nos EUA -  quanto críticos - cinco indicações ao Golden Globe e fortes  possibilidades de estar entre os candidatos ao próximo Oscar - parece  dizer muito mais sobre o sentimento de culpa da América sobre a forma  com que os negros sempre foram tratados em sua história (e na do cinema  em si) do que sobre suas qualidades cinematográficas. Então o filme é  ruim? Não, claro que não. Mas também não é essa maravilha que tanto se  anda alardeando por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade é fácil gostar de "Histórias Cruzadas". Suas personagens são carismáticas (ainda que em nenhum momento consigam ser mais do que vítimas de um maniqueísmo quase banal) e seu tom leve é um alívio, em especial quando a história poderia tranquilamente descambar para o melodrama pesado. Porém, ao tentar não ser tão exagerado no dramalhão, Taylor incorre em um pecado bastante grave, dando um espaço maior do que deveria ao humor. Em alguns momentos, histórias como a vingança de Minny Jackson (vivida pela ótima Octavia Spencer, vencedora do Golden Globe e provável concorrente ao Oscar de coadjuvante) desviam a atenção da plateia para tramas bem mais interessantes, como a relativa à morte do filho de Aibileen Clark (a sempre sensacional Viola Davis) e a luta de Skeeter (Emma Stone) por sua liberdade de expressão e pensamento. Some-se a isso o fato de o filme ser mais longo do que precisava (146 minutos são um exagero) e fica difícil se apaixonar por ele como tanta gente fez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logicamente "Histórias cruzadas" tem muitas qualidades, sendo o elenco a principal delas. Emma Stone é uma delícia de se ver, assim como Viola Davis e Octavia Spencer (que tem presença garantida na festa da Academia deste ano) e Bryce Dallas Howard, surpreendente como a jovem vilã Hilly Holbrook. No entanto, a festejada Jessica Chastain sai um pouco do tom com sua perua Celia Foote, apesar dos elogios e dos prêmios que vem conquistando (talvez mais devido à sua comprovada versatilidade do que a seu trabalho aqui). E, justiça seja feita, a produção é delicada e eficaz, em especial a trilha sonora, que pontua cada cena com discrição e força e sua fotografia ensolarada, que contrasta com a violência psicológica sofrida por suas protagonistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo, "Histórias cruzadas" é um bom filme, ideal para emocionar àqueles que gostam do gênero. Mas está a anos-luz da intensidade e da crueza de "A cor púrpura", por exemplo. Emociona, mas não marca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-3160984396499909758?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/3160984396499909758/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=3160984396499909758&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/3160984396499909758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/3160984396499909758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2012/01/historias-cruzadas.html' title='HISTÓRIAS CRUZADAS'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-2062932149558360812</id><published>2012-01-22T19:22:00.001-02:00</published><updated>2012-01-22T19:28:42.499-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CINEMA 2012'/><title type='text'>O ARTISTA</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://static.moviefanatic.com/images/gallery/the-artist-poster.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://static.moviefanatic.com/images/gallery/the-artist-poster.jpg" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Qual foi a última que você, caro fã de cinema, sentiu-se surpreendido  e encantado por um filme, a ponto de esquecer da realidade? Em uma  época em que praticamente tudo parece mais do mesmo no mundo da sétima  arte, foi preciso uma co-produção belgo-francesa de orçamento quase  irrisório (12 milhões de dólares) para relembrar ao público e à crítica  que, mais do que custos astronômicos e estrelas sorridentes, a  criatividade e a inteligência é que são as verdadeiras forças por trás  do bom cinema. "O Artista" é o provável vencedor do próximo Oscar. E merece!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A trama criada por Michel Hazanavicius tem início em 1927, quando o  cinema mudo começa a dar seus últimos suspiros. A chegada do cinema  falado ameaça o sucesso de um dos maiores astros das telas, o  carismático George Valentin (interpretado com maestria por Jean  Dujardin), que, acompanhado invariavelmente de seu cachorro de  estimação, leva multidões às salas de exibição com seus filmes de  aventura e romance. No momento em que começa a perceber que está  tornando-se anacrônico, Valentin vê também seu casamento ruir e suas  finanças entrar em colapso (em especial depois do crash de 1929 e de sua  tentativa de dirigir seus próprios filmes). Sua derrocada artística e  emocional contrasta com a ascensão vertiginosa de Peppy Miller (Bérénice  Bejo), uma jovem e talentosa corista que se transforma, quase da noite  para o dia, em estrela absoluta dos filmes falados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ousadia maior de Hazanivicius - e seu maior trunfo - foi ter realizado  sua obra-prima indo contra todas as regras comerciais ditadas por  Hollywood. Fotografado em um deslumbrante preto-e-branco e rodado quase  totalmente sem diálogos ou som (com a exceção da estupenda trilha sonora  de Ludovic Bource) - no formato no qual eram feitos os filmes mudos, o  que destacava as expressões faciais dos atores - o filme utiliza um  momento crucial da história da sétima arte para homenagear o próprio  cinema, de forma carinhosa, nostálgica e bem-humorada. Inteligente, o  roteiro brinca de metalinguagem sem tornar-se hermético ou  autocomplacente, dando à audiência a chance de deleitar-se com inúmeras  referências estéticas (os filmes estrelados por Errol Flynn, por  exemplo) ou verbais ("I want to be alone", dispara Peppy Miller em uma das  cenas, parafraseando Greta Garbo). Até mesmo a utilização parcimoniosa  do som (em duas sequências geniais) é um achado, traindo a paixão de seu  criador pelo cinema clássico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, além de sua qualidade técnica impecável, "O Artista" ainda conta com  outra carta na manga seu elenco admirável. Se os coadjuvantes seguram a  cena de maneira formidável - e entre eles estão John Goodman, a sumida  Penelope Ann Miller e o sempre competente James Cromwell - são os  protagonistas que fazem dele uma experiência única. A argentina Bérénice  Bejo (que no longínquo 2001 fez uma participação pequena em "Coração de  Cavaleiro") está perfeita na pele da coquette Peppy Miller, equilibrando  humor e drama com a segurança de uma veterana e o francês Jean Dujardin é  o grande achado do filme. Carismático, intenso e dono de um  impressionante talento físico, ele saiu merecidamente premiado na última  cerimônia do Golden Globe e, se a justiça for feita, deve levar também o  Oscar no dia 26 de fevereiro sua atuação é das mais empolgantes e  encantadoras dos últimos anos, revelando ao mundo um ator completo em um  momento único da carreira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este ano a safra dos filmes que podem concorrer ao Oscar está bem fraca,  sem grandes e destacados favoritos. Mas mesmo que estivesse em um páreo  mais acirrado, "O Artista" mereceria o sucesso e os elogios que vem  recebendo. É cinema em seu estado puro e um êxtase para os cinéfilos de  todas as idades! Bravíssimo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-2062932149558360812?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/2062932149558360812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=2062932149558360812&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/2062932149558360812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/2062932149558360812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2012/01/o-artista.html' title='O ARTISTA'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-996445822359390267</id><published>2012-01-16T18:07:00.000-02:00</published><updated>2012-01-16T18:07:20.182-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CONFISSÕES'/><title type='text'>CHEGA!!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_adoYP4Wj0Tg/SfDV6txgdyI/AAAAAAAAAws/eHHkh1sco2s/s400/homem-tristeza.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_adoYP4Wj0Tg/SfDV6txgdyI/AAAAAAAAAws/eHHkh1sco2s/s400/homem-tristeza.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Minha cama não é mais uma cama, e sim um buraco negro que me impele a  nunca mais querer ver a luz de qualquer dia. Minhas pernas não são mais  órgãos que me levam de um lugar a outro e sim dois pesos que distorcem  meus movimentos. Minhas noites não são mais o caminho para experiências e  sim estradas infinitas repletas de angústias e ansiedade. Meu coração já não é mais grande, esperançoso e autocurativo e sim um  pequeno órgão medroso, ferido e ressabiado por golpes frios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas mãos já não sabem mais afagar nem acariciar. Só sabem crispar-se  frente a uma nova possibilidade de abandono, de traição, de violência.  Minha boca já não fala de amor, paixão e nem tampouco entoa canções  felizes ou dá beijos calorosos. Ela é capaz apenas de esbravejar,  xingar, reclamar, soltar ironias e sarcasmos recheados de recalque e  dor. Meu corpo já não se arrepia, meus olhos já não brilham, nada mais  me empolga ou excita. Meus ouvidos já não compreendem canções de amor e  rimam felicidade com mentira. Meus sonhos já não me empurram pra frente,  só servem como lembranças de um mundo que nunca houve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já bebi, já dancei, já vomitei, já ri, chorei, me masturbei, xinguei,  trepei com gente que não lembro o nome, o rosto, o corpo e a voz. Tive  raiva, pena, saudade, tesão, desprezo, carinho. Já briguei com Deus, fiz  as pazes, rompi de novo e tive a certeza absoluta de que ele não  existe. Já tentei a morte, a arte, o zen, o deboche. Fiz contos,  crônicas, poesias, teatro. Tentei ignorar, matar, abstrair, conquistar,  desacreditar. Fiz o possível, o impossível, o inconcebível, o imaginado,  o já feito, o inédito. Já fui amigo, inimigo, amante, filho, pai,  irmão, cúmplice, namorado. Já vi Chico, Cássia Eller, Michael Stipe,  Alanis, Fernanda Montenegro, Marisa Monte, Andrea Beltrão.&amp;nbsp; Já me  diverti e me autodestruí. O segundo gesto me fez menos infeliz...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aquela dor... aquela ausência... aquele não... me matam a cada dia. E eu não sou mais forte do que eles.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-996445822359390267?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/996445822359390267/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=996445822359390267&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/996445822359390267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/996445822359390267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2012/01/chega.html' title='CHEGA!!'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_adoYP4Wj0Tg/SfDV6txgdyI/AAAAAAAAAws/eHHkh1sco2s/s72-c/homem-tristeza.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-3076836202499603955</id><published>2012-01-14T17:03:00.000-02:00</published><updated>2012-01-14T17:03:39.424-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CONFISSÕES'/><title type='text'>PALHAÇO DAS PERDIDAS ILUSÕES</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://itape.files.wordpress.com/2009/05/palhaco.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://itape.files.wordpress.com/2009/05/palhaco.jpg" width="293" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;E então você percebe, tarde demais, que sempre trilhou o caminho errado,  que sempre amou de maneira torta, que sempre se dedicou às pessoas  erradas. Nota que sempre sufocou o choro errado, e chorou quando deveria  ter engolido em seco. Que foi leal a causas supérfluas, que lutou  batalhas já perdidas desde o nascedouro. Demora a cair na real (mas cai,  dolorosa e pesadamente) de que torceu sempre pelo herói que não era  herói, que vibrou pelas conquistas equivocadas, que sonhou pesadelos  disfarçados por uma névoa de esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você sempre esteve errado, meu chapa! Não é sendo gentil e atencioso que  se consegue conquistar um coração: é sendo cruel, desleal, fazendo  jogos infantis, escondendo seus sentimentos, mentindo, se possível (faça  uma força, todo mundo consegue!) Ser romântico, preocupado e amável é  dar espaço para ser tratado como alguém descartável e desimportante. Pra  que se interessar pelos problemas dos outros se os seus problemas não  serão motivo de conversas? Sim, você tem que ser forte e impávido, você  tem a obrigação de levantar os outros. Se eles vão te levantar quando  você precisa? Ingenuidade sua. Se bobear eles vão é te derrubar,  coitados. Eles precisam de diversão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, ele não estava em depressão. Não, ele não voltou pro ex-namorado.  Não, ele não tem medo de te amar tanto que prefere ficar só. Não, ele  não precisa de um tempo para ficar com ele mesmo. Não, não, não...  Nenhuma desculpa dada era verdade, aceite isso. Sim, ele simplesmente  não gostou do seu beijo, não gostou da maneira com que você faz sexo,  achou seu papo muito chato, achou você muito velho (ou muito novo), não  curtiu seu cheiro, prefere, enfim, qualquer outra pessoa menos você.  Você só serviu de passatempo. Não é motivo para ficar amargo, certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você simplesmente amou as pessoas erradas, de jeito errado, acumulando  mancada atrás de mancada, equívoco atrás de equívoco. Entregou seu  coração sem medo, mesmo quando tudo dizia que fazer isso era buscar uma  dor certa. Fez planos mirabolantes com pessoas que só tinham a oferecer  egoísmo e insensibilidade. Foi motivo de chacota, certamente, porque  acreditava na história da carochinha do "seremos felizes para sempre".  Acreditou em qualquer mentira que os lábios que amava diziam. Demorou a  acreditar que sim, eles estavam sendo frios e cruéis simplesmente porque  podiam sê-lo: você proporcionou a eles espaço o suficiente em seu  picadeiro para ser o palhaço que eles procuravam. Faça uma reverência,  receba os aplausos... E vá chorar no camarim! A culpa de tudo é sua.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-3076836202499603955?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/3076836202499603955/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=3076836202499603955&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/3076836202499603955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/3076836202499603955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2012/01/palhaco-das-perdidas-ilusoes.html' title='PALHAÇO DAS PERDIDAS ILUSÕES'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-2480209194468772247</id><published>2012-01-14T09:53:00.000-02:00</published><updated>2012-01-14T09:53:12.847-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EM DVD 2012'/><title type='text'>COMO ESQUECER</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1RefxJYi_EY/TL0SbLYHzLI/AAAAAAAAAhs/YnL3suUqYsQ/s1600/imgCrop2.php.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/_1RefxJYi_EY/TL0SbLYHzLI/AAAAAAAAAhs/YnL3suUqYsQ/s320/imgCrop2.php.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Em 2011 tanto se falou da "coragem" de Deborah Secco no infame "Bruna  Surfistinha" (que consistia em tirar a roupa, fazer cara de sexy e usar  drogas) que ninguém lembrou que poucos meses antes outra atriz conhecida  por seus trabalhos na televisão tinha entregue uma atuação muito mais  ousada: enquanto Secco se despia fisicamente na história da prostituta  que virou celebridade, Ana Paula Arosio se desnudava psicologicamente,  entregando uma&amp;nbsp;- e aqui sim o&amp;nbsp;adjetivo se aplica adequadamente -  corajosa e dolorida interpretação no drama "Como esquecer", baseado no  romance de Myriam Campello.&amp;nbsp; Premiada pela Associação de Críticos de  Arte de São Paulo por seu trabalho, a ex-modelo mostrou, na pele de uma  professora de Literatura devastada pelo término de seu relacionamento  com a amante, um surpreendente amadurecimento dramático que as  telenovelas jamais conseguiriam explorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente pouco visto pelo público - parte devido à sua temática  homossexual, parte devido à sua natureza pouco comercial - "Como  esquecer" foge da receita pasteurizada que o cinema nacional vem  adotando nos últimos anos, preferindo um enfoque mais adulto e realista  das relações humanas, ainda que em muitos momentos bastante pessimista. A  dor de Julia (personagem de Ana Paula) é palpável e&amp;nbsp;crível, em especial  graças à inteligência do roteiro (escrito a 12 mãos) em não fazer dela  uma vítima absoluta ou uma heroína trágica (como as estudadas por ela em  suas aulas). Julia tampouco faz questão de ser simpática ou agradável,  afundada em sua depressão como a uma tábua de salvação que a impede de  desistir de vez de uma vida na qual não vê mais nenhum atrativo. É  impossível para qualquer espectador que já tenha passado por algo  semelhante não se reconhecer um pouco em Julia e compreender sua  misantropia, sua angústia, seu desejo de fuga. A direção seca de Malu de  Martino colabora para o tom melancólico do filme, não caindo na  tentação de aliviar o drama com piadinhas ou um final falsamente  esperançoso. E, alívio dos alívios, o melhor amigo de Julia, Hugo (bem  interpretado por Murilo Rosa) não está no roteiro para fazer palhaçadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o filme começa - com a belíssima "Retrato em branco e preto", de  Tom e Chico, cantada pela insuperável Elis Regina - Julia já foi  abandonada por Antonia, sua namorada, por quem ainda é completa e  irremediavelmente apaixonada. No fundo do poço e sem dinheiro para  manter o apartamento onde morava com ela, a professora de Literatura  aceita, muito a contragosto, dividir uma casa com o melhor amigo, Hugo  (que também tem sua cota de drama por ter perdido o namorado) e uma  quase desconhecida, Lisa (Natalia Lage, igualmente bem no papel), que  está grávida do namorado que não pretende assumir o bebê. Cada um  lidando com a dor a seu modo, os três se tornam uma espécie de família  (disfuncional, mas ainda assim um&amp;nbsp;refúgio de conforto e compreensão  mútua). O núcleo familiar começa a expandir-se quando entram em cena  Carmem Lygia (Bianca Comparato) - uma brilhante e feminista&amp;nbsp;aluna da  protagonista&amp;nbsp;- e Helena (Arieta Correa), prima de Lisa, uma artista  plástica que se torna a luz no fim do túnel que pode tirar Julia de seu  desastre emocional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Denso, profundo e dolorosamente realista, "Como esquecer" é um filme que  busca nos recônditos da alma humana a sua matéria-prima. E o faz com  sensibilidade e respeito. Merece ser descoberto!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-2480209194468772247?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/2480209194468772247/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=2480209194468772247&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/2480209194468772247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/2480209194468772247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2012/01/como-esquecer.html' title='COMO ESQUECER'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1RefxJYi_EY/TL0SbLYHzLI/AAAAAAAAAhs/YnL3suUqYsQ/s72-c/imgCrop2.php.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-3946537175757176504</id><published>2012-01-12T18:29:00.000-02:00</published><updated>2012-01-12T18:29:55.500-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CONFISSÕES'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='FEAST ON SCRAPS'/><title type='text'>FEAR OF BLISS</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-mhNcMIV2kNg/TvTIQ31Ws-I/AAAAAAAAAZg/xr2Dp7qk1Yg/s1600/medo2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="319" src="http://4.bp.blogspot.com/-mhNcMIV2kNg/TvTIQ31Ws-I/AAAAAAAAAZg/xr2Dp7qk1Yg/s320/medo2.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Eu sei que já falei sobre isso em algum momento por aqui (talvez até em  mais de uma ocasião), mas como é um assunto que muito me incomoda, volta  e meia voltarei a ele. A questão é que eu, por mais que tente, por mais  que me esforce, por mais que leia, não consigo entender o medo que  certas pessoas tem de ser felizes. Medo da felicidade? Como assim? Quem é  seu terapeuta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Medo de cachorro eu entendo (e até tenho um pouco). Medo de mar, de  viajar de avião, de cobra, de pegar uma doença incurável eu até posso  aceitar. Medo de injeção, de fantasmas, de assalto, de perder tudo em um  incêndio são normais e, convenhamos, obrigatórios. Consigo até perdoar  quem tem medo da Claudia Leitte e da Paula Fernandes. Mas ter medo de  ser feliz é algo tão incompreensível pra mim quanto trigonometria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok,&amp;nbsp;se jogar em um precipício até dá uma certa angústia. Entrar em uma  caverna escura pode dar calafrios. Dar um salto mortal em direção a um  mar desconhecido é pura adrenalina. Mas e se você usar um paraquedas  chamado confiança? E se no final da caverna houver uma luminosidade que  atende por paz? E se no fundo do mar existir um bolsão de oxigênio  chamado amor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A felicidade não morde, não mata, não destrói. Ser feliz não dá  problemas de coração, nem aprisiona. Felicidade te faz perceber o mundo  com olhos de criança e otimismo de Polyanna. Quando você é feliz você se  sente a pessoa mais importante e indestrutível do mundo. E, a não ser  que você tenha a infelicidade e a tristeza como seus melhores amigos,  ter medo desse sentimento chega a ser até burrice...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-3946537175757176504?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/3946537175757176504/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=3946537175757176504&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/3946537175757176504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/3946537175757176504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2012/01/fear-of-bliss.html' title='FEAR OF BLISS'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-mhNcMIV2kNg/TvTIQ31Ws-I/AAAAAAAAAZg/xr2Dp7qk1Yg/s72-c/medo2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-1537944537475797465</id><published>2012-01-12T09:49:00.001-02:00</published><updated>2012-01-12T15:09:35.124-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CINEMA 2012'/><title type='text'>TOMBOY</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.movieposterdb.com/posters/11_09/2011/1847731/l_1847731_484bb503.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.moviespad.com/photos/tomboy-movie-poster-dcb14.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://www.moviespad.com/photos/tomboy-movie-poster-dcb14.jpg" width="234" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Suponha que você é uma&amp;nbsp;introvertida menina de dez anos de idade que tem&lt;br /&gt;problemas de sociabilidade. Suponha ainda que, ao contrário das meninas  de sua idade, você prefira andar de cabelos curtos e roupas largas e, ao  invés de brincar de bonecas, goste de jogar futebol e fazer campeonatos  de mergulho com os garotos. O que você faria se,&amp;nbsp;chegando a uma nova  vizinhança fosse confundido com um menino e, como tal, fosse  extremamente bem acolhido? Para a tímida Laura, protagonista do&amp;nbsp;sensível  "Tomboy", não há outra alternativa senão manter o mal-entendido e  finalmente sentir-se parte de um grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrito e dirigido pela jovem (31 anos) Céline Sciamma, o francês  "Tomboy" chega às telas em um momento delicado, em que as discussões a  respeito de sexualidade, preconceito e homofobia estão perigosamente  perto da saturação (graças principalmente a discussões estéreis e  frequentemente muito mais passionais do que racionais). Não deixa de ser  refrescante que a singela e concisa história criada por Sciamma deixe  de lado elocubrações pseudo-psicológicas para concentrar-se nos reais  temas de seu interesse: a busca por aceitação e o desconforto da  diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De narrativa simples e direta (mas com espaço para alguma poesia  visual), "Tomboy" não busca explicações ou soluções, preferindo a  posição de testemunha neutra da história de Laura (vivida com  surpreendente naturalidade pela ótima Zoé Héran), uma menina que,  confundida com um menino em seus primeiros dias na&amp;nbsp;nova casa, aceita  levar adiante a mentira com o objetivo de ser aceita pelo grupo de  moleques da vizinhança. Só quem conhece seu segredo é sua irmã&amp;nbsp;caçula, a  adorável&amp;nbsp;Jeanne (Malonn Lévana),&amp;nbsp;que a acompanha em suas divertidas  tardes de verão, em que as brincadeiras infantis (e as primeiras  descobertas românticas) a afastam de um relacionamento familiar terno  mas um tanto distante. As coisas começam a se complicar, porém, quando  Laura percebe que sua melhor amiga, Lisa (Jeanne Disson) está apaixonada  por seu alterego Michael - e que as aulas estão prestes a começar,  ameaçando seu disfarce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Céline Sciamma acerta em desviar seu foco de questões polêmicas como o  despertar da sexualidade, o que poderia transformar o filme em uma  desagradável (e desnecessária) versão infantil de "Meninos não choram".  Não interessa à diretora/roteirista descobrir para onde irá o desejo  sexual de Laura quando ele surgir. O que ela pretende é contar uma  história sobre a coragem inerente à necessidade de amor e aceitação.  Essa opção exclui, felizmente, maiores lances&amp;nbsp;dramáticos e golpes  baixos. Não é um conto de fadas nem tampouco uma tijolada emocional. É  apenas o pequeno (e crucial) trecho da vida de uma menina em busca de  sua própria personalidade. Um tanto triste, mas real.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-1537944537475797465?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/1537944537475797465/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=1537944537475797465&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/1537944537475797465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/1537944537475797465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2012/01/tomboy.html' title='TOMBOY'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-857801730288735051</id><published>2012-01-11T15:05:00.000-02:00</published><updated>2012-01-11T15:05:07.946-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EM DVD 2012'/><title type='text'>50%</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.filmjunk.com/images/weblog/2011/09/2011_50-50_007.jpeg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="194" src="http://www.filmjunk.com/images/weblog/2011/09/2011_50-50_007.jpeg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Passar por um câncer raro na coluna provavelmente não é exatamente uma  das experiências mais agradáveis da vida, mas há quem consiga ver um  lado bom até nisso. É o caso do roteirista&amp;nbsp;Will Reiser, que utiliza suas  lembranças da doença como matéria-prima de "50%", comédia dramática que  vem arrancando elogios da crítica e pode até conquistar uma vaga entre  os candidatos ao Oscar de roteiro original deste ano.&amp;nbsp; A maior qualidade  do filme dirigido por Jonathan Levine? A forma franca e direta com que  trata o tema, equilibrando com inteligência momentos de cortar o coração  com um senso de humor que o afasta do dramalhão sentimentalóide.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amparado pela bela atuação do cada vez melhor Joseph Gordon-Levitt - que  substituiu James McAvoy dois dias antes do início das filmagens - o  filme de Levine acompanha a trajetória do jornalista&amp;nbsp;Adam Learner, de 27  anos,&amp;nbsp;depois que ele descobre que tem um tipo raro de câncer (de origem  genética) na coluna.&amp;nbsp; Atordoado com a notícia (como não poderia deixar  de ser), ele conta com a ajuda do melhor amigo Kyle (Seth Rogen) para  lidar com as consequências da doença. Entre sessões de terapia com a  jovem médica Katherine (Anna Kendrick) e quimioterapia com o veterano  paciente Alan (Philip Baker Hall), Adam precisa também superar a crise  em seu relacionamento com a artista plástica Rachael (Bryce Dallas  Howard) e recuperar sua relação com os pais, em especial a mãe  superprotetora Diane (Anjelica Huston, dando olé em cada cena que  aparece).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realizado de forma independente com um orçamento irrisório de 8 milhões  de dólares (que já se transformaram em mais de 30 somente nos EUA),  "50%" surpreende também pela forma não-romantizada com que trata a  situação central da história, não derrapando na tentação de partir  para&amp;nbsp;clichês de&amp;nbsp;autoajuda. Ainda que seja positivo, não esconde também o  lado pesado da situação vivida pelo protagonista, interpretado com  simpatia por Gordon-Levitt (indicado ao Golden Globe deste ano): para  cada momento de humor (genuíno, inteligente e irônico) há uma cena capaz  de emocionar (delicadamente, sem exageros), lembrando à audiência que,  apesar das risadas,&amp;nbsp;a história que está sendo contada não é um pastelão  inconsequente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora a opção do roteiro em não estigmatizar a doença através do humor  possa ser considerada de mau-gosto por uma parcela mais conservadora  do&amp;nbsp;público, é inegável que&amp;nbsp;a leveza com&amp;nbsp;que Reiser revestiu sua triste  (mas esperançosa) história é muito mais palatável&amp;nbsp;à  plateias&amp;nbsp;contemporâneas do que o petardo emocional "Laços de ternura",  citado nominalmente em um diálogo do filme. "50%" é muito melhor do que  sua aparência de filme indie e metido a modernoso. Embalado por uma  irresistível trilha sonora (que une Roy Orbison a Eddie Vedder) e  interpretado por um elenco em dias inspirados (inclusive o bobalhão  Seth&amp;nbsp;Rogen em seu melhor trabalho até&amp;nbsp;hoje), é uma das gratas surpresas  da temporada, infelizmente lançada diretamente em DVD no&amp;nbsp;Brasil (em mais  uma prova da falta de visão das distribuidoras).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-857801730288735051?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/857801730288735051/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=857801730288735051&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/857801730288735051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/857801730288735051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2012/01/50.html' title='50%'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-2447549369431716264</id><published>2012-01-10T09:44:00.000-02:00</published><updated>2012-01-10T09:44:23.103-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EM DVD 2012'/><title type='text'>INCÊNDIOS</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://bpartdesign.files.wordpress.com/2011/07/incendios.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="167" src="http://bpartdesign.files.wordpress.com/2011/07/incendios.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Indicado ao Oscar 2011 de Melhor Filme Estrangeiro, o canadense  "Incêndios" é provavelmente um dos mais impactantes dramas europeus  lançados nos últimos anos. Narrado com a força de uma tragédia grega  (dando ao destino o poder das maiores ironias), o longa do cineasta  Denis Villeneuve - também autor do roteiro, adaptado da peça teatral de  Wajdi Mouawad - consegue ser, ao mesmo tempo, emocionante, surpreendente  e, mais do que tudo, chocante como poucos filmes de nossa época tão  dada ao cinismo.&amp;nbsp;Ao misturar em uma única história elementos políticos  inquietantes e um&amp;nbsp;drama familiar poderoso, a trama de Mouawad não tem  medo de avançar em temas ousados e um desfecho aterrador que  dificilmente seria visto em um filme do mainstream hollywoodiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A protagonista de "Incêndios" é Nawal Marwan - em uma atuação visceral  da belga&amp;nbsp;Lubna Azabal. Quando o filme começa, no Canadá, ela está morta,  mas é seu último desejo, deixado em testamento e testemunhado por seu  chefe e amigo Jean Lebel (Rémy Girard) que dá a partida na trama.  Discreta e introvertida, Nawal surpreende seu casal de filhos gêmeos com  um pedido incomum: eles tem que localizar seu irmão mais velho e seu  pai (que julgavam morto) e entregar a eles dois envelopes lacrados.  Enquanto Simon (Maxim Gaudette) considera tudo um delírio da mãe, Jeanne  (Mélissa Désourmeax-Poulin) resolve acatar a última ordem da mãe,  partindo então para o Oriente Médio, onde ela foi criada. As coisas,  porém, não serão fáceis: como Jeanne acaba descobrindo, o nome de sua  mãe não é exatamente bem-quisto e a história de sua família tem origens  muito mais complexas e tristes do que ela ou seu irmão poderiam supor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Utilizando de maneira inteligente o batido recurso do flashback,  "Incêndios" tem em sua narrativa seca e quase documental seu maior  trunfo. Fugindo do sentimentalismo barato, Villeneuve confia em sua  história o suficiente para deixar que ela, forte por si só, seja o  centro da atenção, sem apelar para artifícios que desviem o foco do  mistério que vai se desvendando aos poucos diante dos olhos incrédulos  do espectador, testemunha de uma saga de violência física e psicológica  capaz de deixar rastros indeléveis no corpo e na alma. Seu final,  devastador, parece dizer que a guerra, ainda que mutile os seres humanos  de todas as maneiras possíveis, não é capaz de apagar um espírito. É  uma afirmação que poucos filmes conseguem fazer sem soar piegas!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-2447549369431716264?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/2447549369431716264/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=2447549369431716264&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/2447549369431716264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/2447549369431716264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2012/01/incendios.html' title='INCÊNDIOS'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-8134386346272395410</id><published>2012-01-09T13:47:00.000-02:00</published><updated>2012-01-09T13:47:17.578-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CINEMA 2012'/><title type='text'>PRECISAMOS FALAR SOBRE O KEVIN</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://free-cinema.net/wp-content/uploads/2012/01/00290065-0000-0000-0000-000000000000_00000065-06d3-0000-0000-000000000000_20111102170853_we-need-to-talk-about-kevin-poster.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://free-cinema.net/wp-content/uploads/2012/01/00290065-0000-0000-0000-000000000000_00000065-06d3-0000-0000-000000000000_20111102170853_we-need-to-talk-about-kevin-poster.jpg" width="219" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O livro é excepcional. Em 464 páginas, a escritora norte-americana  Lionel Shriver relata com uma prosa dolorida e fascinante a história de  uma mulher que é obrigada a lidar com a tragédia provocada pelo filho  adolescente. Narrado em primeira pessoa em formas de cartas endereçadas  ao pai do menino, "Precisamos falar sobre o Kevin" tornou-se um dos  raros bestsellers de qualidade dos últimos anos e, logicamente, chega  aos cinemas cercado de expectativas. Infelizmente, ao fugir da narrativa  linear do livro de Shriver, a diretora estreante Lynne Ramsay dilui a  tensão da história (que surgia da angústia crescente da personagem  central) em uma&amp;nbsp;montagem desnecessariamente complexa. Porém, amparado  basicamente na atuação esplêndida de Tilda Swinton (que também faz as  vezes de produtora executiva), a versão cinematográfica de "Kevin" não  envergonha sua origem literária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro (publicado no Brasil pela Editora Intrínseca em 2007, e que  deverá incrementar as vendas com o lançamento do filme) já deixa claro  em suas primeiras páginas os motivos que levaram sua protagonista, Eva  Khatchadourian a tornar-se uma espécie de pária: seu filho de 16 anos,  Kevin, cometeu uma chacina em sua escola, matando colegas e  funcionários. Isolada, deprimida e solitária, ela inicia uma  correspondência unilateral com o marido, Franklin (John C. Reilly),  tentando, de alguma forma, explicar e entender a personalidade do rapaz e  sua doentia relação com ele desde o útero. Enquanto nas páginas  escritas por Shriver o leitor tem a possibilidade de explorar todas as  nuances psicológicas que envolvem o relacionamento entre mãe e filho  (desde a rejeição da gravidez até os embates pouco sutis durante seu  crescimento), no roteiro co-escrito pela diretora e por Rory Kinnear o  foco da trama está nitidamente deslocado.&amp;nbsp;Mesmo que as disputas entre  Eva e Kevin ainda se mantenham faiscantes na tela (cortesia do excelente  elenco infantil e do jovem Ezra Miller), a edição picotada que  vai-e-vem no tempo prejudica o envolvimento da plateia no drama da  protagonista. É difícil, por exemplo, acreditar no casamento de Eva e  Franklin, porque John C. Reilly é extremamente subaproveitado, nada mais  sendo do que um quase figurante de luxo (e o final de sua personagem,  ao contrário do potente clímax do livro, passa praticamente em branco).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deixa de ser admirável a opção de Ramsay em fugir do caminho mais  fácil de explorar os temas polêmicos levantados pelo livro, tratandos-o  de forma quase lírica em alguns momentos. Mas, ao mesmo tempo, essa  escolha ousada enfraquece a força da narrativa (o massacre em si é  tratado de forma tão sutil que um espectador menos atento é capaz de  compreender apenas vagamente) e dilui o principal ponto de interesse da  história (a relação entre mãe e filho). Tilda Swinton está mais uma vez  brilhante em sua atuação, o que a premiação pelo National Board of  Review e as indicações ao Golden Globe e ao SAG Awards confirmam (é  quase certo que a Academia também lembrará de seu nome no próximo dia  26, quando forem revelados os nomes dos candidatos ao Oscar). Mas,  apesar de suas qualidades, "Precisamos falar sobre o Kevin" é bem capaz  de frustrar os fãs do romance.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-8134386346272395410?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/8134386346272395410/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=8134386346272395410&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/8134386346272395410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/8134386346272395410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2012/01/precisamos-falar-sobre-o-kevin.html' title='PRECISAMOS FALAR SOBRE O KEVIN'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-4894944377836481197</id><published>2012-01-07T09:53:00.002-02:00</published><updated>2012-01-07T09:56:41.622-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CINEMA 2012'/><title type='text'>TUDO PELO PODER</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.onlinemovieshut.com/wp-content/uploads/2011/08/the-ides-of-march-poster.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://www.onlinemovieshut.com/wp-content/uploads/2011/08/the-ides-of-march-poster.jpg" width="222" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Quando o seriado "Plantão Médico" estreou, em 1993 - anos antes, portanto, que séries de TV tivessem o status que tem hoje - pouca gente &lt;br /&gt;poderia imaginar que um de seus protagonistas, o até então desconhecido George Clooney chegaria, em pouco mais de quinze anos, a ser um dos &lt;br /&gt;atores mais respeitados da vaidosa e inconstante Hollywood (e melhor ainda, seria também elogiado por seus trabalhos atrás das câmeras). No entanto, hoje em dia o sedutor Doutor Doug Ross é apenas história. Clooney, aos 50  anos, tem um Oscar de coadjuvante em casa (por "Syriana") e um prestígio&amp;nbsp; acima de qualquer suspeita. Dividindo sua carreira entre produções feitas com o objetivo claro de entreter (como "Onze homens e um segredo") e algumas&amp;nbsp;extremamente relevantes em termos sociais e políticos (como seu excelente "Boa noite, e boa sorte"), Clooney chega a 2012 com fortes possibilidades de amealhar mais uma estatueta dourada. Se não for como ator por sua elogiada atuação em "Os descendentes" pode muito bem ser como diretor pelo&amp;nbsp;admirável&amp;nbsp;&amp;nbsp;"Tudo pelo poder", em que ele reitera sua posição de um artista&amp;nbsp;politicamente responsável e engajado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baseado em uma peça teatral de Beau Willimon (que colaborou no roteiro  final), "Tudo pelo poder" mostra mais uma vez o talento de Clooney em  não se deixar levar pela vaidade (defeito que muito atrapalha as  carreiras de atores tornado diretores) ou pela grandiloquência (o custo total do filme não chegou a 15 milhões de  dólares, salário habitual de gente como Julia Roberts e Tom Cruise).&amp;nbsp;  Assim como seu sensacional "Boa noite e boa sorte" (que lhe deu a  primeira indicação ao Oscar de direção), "Tudo pelo poder" é discreto em  seu formato e potente em seu resultado. Ao tratar de um assunto  universal (política) sob o ponto vista pessoal (no caso, da personagem  central vivida por Ryan Gosling), o ator/diretor/roteirista/produtor  (ufa!) expande o alcance de sua história, atingindo o público pela  inteligência e pela ironia sutil que apresenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clooney reservou para si o papel de Mike Morris,&amp;nbsp;governador democrata  que tenta ser eleito pelo partido para concorrer à Presidência da  República, mas o real protagonista de "Tudo pelo poder" é o jovem  Stephen Meyers (em mais uma atuação excitante de Ryan Gosling), um dos  assessores de sua campanha. Talentoso e idealista, Stephen trabalha sob  os auspícios do veterano Paul Zara (Philip Seymour Hoffman) e dedica sua  vida quase integralmente à campanha de Morris, um político carismático e  (ao menos aparentemente) honesto e transparente. Porém, a vida  profissional de Stephen sofre uma reviravolta quando Tom Duffy (Paul  Giamatti)&amp;nbsp;o assessor do candidato rival de Morris o procura, oferecendo  um emprego. Eticamente desafiado, o rapaz vê na sua iniciante relação  com a estagiária Molly (Evan Rachel Wood) uma válvula de escape para sua  tensão, mas as coisas saem do controle quando revelações inesperadas o  fazem começar a duvidar da carreira que escolheu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estrutura dramática de "Tudo pelo poder" encontra na direção contida e  elegante de Clooney o parceiro ideal. Confiante no texto e na história  contada por Willimon, o cineasta mostra um inegável amadurecimento ao  evitar conclusões fáceis e enquadramentos óbvios. É acertada sua opção  pela narrativa clássica e pela edição direta e sem firulas, assim como é  louvável a fotografia eficaz que dá o tom exato às intrigas palacianas  que circundam o poder. O jogo de sombras que se avolumam conforme a  trama vai ficando mais e mais sufocante para Stephen é genial e dá  consistência visual ao show de interpretação do elenco selecionado por  George. Mas se os atores que dão voz a mais esta história sobre a perda  da inocência são nada menos que brilhantes, é preciso ressaltar a  atuação esplêndida de Ryan Gosling, que consegue transmitir toda a gama  necessária de nuances a sua personagem, cujo arco dramático coerente e  verossímil dá sustentação ao roteiro impecável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Forte candidado ao Oscar de 2012 (pelo menos é o que se espera, a julgar  pelos indicados ao Golden Globe), "Tudo pelo poder" é a prova  definitiva do talento de George Clooney por trás das câmeras e um dos  mais eficientes dramas políticos do nosso tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-4894944377836481197?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/4894944377836481197/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=4894944377836481197&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/4894944377836481197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/4894944377836481197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2012/01/tudo-pelo-poder.html' title='TUDO PELO PODER'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-7077180816511896148</id><published>2012-01-06T09:44:00.000-02:00</published><updated>2012-01-06T09:44:30.531-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CINEMA 2011'/><title type='text'>MARGIN CALL, O DIA ANTES DO FIM</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ZZdJhuX2QsA/TukB1QKMFqI/AAAAAAAABKk/0iPxB6s-U8k/s1600/poster-movie-margin-call.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-ZZdJhuX2QsA/TukB1QKMFqI/AAAAAAAABKk/0iPxB6s-U8k/s320/poster-movie-margin-call.jpg" width="252" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Pode até parecer chato, mas não é. "Margin Call, O dia antes do fim".  escrito e dirigido por J.C. Chandor, apesar de tratar de um assunto  relativamente inacessível à maioria do público - finanças, negociatas e  afins - consegue supreendentemente evitar os bocejos que filmes com essa  temática normalmente despertam na audiência (vide o aborrecido "Wall  Street, o dinheiro nunca dorme", que apesar de Michael Douglas não  escapava da chatice). Focalizando sua atenção mais na tensão de uma  provável hecatombe monetária do que exatamente em tentar explicar  didaticamente suas causas, Chandor marcou um gol de placa logo em seu  primeiro filme, levando pra casa os prêmios de melhor diretor estreante  tanto pelo National Board of Review quanto pela Associação de Críticos  de Nova York. A boa notícia? Ele mereceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Margin Call" se passa em tensas 24 horas que precedem o que promete ser  - segundo as personagens, todas especialistas&amp;nbsp;no assunto&amp;nbsp;- uma das mais  graves crises financeiras já vistas pelos EUA (e consequentemente pelo  mundo todo). Tudo começa com a demissão em massa de inúmeros  funcionários de um milionário&amp;nbsp;banco de investimentos nova-iorquino.  Entre os infelizes desempregados está Eric Dale (Stanley Tucci,  excepcional), que, na hora de sair do prédio, deixa nas mãos de um de  seus assistentes, o&amp;nbsp;jovem Peter Sullivan (Zachary Quinto, um dos  produtores do filme) um pen-drive com informações aterradoras sobre os  negócios da empresa. Assustado com o que descobre, Peter e seu colega  mais próximo Seth Bregman (Penn Badgley) entram em contato com seu  superior imediato, Will Emerson (Paul Bettany), que também se choca com o  que vê. A partir daí, o pânico passa a fazer parte da equação,  principalmente quando entram em jogo figuras de um escalão muito maior  da firma, como o experiente Sam Rogers (Kevin Spacey em um dos melhores  momentos de sua carreira recente), a ambiciosa Sarah Robertson (Demi  Moore) e o especialista Jared Cohen (Simon Baker). Juntos, todos eles se  reunirão com aquele que irá decidir seus destinos, o poderoso John Tuld  (Jeremy Irons, também magnífico).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de muitas vezes deixar o espectador perdido (em especial por não  fazer questão de esclarecer a crise de maneira explícita), o  ótimo&amp;nbsp;roteiro de Chandor tem a sorte de contar com um dos mais  espetaculares elencos reunidos nos últimos anos. É graças aos trabalhos  repletos de silêncios reveladores de Spacey, Tucci, Irons e até mesmo  Demi Moore que a trama do filme se sustenta. Se&amp;nbsp;as cenas&amp;nbsp;que se referem a  dólares e percentuais passam batidos pela vasta maioria da audiência,  os diálogos onde a humanidade de suas personagens se revela dá à obra um  tom dramático irresistível (mesmo que exagero de espécie alguma passe  pela tela). E são particularmente fascinantes as atuações de Kevin  Spacey (relembrando a todos o porquê de ser um dos melhores atores  americanos de sua geração) e Stanley Tucci (que bem poderia arrebatar  uma indicação ao Oscar de coadjuvante).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bem provável que "Margin Call" passe despercebido nos cinemas  brasileiros (parte por seu tema um tanto específico demais, parte por  ser eclipsado pelos prováveis candidatos ao Oscar). Mas aqueles que se  arriscarem a dar uma olhada não terão do que reclamar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-7077180816511896148?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/7077180816511896148/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=7077180816511896148&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/7077180816511896148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/7077180816511896148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2012/01/margin-call-o-dia-antes-do-fim.html' title='MARGIN CALL, O DIA ANTES DO FIM'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-ZZdJhuX2QsA/TukB1QKMFqI/AAAAAAAABKk/0iPxB6s-U8k/s72-c/poster-movie-margin-call.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-1221253398033782219</id><published>2012-01-03T18:47:00.000-02:00</published><updated>2012-01-03T18:47:05.767-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CINEMA 2012'/><title type='text'>WARRIOR</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://cdn.buzznet.com/media-cdn/jj1/headlines/2011/06/tom-hardy-shirtless-warrior.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://cdn.buzznet.com/media-cdn/jj1/headlines/2011/06/tom-hardy-shirtless-warrior.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Tommy Riordan (Tom Hardy) volta à sua cidade natal depois de um afastamento de treze anos e reencontra o pai, Paddy (Nick Nolte) tentando abandonar o vício do álcool. Seu retorno tem um objetivo claro: ele quer ser novamente treinado para vencer o Grand Prix de MMA a ser realizado em Las Vegas e, com o dinheiro, cumprir a promessa feita à esposa de seu melhor amigo, morto em combate na Guerra do Iraque. Brendan Conlon (Joel Edgerton) é um professor de Física que está prestes a perder a casa onde mora com a esposa e as filhas pequenas (uma das quais tem uma doença cardíaca) e que vê no Grand Prix a chance de recuperar a propriedade e o amor-próprio - e apesar de ser considerado um azarão, jamais perde a esperança de vencer o torneio. Os dois homens, com interesses extremos na glória e no dinheiro, chegam juntos à disputa. Os dois tem um passado complicado - Tommy cuidou sozinho da doença da mãe, e Brendan ficou ao lado do pai mesmo sabendo não ser seu preferido. E os dois tem algo mais em comum: são irmãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deixa de ser fascinante perceber que, mesmo nessa época do ano em que só se fala em Golden Globe e possíveis indicados ao Oscar, ainda é possível descobrir pérolas que foram ignoradas injustamente pelo público. É o caso de "Warrior", que apesar de ter estreado em setembro nos EUA sairá diretamente em DVD no Brasil. Injustiça pura! O filme do irlandês Gavin O'Connor (que também é ator e faz uma pequena participação como comentarista do torneio) é um emocionante drama esportivo que utiliza a seu favor todos os clichês do gênero e os entrega ao público com absoluta sinceridade. Sem jamais dedicar-se somente ao esporte que enfoca (cada vez mais popular no Brasil, como provam os UFC da vida), o roteiro cede espaço o bastante para que o espectador compactue com os problemas pessoais de seus protagonistas, se envolvendo aos poucos com suas vidas e sentimentos. Comparado por boa parte da crítica com "Rocky, um lutador", o filme de O'Connor - que também falou de problemas familiares em "Força policial" - é superior ao oscarizado trabalho estrelado por Sylvester Stallone em muitos fatores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O principal fator de dá vantagem a "Warrior" em relação a "Rocky" é o fato de seus protagonistas serem mais críveis do que a personagem de Stallone. Enquanto Rocky era quase um deficiente mental com sua ingenuidade excessiva, Tommy e Brendan tem personalidades fortes e bem definidas, com raivas, rancores e sentimentos muito mais interessantes (não deixa de ser fascinante também o fato de o público ficar dividido no clímax do filme). No roteiro co-escrito pelo diretor não há heróis ou vilões e sim pessoas com defeitos e qualidades. É sintomático que, além das cenas de luta extremamente bem coreografadas, os momentos dramáticos sejam também bastante comoventes (em especial quando se conta com o trabalho excepcional de Nick Nolte).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Warrior" é um filmaço, capaz de emocionar e empolgar qualquer tipo de audiência (até mesmo aquelas que não fazem a menor ideia do que seja MMA ou UFC). É humano e verdadeiro como "O vencedor" tentou ser e não chegou a conseguir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-1221253398033782219?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/1221253398033782219/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=1221253398033782219&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/1221253398033782219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/1221253398033782219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2012/01/warrior.html' title='WARRIOR'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-5915944591633304905</id><published>2012-01-02T14:47:00.000-02:00</published><updated>2012-01-02T14:47:44.910-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CINEMA 2011'/><title type='text'>DRIVE</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://omelete.uol.com.br/images/galerias/Drive/Drive-poster-02Ago2011.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://omelete.uol.com.br/images/galerias/Drive/Drive-poster-02Ago2011.jpg" width="215" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;A atmosfera sombria e melancólica é a mesma, apesar dos cenários distintos (Nova York em um, Los Angeles em outro). O protagonista, solitário e idiossincrático, idem. A violência que explode sangrentamente do nada é idêntica. E até mesmo o título tem uma semelhança direta. É impossível assistir-se à "Drive" - um dos mais fortes candidatos a cult dos últimos anos - sem que as poderosas imagens criadas por Martin Scorsese venham à mente. "Taxi driver", escrito por Paul Schrader e fotografado por Michael Chapman em 1976 está no cerne do filme do dinamarquês Nicolas Winding Refn que arrancou elogios entusiasmados no último Festival de Cannes. Pro bem e pro mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logicamente, ser comparado com um dos mais importantes filmes da carreira de um dos mais íntegros cineastas em atividade não é nada mal, mas "Drive" vai muito além das comparações. Baseada em um livro de James Sallis recém publicado no Brasil, a obra de Refn é um policial denso e envolvente que mistura o ritmo compassado do cinema europeu com uma violência quase devastadora que somente os mais corajosos diretores americanos ousam experimentar. Pode-se dizer sem medo que "Drive" é um filme de ação SEM ação (ao menos aquele tipo de ação que convencionou-se chamar de "ação" em termos hollywoodianos). E não seria errado afirmar também que é um drama avassalador sobre a solidão e sobre a sensação de deslocamento e impotência. Mas, acima de tudo, "Drive" é cinema de primeira qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ryan Gosling (conduzindo sua carreira de maneira exemplar) vive o protagonista com economia de recursos, dando a seus silêncios o peso de um discurso. Seu nome nunca é mencionado, o que aumenta ainda mais o sentimento de desimportância que lhe oprime. Trabalhando de dia como dublê de cenas perigosas e à noite como motorista de bandidos que precisam de um carro, ele passa seus dias sem maiores ambições. Assim como Travis Bickle (que Robert DeNiro eternizou em "Taxi driver"), ele encontra uma razão para viver quando uma mulher entra em sua vida. Irene (Carey Mulligan, doce e emocionante) é uma vizinha de prédio, que cria sozinha o filho pequeno desde que o pai do menino foi preso. É justamente Irene (e o sentimento que ela lhe desperta) que fará com que ele aceite fazer parte de um assalto que o jogará em rota de colisão com gente barra-pesada (inclusive um mafioso que poderá render um Oscar ao veterano Albert Brooks). Para proteger Irene e seu filho, o calado motorista descobrirá, em si mesmo, uma fúria incontrolável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Drive" é um grande filme. Visualmente impecável (desde a fotografia distante até o figurino que virou referência) e com uma trilha sonora extremamente adequada (que mescla temas próprios e densos com canções delicadas que acentuam seu tom triste), é também um show à parte para Ryan Gosling. Um dos melhores atores de sua geração, o canadense é nome certo entre os indicados ao próximo Oscar por seu trabalho em "Tudo pelo poder", de George Clooney, mas sua atuação aqui é nada menos do que antológica. Gosling é o corpo e a alma de "Drive". Ao público resta se chocar (com algumas cenas realmente surpreendentes) e aplaudir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-5915944591633304905?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/5915944591633304905/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=5915944591633304905&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/5915944591633304905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/5915944591633304905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2012/01/drive.html' title='DRIVE'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-5201135838651687366</id><published>2011-12-29T18:47:00.000-02:00</published><updated>2011-12-29T18:47:53.187-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CINEMA 2011'/><title type='text'>INQUIETOS</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://netkushi.com/gallery2/var/albums/Hollywood-Movie-Stills/R/Restless-Movie-Stills/Restless-Movie-Posters/Restless_movie_poster_1.jpg?m=1288179665" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://netkushi.com/gallery2/var/albums/Hollywood-Movie-Stills/R/Restless-Movie-Stills/Restless-Movie-Posters/Restless_movie_poster_1.jpg?m=1288179665" width="216" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Ele se chama Enoch Brae e, órfão de pai e mãe por obra de um desastre de automóvel que o deixou em coma por três meses, tem por hábito frequentar funerais de desconhecidos como forma inconsciente de exorcisar sua constante melancolia. Ela é Annabel Cotton, uma jovem inteligente, sensível e etérea que, apesar da pouca idade já tem os dias contados devido a um tumor cerebral incurável. Um belo dia eles se encontram em um velório e tornam-se amigos. Ela não questiona o fato do rapaz conversar com o fantasma de um piloto kamikaze morto em ação e ele aceita pacificamente a ideia de que a vida de sua melhor amiga tem data para acabar. Aos poucos a relação entre os dois ultrapassa os limites da amizade e eles se apaixonam, mesmo sabendo que sua história de amor está fadada à tristeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o breve resumo da sinopse do novo filme do outrora transgressor Gus Van Sant - que depois de empolgar a crítica com seus "Drugstore Cowboy" e "Garotos de Programa" foi engolido pela máquina hollywoodiana a ponto de concorrer duas vezes ao Oscar - lhe fez descartá-lo, pense mais um pouco. Apesar da premissa um tanto deprê, "Inquietos" é um sensível e delicado drama romântico que não apela para o chororô melodramático. Contado de forma suave e poética, é, talvez, a melhor e mais singela história de amor contada pelo cinema neste ano de 2011, dotada de uma pureza juvenil cada vez mais rara nesse cínico século XXI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embalado pela doce trilha sonora de Danny Elfman, "Inquietos" não é apenas a trágica história de dois jovens que lidam com a morte de maneira estoica (cada um a seu jeito): é principalmente uma ode à vida, uma homenagem aos pequenos momentos, a cada sorriso, a cada toque, a cada pingo de chuva. Apesar de estarem em um momento crucial e devastador de suas vidas, Enoch e Annabel não encontram tempo para lamentos e lágrimas. Jovens e quase pueris em sua paixão, eles preferem utilizar o tempo que lhes resta juntos da maneira mais positiva possível (e nem mesmo planejar seu funeral tira o bom humor da garota, vivida com uma encantadora sutileza por Mia Wasikowska). O romance entre os dois não soa artificial nem urgente, surgindo passo a passo, de maneira gradual e verdadeira e conquista a audiência principalmente por sua inocência, representada de maneira apaixonante por sua dupla central.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Mia Wasikowska já tem um currículo respeitável apesar da pouca idade - já foi vista em "Alice no País das Maravilhas" e "Minhas Mães e Meu Pai", só para citar os mais conhecidos - o novato Henry Hopper (filho do saudoso Dennis) faz uma auspiciosa estreia na pele do inseguro, tímido e desconfortável Enoch. Dono de traços delicados, o jovem Hopper transmite com facilidade as nuances de sua personagem, ainda que esteja longe de ser um ator admirável (o que ele pode se tornar com o tempo, como demonstra aqui). A química entre os dois é formidável e é difícil não se deixar emocionar com algumas de suas cenas, principalmente devido à naturalidade de suas atuações e a seu final arrebatador (que felizmente abdica das lágrimas fáceis).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Inquietos" pode até não ser criativo e ousado como os primeiros filmes de Gus Van Sant, mas é um alívio perceber que seus tempos de "Encontrando Forrester" parecem ter ficado definitivamente para trás.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-5201135838651687366?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/5201135838651687366/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=5201135838651687366&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/5201135838651687366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/5201135838651687366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/12/inquietos.html' title='INQUIETOS'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-5607577403324286841</id><published>2011-12-24T08:37:00.000-02:00</published><updated>2011-12-24T08:37:48.262-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CINEMA 2011'/><title type='text'>AS CANÇÕES</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-0B5tK1HxVdk/TuJMkV8OqJI/AAAAAAAAA3U/1yWWf3WBsek/s1600/as+can%25C3%25A7%25C3%25B5es.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-0B5tK1HxVdk/TuJMkV8OqJI/AAAAAAAAA3U/1yWWf3WBsek/s320/as+can%25C3%25A7%25C3%25B5es.jpg" width="250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Se não houvesse músicas, como as pessoas se lembrariam de partes de sua vida? Essa é a questão levantada por Queimado, um dos participantes do belo documentário "As canções", dirigido pelo experiente Eduardo Coutinho e de certa forma é uma razão para que o filme tenha sido feito: com seu talento incomum de arrancar de seus entrevistados depoimentos emocionantes e verdadeiramente humanos, Coutinho apresenta ao público 18 histórias comoventes sobre amor, tendo como elo de ligação o fato de todas terem uma canção-tema. São pessoas desconhecidas, simples e muitas vezes sem maiores instruções que dão um show de sinceridade e até bom-humor em certos casos. Mais uma vez o cineasta veterano de "Cabra marcado para morrer" acerta em cheio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estrutura de "As canções" lembra um pouco a de "Jogo de cena", brilhante documentário que contou com Andrea Beltrão, Marília Pêra e Fernanda Torres, entre outras: o entrevistado entra em um cenário escuro, sem nada mais do que uma cadeira e conta sua história, intercalando-a com a música que a marcou. Desfilam pela tela histórias trágicas e felizes, entre maridos e esposas, entre pai e filho, entre amantes... Em todas elas existe o elemento da paixão, do arrependimento, do amor quase irracional. Em todas elas a audiência se reconhece (se não ao todo ao menos em parte). Em todas elas o ser humano (material de supremo interesse do documentarista) é o astro central, dividindo o palco com sua trilha sonora particular. Em todas elas há aquilo que faz da obra de Coutinho tão especial: seu carinho pelo ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Característica central da filmografia de Eduardo Coutinho, sua paixão pelas pessoas fica patente em "As canções": enquanto suas "personagens" estão em cena é difícil não se envolver, não ser tocado, não compreender cada história, por mais distante que esteja do universo do espectador. Tudo é responsabilidade da capacidade do diretor em despertar a confiança absoluta do interlocutor, que sente-se como em um terapeuta. Lágrimas são constantes nos depoimentos, mas&amp;nbsp; ninguém parece se incomodar com esse devassar sentimental. Todos estão ali para dividir suas experiências. E esse jogo de compartilhamento de vida é arrebatador. Entre as músicas de Roberto Carlos, Jorge Benjor e Noel Rosa que são trilha sonora de vidas de gente como a gente, fica a certeza de que o amor não escolhe sexo, classe social ou idade para aparecer e fazer seus estragos. E é isso que faz de "As canções" um filme tão especial e caloroso. Imperdível!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-5607577403324286841?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/5607577403324286841/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=5607577403324286841&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/5607577403324286841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/5607577403324286841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/12/as-cancoes.html' title='AS CANÇÕES'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-0B5tK1HxVdk/TuJMkV8OqJI/AAAAAAAAA3U/1yWWf3WBsek/s72-c/as+can%25C3%25A7%25C3%25B5es.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-2551324946778035200</id><published>2011-12-18T11:22:00.000-02:00</published><updated>2011-12-18T11:22:42.707-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CINEMA 2011'/><title type='text'>NOITE DE ANO-NOVO</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://smellslikescreenspirit.com/wp-content/uploads/2011/12/NewYearsEve-poster.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://smellslikescreenspirit.com/wp-content/uploads/2011/12/NewYearsEve-poster.jpg" width="216" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Aproveitar datas comemorativas como pretexto para realizar filmes - e consequentemente ganhar dinheiro aproveitando o marketing gratuito que isso gera - é uma espécie de tradição em Hollywood. Mas se até recentemente apenas filmes de terror apelavam para o calendário em busca de ideias - vide as séries "Sexta-feira 13" e "Halloween" e o tenebroso "11/11/11" deste ano - ultimamente um outro gênero vem se apropriando do conceito. Aliás, mais precisamente um cineasta: Garry Marshall, que em 1990 deu a Julia Roberts sua grande chance para o estrelato em "Uma linda mulher". Ano passado ele lançou "Idas e vindas do amor", uma comédia romântica que foi execrada quase unanimemente a despeito de seu elenco milionário - que incluía a própria Roberts, assim como Bradley Cooper, Ashton Kutscher, Kathy Bates, Anne Hathaway e Jamie Foxx. No entanto, apesar das críticas negativas, o filme rendeu mais de 200 milhões de dólares mundo afora, o que encorajou o cineasta a partir para uma espécie de segundo capítulo de sua saga "romântico/comemorativa". "Noite de ano-novo" chegou aos cinemas americanos no dia 5 de dezembro e, como era de se esperar, foi novamente massacrado pela crítica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Utilizando-se do artifício que fez a glória de Robert Altman - contar várias histórias paralelas de personagens aparentemente sem conexão alguma - "Noite de ano-novo" segue rigidamente a fórmula do filme anterior de Marshall, mesclando tramas engraçadinhas, dramáticas e românticas sem dar atenção especial a nenhuma delas (e consequentemente superficializando todas as relações mostradas, inclusive aquelas que poderiam render muito mais). Além disso, o cineasta insiste em tentar atingir públicos de todas as idades, pondo lado a lado atores respeitados e/ou oscarizados (Robert DeNiro, Michelle Pfeiffer, Hale Berry e Hilary Swank) e jovens promessas/ídolos adolescentes (Abrigail Breslin, Zac Efron, Lea Michelle). Para completar o elenco, figurinhas fáceis do gênero, como Katherine Heigl, Sarah Jessica Parker e Josh Duhamel e seu ator-fetiche, Hector Elizondo. Soma-se à receita uma trilha sonora moderna, histórias que não machucam ninguém e uma espécie de lição de moral a respeito de amor e perdão e o bolo está pronto. A questão é: esse bolo tão repleto de ingredientes deu liga?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É lógico que "Noite de ano-novo" está a anos-luz de filmes do mesmo estilo como o delicioso "Simplesmente amor", mas tampouco é algo a ser desprezado totalmente. Apesar de ser dramaticamente falho, consegue ser simpático a maior parte do tempo (inclusive quando obriga a plateia a escutar Jon Bon Jovi) e, mesmo que algumas das relações mostradas na tela não cheguem a convencer a plateia (principalmente pelo pouco tempo disponível para desenvolvê-las) não deixa de ser um alívio perceber que nem só de desenhos animados vive o cinema americano nessa época de festas. "Noite de ano-novo" cumpre o que promete (entreter sem compromisso), mas nunca vai além disso. Pode divertir aos menos exigentes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-2551324946778035200?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/2551324946778035200/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=2551324946778035200&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/2551324946778035200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/2551324946778035200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/12/noite-de-ano-novo.html' title='NOITE DE ANO-NOVO'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-899154858155128861</id><published>2011-12-12T08:31:00.001-02:00</published><updated>2011-12-12T17:16:15.829-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='HOMENAGENS'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='SOBRE PESSOAS'/><title type='text'>AQUELE COM OS MELHORES MOMENTOS...</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-uCVcmjVl3k0/TuU1gVZ33pI/AAAAAAAAALk/1L8DjY1AE0Q/s1600/Com+Candi+no+bar.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-uCVcmjVl3k0/TuU1gVZ33pI/AAAAAAAAALk/1L8DjY1AE0Q/s320/Com+Candi+no+bar.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Tem sorte quem tem dinheiro. Tem mais sorte ainda quem tem talento. Todos que tem saúde, beleza e inteligência são ainda mais abençoados. Mas sorte mesmo, daquelas que se deve agradecer todos os dias (para Deus, para o universo, para o que&amp;nbsp;for)&amp;nbsp;tem quem tem amigos de verdade. Não amigos para festas e gargalhadas, mas também para aqueles momentos negros onde o fim do mundo parece ser a única opção. Sendo assim, posso me sentir privilegiado, porque tenho (alguns e poucos, mas fiéis) bons amigos. E entre eles, encontra-se uma em especial, que, ano após ano foi conquistando um lugar de honra dentro do mundo um tanto caótico deste que vos escreve. Sim, Candy, este post é pra você....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Difícil é, dentre tantas ocasiões especiais que dividimos, escolher apenas um para representar o quanto nos divertimos por aí (e sofremos também, porque somos humanos acima de tudo...). Seria preciso um episódio especial duplo, algo intitulado &lt;i&gt;"Aquele com os melhores momentos",&lt;/i&gt; onde o público teria que ver nossas aventuras em um curso de teatro, nossas sessões de&amp;nbsp;"Imagem &amp;amp; Ação"&amp;nbsp;(que ela transforma, ao seu estilo Monica Geller,&amp;nbsp;em "Ação &amp;amp; Ação"), nossos porres domésticos, nossas tentativas de convencer os outros de que nosso souflé de chuchu é uma delícia (e acreditem ele é), nossas noites falando mal dos desafetos, nossas caminhadas pra emagrecer e nossos longos debates sobre religião e "Six feet under".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O episódio especial também teria que, necessariamente, incluir a ajuda que ela me deu na mudança de apartamento (sejamos justos, ela e o Valdir), a carona do aeroporto (em quase nos perdemos e fomos parar no litoral), minhas tentativas de convencê-la a gostar de Alanis Morissette e Marisa Monte (um dia ainda rola...), o ombro sempre pronto a aguentar minhas depressões amorosas, profissionais e existenciais, as histórias bizarras sobre o ambiente de trabalho que dividimos e a paixão por Gwyneth Paltrow e "Friends". Isso tudo sem falar na quantidade de vezes que ela desafia meu medo de cachorro e meus conhecimentos cinematográficos ("sabe o filme aquele, com a atriz aquela que foi casada com aquele outro ator?")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Candy é uma amiga de ouro, presente nos bons e maus momentos (e um dia seremos padrinhos de casamento um do outro). Juntos nós já rimos, já choramos, já dançamos, já nos embedemados, já pegamos lotação de madrugada e já odiamos a mesma pessoa. Mas o melhor de tudo é saber que ainda há muito que ainda não vivemos e que certamente iremos viver juntos, como bons e fiéis amigos. Sabe, até que realmente tenho sorte...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Happy birthday, baby!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-899154858155128861?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/899154858155128861/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=899154858155128861&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/899154858155128861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/899154858155128861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/12/aquele-com-os-melhores-momentos.html' title='AQUELE COM OS MELHORES MOMENTOS...'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-uCVcmjVl3k0/TuU1gVZ33pI/AAAAAAAAALk/1L8DjY1AE0Q/s72-c/Com+Candi+no+bar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-4773062868838021563</id><published>2011-12-06T20:45:00.000-02:00</published><updated>2011-12-06T20:45:54.070-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CINEMA 2011'/><title type='text'>O GAROTO DA BICICLETA</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-psUSqV3Eh-U/TpX1iwBr5yI/AAAAAAAAMYg/U8JBiukgFgc/s1600/O+Garoto+de+Bicicleta+%2528Le+Gamin+Au+V%25C3%25A9lo++The+Kid+With+A+Bike%2529+2011.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-psUSqV3Eh-U/TpX1iwBr5yI/AAAAAAAAMYg/U8JBiukgFgc/s320/O+Garoto+de+Bicicleta+%2528Le+Gamin+Au+V%25C3%25A9lo++The+Kid+With+A+Bike%2529+2011.jpg" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Dá até medo de pensar o que um cineasta-padrão de Hollywood poderia fazer com um filme com esta premissa: menino abandonado pelo pai é deixado em um orfanato e é resgatado por uma cabeleireira solteira que tenta dar a ele um lar e carinho, mas que percebe que o senso de auto-destruição do garoto pode impedí-los de manter uma relação saudável. Nas mãos de um diretor qualquer, mais preocupado com o dinheiro e os Oscar que tal filme poderia render, nasceria mais um intragável dramalhão lacrimoso e piegas. Porém, para sorte de todo mundo, "O garoto da bicicleta" não é americano e sim um belo filme belga dirigido pelos irmãos Jean-Pierre e Luc Dardenne, que tem em mãos uma Palma de Ouro do Festival de Cannes graças a seu "A criança", de 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Festival de Cannes deste ano "O garoto da bicicleta" também não saiu de mãos vazias, tendo levado o Grande Prêmio do Júri, o que apenas reitera a qualidade do cinema dos dois irmãos que, de maneira sensível e discreta, contam histórias humanas e que revestem de delicadeza temas complicados e espinhosos como gravidez na adolescência e a delinquência juvenil. Suas personagens são complexas, com atitudes nem sempre louváveis mas frequentemente perdoáveis, o que as aproxima da plateia de maneira sutil mas definitiva. Não é a intenção de sua filmografia dar soluções e justificativas e sim emocionar e tocar o público naquilo que ele tem de mais honesto: os sentimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nítido, em "O garoto da bicicleta", que o olhar dos cineastas/roteiristas é apenas isso, um olhar. Sem julgamento de espécie alguma, eles apenas mostram ao espectador um momento crucial na vida do menino Cyrill Catoul (o ótimo Thomas Doret), que, rejeitado abertamente pelo pai e órfão de mãe, tem problemas para lidar com a violência que tem dentro de si. Carente e infeliz, ele tem a chance de encontrar amor e um lar confortável quando Samantha (Cécile De France), dona de um salão de beleza, tem a ideia de ficar com ele nos finais de semana, proporcionando-lhe tranquilidade e paz. No entanto, Cyrill não sabe lidar com carinho desinteressado e se envolve com um jovem traficante de drogas, o que pode lhe afastar de vez de uma vida distante das ruas e de um futuro trágico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É admirável a forma com que Jean-Pierre e Luc Dardenne fogem das inúmeras armadilhas nas quais poderiam cair em seu filme. "O garoto da bicicleta" não tem intenção de passar lições de moral nem tampouco o objetivo de emocionar com golpes baixos. A relação entre Cyrill e Samantha é mostrada com naturalidade e os caminhos que ela segue jamais penetram no perigoso terreno do sentimentalismo barato, ainda que em determinados momentos seja difícil não se comover com a dificuldade do protagonista mirim em se deixar entregar ao amor oferecido. Esse compromisso com a realidade é o maior trunfo da obra, uma pequena pérola de simplicidade e calor humano cujo final refrescante não deixa de ser um alívio e uma esperança.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-4773062868838021563?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/4773062868838021563/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=4773062868838021563&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/4773062868838021563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/4773062868838021563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/12/o-garoto-da-bicicleta.html' title='O GAROTO DA BICICLETA'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-psUSqV3Eh-U/TpX1iwBr5yI/AAAAAAAAMYg/U8JBiukgFgc/s72-c/O+Garoto+de+Bicicleta+%2528Le+Gamin+Au+V%25C3%25A9lo++The+Kid+With+A+Bike%2529+2011.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-383652520074578029</id><published>2011-12-05T23:45:00.000-02:00</published><updated>2011-12-05T23:45:14.180-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CINEMA 2011'/><title type='text'>UM DIA</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://cdn.crushable.com/files/2011/04/ONE-DAY-POSTER-490x725.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://cdn.crushable.com/files/2011/04/ONE-DAY-POSTER-490x725.jpg" width="216" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Parafraseando Nelson Rodrigues, "envergonha-me estar aqui proclamando o óbvio", mas, ao assistir-se à adaptação para o cinema de um livro querido é preciso estar perfeitamente ciente de que é virtualmente impossível ficar totalmente satisfeito. Isso acontece com uma raridade impressionante. Aconteceu com "As horas", magistral transição do romance de Michael Cunninhgam por Stephen Daldry em 2002. Aconteceu de novo em 2007 com "Desejo e reparação", que Joe Wright dirigiu com base no espetacular drama literário de Ian McEwan. Mas infelizmente não aconteceu com "Um dia", que a dinamarquesa Lone Scherfig assina depois do êxito de seu "Educação", que ano passado chegou a concorrer ao Oscar de Melhor Filme. Tudo bem, o livro de David Nicholls não é uma obra-prima como os citados trabalhos de Cunningham e McEwan, mas é uma leitura deliciosa, ágil, comovente,engraçada e inteligente como poucas conseguem ser. E sua versão em celulóide pode até não ser um filme que vá ganhar estatuetas a granel, mas tem uma honestidade e uma simpatia tão grandes que é difícil não relevar seus pecadilhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao acompanhar vinte anos na vida de um casal de amigos que se conhece na formatura da faculdade - e que nunca deixam de se falar, escondendo até deles mesmos a paixão que sentem um pelo outro - o roteiro de David Nicholls falha ao fazer um inventário de sonhos despedaçados, relacionamentos frustrados e outras tantas decepções pelas quais todos passamos. Enquanto no livro tudo é emocionante e frequentemente hilariante devido à prosa esperta do autor, no filme as coisas acontecem com uma velocidade tão grande que muitas vezes os protagonistas não conseguem atingir o grau de realismo e densidade necessários. Logicamente é preciso muito malabarismo para condensar duas décadas em pouco mais de cem minutos de projeção, mas a pressa com que o roteiro passa por momentos cruciais das personagens - em especial quando eles finalmente começam a amadurecer - acaba prejudicando sua complexidade, deixando-os quase como duas personagens clichê de comédias românticas, o que - e quem leu o livro sabe disso - não pode estar mais longe da verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dexter Mayhew (vivido com graça e carisma por Jim Sturgess) e Emma Morley (interpretada pela linda e talentosa Anne Hathaway) são apaixonantes. Ele é sedutor, imaturo, no limite do egocentrismo. Ela é inteligente, ambiciosa e idealista. Eles passam a noite juntos no dia 15 de julho de 1988 e prometem ser amigos. Ele torna-se apresentador de um programa ruim de TV, envolve-se com drogas, mulheres e um certo tipo nocivo de fama. Ela vira garçonete, inicia um relacionamento com um aspirante a humorista mas jamais desiste de ser uma escritora. Eles nunca deixam de se falar. Mas são incapazes de perceber que se amam (ou pelo menos escondem esse sentimento tão fundo que desenterrá-lo pode trazer mais dor do que felicidade). Até que um dia... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os românticos irão se deliciar com "Um dia". É um filme lindamente fotografado, com uma bela trilha sonora de Rachel Portman, dirigido com sensibilidade e leveza e repleto de um clima de delicadeza que se torna patente quando o roteiro permite que Sturgess brilhe com seu perdido Dexter (em especial em suas cenas com o ótimo Ken Stott, que interpreta seu pai) ou com sua química com Hathaway (ainda que ela esteja aquém das possibilidades mostradas em filmes como "O casamento de Rachel" ou até mesmo em "Amor e outras drogas"). É uma história de amor que emociona por tratar de pessoas de verdade e por fugir (dentro de suas possibilidades) de um final previsível. Quem leu o livro vai dizer (com razão) que poderia ser melhor. Mas ainda assim é um belo programa para os fãs do gênero e tem tudo para tornar-se cult com o passar dos anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-383652520074578029?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/383652520074578029/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=383652520074578029&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/383652520074578029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/383652520074578029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/12/um-dia.html' title='UM DIA'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-892006739785449629</id><published>2011-12-02T11:54:00.001-02:00</published><updated>2011-12-02T12:00:55.762-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CINEMA 2011'/><title type='text'>A CHAVE DE SARAH</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://img3.allvoices.com/thumbs/image/609/480/81555874-sarahs-key.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="252" src="http://img3.allvoices.com/thumbs/image/609/480/81555874-sarahs-key.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;A princípio, "A chave de Sarah" parece ser só mais um daqueles dramas que exploram o Holocausto judeu e que buscam a simpatia (e os Oscar) da Academia de Hollywood. No entanto, um olhar mais atento percebe que o filme do cineasta francês Gilles Paquet-Brenner tem mais a oferecer do que simplesmente cenas chocantes das crueldades cometidas com a desculpa da guerra - aliás, o filme é bastante discreto em relação a isso, preferindo não detalhar as atrocidades que todo mundo já conhece (e que o cinema não cansa de mostrar). A adaptação para o cinema do livro de Tatiana De Rosnay opta pelo lado emocional da situação, concentrando-se em uma trajetória individual (ou duas, dependendo do ponto de vista) ao invés de uma catarse coletiva. E tem como seu maior trunfo a atuação excelente de Kristin Scott-Thomas, cada vez mais se firmando como uma das maiores atrizes em atividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Scott-Thomas interpreta Julia Jarmond, uma jornalista americana que vive em Paris com o marido arquiteto e a filha pré-adolescente. Quando o filme começa, eles estão em vias de mudar-se para o antigo apartamento da família dele, um lugar amplo e bem localizado, mas carente de uma boa reforma. Enquanto a nova moradia não fica pronta, Julia se dedica a uma reportagem a respeito das centenas de judeus franceses expulsos de suas propriedades em julho de 1942 para ficarem presos em um velódromo até serem transferidos para campos de concentração (em um episódio pouco conhecido inclusive pelos franceses até o governo de Jaques Chirac, nos anos 90). Ela então descobre, atônita, que a casa para onde irá se mudar pertenceu a uma dessas famílias. Mesmo contra a vontade do sogro - que conhece toda a trágica história do apartamento - Julia vai atrás daquela que parece ser a única sobrevivente da família, uma mulher chamada Sarah Starzynski.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O roteiro de "A chave de Sarah" se alterna entre as investigações de Julia - tornadas ainda mais interessantes quando ela se descobre grávida sem contar com o apoio do marido - e os acontecimentos da vida da pequena Sarah (vivida pela ótima Mélusine Mayance), desde o momento em que é obrigada a abandonar sua casa juntamente com os pais (uma cena tensa que dá origem a todo o poderoso drama posterior) até seu melancólico desfecho (passando pelo chocante reencontro com o irmão que deixou trancado no armário de casa no momento da invasão). A edição enxuta de Hervé Schneid (que assinou o cultuado "O fabuloso destino de Amélie Poulain") também traduz o desejo do cineasta em manter um tom sóbrio, neutro e o mais distante possível de sentimentalismos forçados. A confiança do diretor em seu material é tanta que ele nem mesmo perde tempo (aplausos a ele) em mostrar cenas explícitas de violência física a não ser quando se faz estritamente necessário - e mesmo assim de maneira discreta mas eficaz. É na delicadeza de sua direção e nos olhares de suas atrizes centrais que se encontra toda a grandeza do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que não seja o melhor filme do gênero - e o final um tantinho clichê nem chega a incomodar - "A chave de Sarah" é um belo drama adulto, sério e realizado longe dos estúdios de Hollywood (o que já lhe dá uma certa confiabilidade artística um pouco maior). É emocionante sem ser piegas, é realista sem ser chocante e ainda por cima dá mais uma chance ao talento de Kristin Scott-Thomas e traz de volta às telas o sumido e ainda bom ator Aidan Quinn (na pele do filho de Sarah). Merece ser conferido!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-892006739785449629?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/892006739785449629/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=892006739785449629&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/892006739785449629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/892006739785449629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/12/chave-de-sarah.html' title='A CHAVE DE SARAH'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-5125068059966421732</id><published>2011-12-01T20:53:00.000-02:00</published><updated>2011-12-01T20:53:46.294-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CINEMA 2011'/><title type='text'>MEDIANERAS</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-JeWenoebbU0/ToiP_qqy06I/AAAAAAAAAPU/ZPHsxqyPpZw/s400/medianeras_poster.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-JeWenoebbU0/ToiP_qqy06I/AAAAAAAAAPU/ZPHsxqyPpZw/s320/medianeras_poster.jpg" width="233" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Em um conto do escritor gaúcho Caio Fernando Abreu cujo nome não me recordo agora, duas personagens que não se conhecem mas que são nitidamente almas gêmeas cruzam uma pela outra em uma rua qualquer e não se reconhecem, não trocando nem ao menos duas palavras. Pois foi esse conto genial de Caio que me veio à cabeça enquanto assistia à "Medianeras", mais um excelente exemplo do cinema argentino a aportar no Brasil.&amp;nbsp; A diferença entre o conto e o filme é que, enquanto nas páginas poéticas de Abreu a solidão acaba saindo vencedora, nas imagens do roteirista e cineasta Gustavo Taretto o amor e a esperança é que são vitoriosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois protagonistas de "Medianeras" são bastante solitários e um tanto quanto complicados. Martin (Javier Drolas) é um criador de websites que vive isolado em um apartamento minúsculo de Buenos Aires, tendo a companhia apenas da cachorrinha que herdou de um namoro interrompido. Hipocondríaco e praticamente um misantropo, ele baseia suas relações praticamente através da Internet. Já Mariana (Pilar López de Ayala) acaba de sair de um relacionamento frustrante de quatro anos e não se sente pronta para recomeçar a vida, preferindo a companhia dos manequins plásticos que fazem parte de seu trabalho como vitrinista (uma vez que a carreira de arquiteta ficou apenas no diploma). Tanto um quanto o outro sentem que a solidão não é exatamente um caminho saudável a seguir, mas também são incapazes de lidar com o mundo a seu redor. Ele só compra, ouve música, vê filmes e se relaciona através do computador. Ela se sente perdida no mundo, procurando algo que nem mesmo sabe o que é, em um interessante paralelo com os livros infantis "Onde está Wally?" ("se não encontro nem mesmo alguém que eu sei exatamente quem é, como poderei encontrar alguém que eu nem conheço?", ela se pergunta, frustrada). O que eles não sabem, porém, é que são vizinhos, que moram na mesma rua, e que várias vezes se cruzaram pelas calçadas, sem perceber um ao outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Medianeras" é um estudo sobre solidão, sobre as benesses e os problemas de tecnologia (que afasta as pessoas enquanto deveria uní-las), sobre o crescimento desenfreado das grandes cidades, sobre as dificuldades humanas em se comunicar. Mas, ao contrário do que pode parecer, não é um drama pesado e denso, capaz de estragar o humor do espectador. Taretto cria, em seu roteiro, uma sucessão de cenas agradáveis, equilibrando alguns momentos de graças sutil com outros da mais pura e honesta melancolia. Sua forma criativa de contar a história de amor entre Martin e Mariana ainda encontra espaço para digressões filosóficas pertinentes e jamais aborrecidas, que questiona principalmente a vida nos grandes centros - que isola e oprime seus cidadãos - e a aparente impossibilidade de uma felicidade real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, acima de tudo, "Medianeras" é um belo filme sobre a esperança e sobre como a felicidade pode estar ao alcance dos olhos quando se presta atenção a seu redor. E além do mais, é impossível não se encantar com um filme que homenageia explicitamente "Manhattan", um Woody Allen dos melhores. É de sair do cinema com um largo sorriso estampado no rosto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-5125068059966421732?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/5125068059966421732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=5125068059966421732&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/5125068059966421732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/5125068059966421732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/12/medianeras.html' title='MEDIANERAS'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-JeWenoebbU0/ToiP_qqy06I/AAAAAAAAAPU/ZPHsxqyPpZw/s72-c/medianeras_poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-6396904677127270762</id><published>2011-11-30T14:55:00.000-02:00</published><updated>2011-11-30T14:55:29.036-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EM DVD 2011'/><title type='text'>TODA FORMA DE AMOR</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://0.tqn.com/d/movies/1/0/B/f/X/beginners-photo-melanie-laurent-ewan-mcgregor5.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="188" src="http://0.tqn.com/d/movies/1/0/B/f/X/beginners-photo-melanie-laurent-ewan-mcgregor5.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O nome Mike Mills talvez não diga nada mesmo a quem é fã inveterado de cinema. Seu primeiro longa, "Impulsividade" foi lançado em 2005 e fez um relativo sucesso em festivais de cinema, mas nunca atingiu o grande público. Porém, a julgar pelos elogios (e pelas probabilidades de premiação de seu elenco),&amp;nbsp; o segundo filme de Mills tem tudo para conquistar uma audiência no mínimo razoável. Seu "Toda forma de amor" acaba de ser premiado com o Gotham Awards de melhor filme do ano (empatado com o extremamente comentado "A árvore da vida", do cultuado Terrence Malick). Tudo bem, quase ninguém conhece esse tal prêmio (concedido a produções independentes desde 1991), mas sua escolha ao lado de um filme tão celebrado ao menos dá a ele uma chance maior de ser descoberto como merece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrito por Mills baseado parcialmente na sua relação com o pai, "Toda forma de amor" é um pequeno drama doméstico, narrado de maneira delicada e de ritmo próprio. O protagonista é Oliver Fields (o ótimo e outrora onipresente Ewan McGregor), um designer que precisa lidar com a recente perda do pai, Hal (Christopher Plummer em um dos melhores desempenhos de sua carreira), um homem que, já octogenário e viúvo, revelou a ele ser gay e envolveu-se com um homem mais jovem (o croata Goran Visnjic, que destoa do filme com uma interpretação um tanto exagerada). Enquanto relembra seus últimos anos ao lado do pai - que recomeçou a vida de maneira exemplar - Oliver inicia um romance hesitante com a bela atriz Anna (Mélanie Laurent), mesmo tendo consciência de sua dificuldade em manter relações a longo prazo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mills não se priva de utilizar elementos criativos para contar sua história. Além de fugir de uma ordem cronológica tradicional - misturando as lembranças de Oliver com sua trajetória amorosa -, o roteirista/cineasta também brinca com a linguagem publicitária, inserindo informações a respeito das personagens e de suas vidas (e da sociedade americana de modo geral) de forma original e ágil, sem perder o foco da narração. Usando e abusando de elipses e confiando na inteligência do público, ele escapa divinamente do piegas e do lacrimoso mesmo nos mais comoventes momentos e emociona pelos diálogos bem escritos e pela direção segura. Ewan McGregor entrega uma de suas atuações mais interessantes, deixando de lado as bobagens comerciais que lhe tiraram a credibilidade ("Star Wars" foi um passo em falso em sua carreira) em uma interpretação silenciosa, melancólica e terna. Sua química, tanto com Plummer (provável candidato ao Oscar de coadjuvante segundo boa parte da crítica) quanto com Mélanie Laurent (a Shosanna de "Bastardos inglórios") é perfeita, revelando um ator sensível que ainda não foi devidamente valorizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Toda forma de amor" é um belo exemplo de filme que, apesar de ter saído direto em DVD por aqui, merece uma bela conferida. Muito mais interessante que qualquer "Transformers".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-6396904677127270762?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/6396904677127270762/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=6396904677127270762&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/6396904677127270762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/6396904677127270762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/11/toda-forma-de-amor.html' title='TODA FORMA DE AMOR'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-4799437250514406624</id><published>2011-11-29T18:35:00.002-02:00</published><updated>2011-11-29T20:43:05.913-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CINEMA 2011'/><title type='text'>NÃO SEI COMO ELA CONSEGUE</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.mattfind.com/12345673215-3-2-3_img/movie/j/c/j/i_dont_know_how_she_does_it_2011_691x1024_223161.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://www.mattfind.com/12345673215-3-2-3_img/movie/j/c/j/i_dont_know_how_she_does_it_2011_691x1024_223161.jpg" width="215" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.torontostandard.com/wp-content/uploads/2011/09/poster-idkhsdi1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;Desde que tornou-se um nome quente na indústria do entretenimento graças à série "Sex and the city", a atriz Sarah Jessica Parker não tem tido muita sorte em suas incursões cinematográficas, acumulando um fracasso de bilheteria atrás do outro (com exceção das adaptações para a tela grande das aventuras de Carrie Bradshaw e companhia, que, apesar de não serem os filmes favoritos da crítica arrecadaram uma pequena fortuna mundo afora). Infelizmente seu novo filme, "Não sei como ela consegue" é da mesma estirpe de coisas como "Cadê os Morgan?" e "Armações do amor", mas consegue ser ainda pior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comédia romântica metida a feminista, o filme dirigido por Douglas McGrath - que dirigiu Gwyneth Paltrow na adaptação de "Emma", de Jane Austen ainda na década de 90 - é uma sucessão de erros. O roteiro é esquizofrênico, nunca se decidindo entre o humor (na forma de depoimentos para a câmera, artifício que não funciona mais como deveria há algum tempo) ou o drama familiar (nas tentativas pífias de criar, para sua protagonista, dilemas éticos sem fundamento algum). A direção de McGrath é frouxa e apática, preferindo sempre a solução mais fácil para cada cena (explorando pouco o talento do canastrão mais simpático do cinema americano, Greg Kinnear e permitindo a Sarah Jessica repetir &lt;i&gt;ad nauseum&lt;/i&gt; todas as caras e bocas que lhe deram fama no seriado da HBO). E além de tudo, a coisa fica ainda pior quando a história ameaça mudar de rumo (e tornar-se um romance sem sentido) e não o faz: a impressão que fica é a de que a autora da história (no caso a escritora do livro que deu origem ao filme, Allison Pearson) não teve coragem o bastante para fazer com que sua protagonista perdesse o único elo com a plateia: o amor que nutre pela família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, o filme é a favor da família, da moral e dos bons costumes, como manda a cartilha do politicamente correto (sono!!!). Parker interpreta Kate Reddy, executiva de um banco que vê a grande chance de sua carreira ameaçar seriamente seus deveres como mãe e esposa. Casada com o arquiteto Richard (Greg Kinnear) e feliz com o casamento e a família (dois filhos pequenos e amáveis), ela precisa dividir seu tempo entre os afazeres domésticos sempre urgentes e viagens a trabalho - onde encontra o charmoso Jack Abelhammer (Pierce Brosnan), que cai de amores por ela. Logicamente ela passa, aos poucos, a perceber qual setor de sua vida é mais importante e ao público só resta torcer para que os longo 89 minutos de projeção terminem logo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falho no humor, no drama e na construção das personagens, "Não sei como ela consegue" perde a chance de discutir com leveza um tema bastante pertinente na sociedade atual, onde homens e mulheres são obrigados a dividir as obrigações familiares. Como está, é mais um filme que deve fazer a glória de futuras sessões da tarde. E , se não quiser ser lembrada pro resto da vida como atriz de um papel só, é bom Sarah Jessica Parker mudar urgentemente de agente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-4799437250514406624?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/4799437250514406624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=4799437250514406624&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/4799437250514406624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/4799437250514406624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/11/nao-sei-como-ela-consegue.html' title='NÃO SEI COMO ELA CONSEGUE'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-7387150343674987620</id><published>2011-11-29T00:59:00.000-02:00</published><updated>2011-11-29T00:59:58.698-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='TV - ESPECIAL'/><title type='text'>DANCIN' DAYS</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://m.i.uol.com.br/celebridades/2011/09/15/sonia-braga-ao-centro-em-cena-da-novela-dancin-days-de-gilberto-braga-1978-1316098971995_300x300.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://m.i.uol.com.br/celebridades/2011/09/15/sonia-braga-ao-centro-em-cena-da-novela-dancin-days-de-gilberto-braga-1978-1316098971995_300x300.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Houve um tempo em que a Rede Globo não precisava se preocupar com a concorrência. Durante os anos 70 - antes, portanto, do advento da TV a cabo, da Internet e de outras tecnologias tais como DVD, Blu-Ray ou até mesmo controles remotos - a emissora carioca tinha uma audiência cativa e a audiência de suas novelas era algo assustador: não era difícil uma trama das oito (que realmente era transmitida às oito horas da noite) parar o país, como bem podem confirmar os telespectadores que não perdiam um capítulo de "Irmãos Coragem", "Selva de pedra", "Pecado Capital" ou "O astro" (todas elas sintomaticamente regravadas anos depois). No final da década, no entanto, um fenômeno do chamado folhetim eletrônico chegou até mesmo à revista americana "Newsweek": escrita por Gilberto Braga (estreando no horário nobre), "Dancin' days" marcou época, lançou moda, tornou-se antológica e, melhor ainda, ficou na memória afetiva de uma geração inteira. Lançada em DVD no final de outubro, a trama, dirigida por Daniel Filho, está agora ao alcance de todos aqueles que querem relembrar um período marcante da cultura televisiva nacional ou mesmo daqueles que tanto ouviram falar das aventuras e desventuras de Júlia Mattos, a protagonista vivida por uma Sônia Braga no auge da beleza e do talento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Condensada em doze discos, a versão de "Dancin' days" passou, logicamente, por uma restauração de imagem e som para não assustar às audiências acostumadas com imagens digitais e em HD. Mesmo assim não deixa de ser muito estranho perceber o salto de qualidade técnico da programação nos últimos trinta anos. Ainda que se perceba o capricho da produção em tentar uma estética moderna para a época, hoje em dia tudo soa antigo, obsoleto, até mesmo cafona. O figurino (que inclui as famosas meias de lurex que viraram marca registrada da novela), os cenários e as cenas externas são, comparadas com o luxo dos nossos dias, de uma pobreza franciscana. E o que dizer das gírias ("segurar uma barra", "ficar baratinado", "transar as coisas numa boa")? E dos hábitos que foram exterminados da tela pelo politicamente correto (como fumar abundantemente em qualquer lugar e qualquer situação)? E da falta de preocupação com qualquer outra coisa que não fosse contar uma boa história?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E boa história "Dancin' days" tem, ainda que o próprio autor não a consider a melhor de sua carreira recheada de sucessos ("Escrava Isaura", "Água viva", "Vale tudo" estão entre seus maiores êxitos). Para quem não sabe (e nunca assistiu ao "Vídeo show" ou acessou o Youtube), a novela começa quando a protagonista Júlia Mattos sai da cadeia, onde passou onze anos por homicídio involuntário. Seu maior desejo é reconquistar o amor da filha adolescente, Marisa (Glória Pires aos quinze anos e mostrando que talento não tem idade), mas para isso ela precisa entrar em conflito com sua irmã mais velha, a socialite Yolanda Pratini (Joana Fomm assumindo em cima da hora o papel que seria de Norma Bengell), que criou a menina. Enquanto as irmãs brigam feito cão e gato pela atenção da jovem (que só vai saber da verdade no dia do casamento, em uma cena clássica), Júlia se apaixona pelo diplomata Cacá (Antonio Fagundes), um rapaz que não vê na carreira imposta pela mãe, Celina (Beatriz Segall já exercitando a arrogância de Odete Roitman) seu maior sonho profissional. A luta de Júlia pela felicidade ao lado da filha e de Cacá move a novela, que aproveitou o sucesso do filme "Embalos de sábado à noite" - estrelado por John Travolta - para dar um ar mais moderno à trama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://zappiando.com/wp-content/uploads/2011/05/dancin-days.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="220" src="http://zappiando.com/wp-content/uploads/2011/05/dancin-days.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para tirar o ranço melodramático da história central da novela - sugerida pela mestra do horário nobre, Janete Clair - o diretor Daniel Filho e o autor criaram um artifício que fez toda a diferença. Depois de ser humilhada e voltar à cadeia, Júlia aceita casar-se com o milionário Ubirajara (Ary Fontoura) e, depois de uma temporada na Europa, volta linda, sexy e cosmopolita justamente quando seu amigo Hélio (Reginaldo Faria) está inaugurando uma discoteca, a Dancin' days do título (cujo nome foi explicitamente copiado da real discoteca de Nelson Motta). E não existe cidadão que não conheça a famosa cena em que, ao lado do dançarino Paulette, Júlia cai na gandaia e solta suas feras ao som de Bee Gees - rodeada de propagandas nada sutis de algumas das marcas mais famosas da época, como Pirelli e jeans Staroup &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assistir "Dancin' days" é fazer uma viagem de volta no tempo, não apenas por seu visual retrô mas também para matar a saudade de um elenco fabuloso de nomes que não estão mais entre nós: Cláudio Corrêa e Castro, Mário Lago, Yara Amaral, Lauro Corona fazem muita falta, assim como Lídia Brondi, na flor de seus dezoito anos. E atire a primeira pedra quem não se deixar seduzir pela química esplêndida entre Sônia Braga (linda, boa atriz e carismática) e Antonio Fagundes (que povoou, com seu Cacá, os sonhos de muitas mulheres, inclusive minha mãe....) Mas, acima de tudo, é um tanto triste perceber que, com tantos avanços técnicos, ainda se pode acreditar que um texto pobre e medíocre como o de "Fina estampa" tenha um mínimo de qualidade... Saudosos dancin' days...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-7387150343674987620?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/7387150343674987620/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=7387150343674987620&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/7387150343674987620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/7387150343674987620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/11/dancin-days.html' title='DANCIN&apos; DAYS'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-9151090566805585816</id><published>2011-11-25T17:58:00.000-02:00</published><updated>2011-11-25T17:58:48.106-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EM DVD 2011'/><title type='text'>EU MATEI A MINHA MÃE</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://portalcine.files.wordpress.com/2011/03/eu-matei-a-minha-mae.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="214" src="http://portalcine.files.wordpress.com/2011/03/eu-matei-a-minha-mae.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Depois de assistir - e apreciar bastante - o canadense "Amores imaginários" fiquei tentado a conferir o primeiro trabalho de seu diretor-roteirista-produtor-ator, o extremamente jovem Xavier Dolan. Cheguei então à "Eu matei a minha mãe", lançado em 2009 e que foi ovacionado quando de sua exibição no Festival de Cannes. Ao contrário da maioria da crítica, porém, que incensou essa estreia e reclamou de alguns exageros estilísticos de seu segundo longa, é claramente perceptível o amadurecimento de Dolan entre um filme e outro. Enquanto "Eu matei a minha mãe" é um desabafo autobiográfico em altos brados contra a repressão familiar e as angústias da adolescência, "Amores imaginários" deixa de lado o tom agressivo para se concentrar na trágica poesia das paixões não-correspondidas. Talvez sejam dois lados da mesma moeda, mas uma coisa é certa: o guri tem talento e ainda vai longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em "Eu matei a minha mãe" Dolan interpreta (??) Hubert Minel, um adolescente de 16 anos que vive uma relação de amor/ódio com sua mãe (Anne Dorval), que o criou sozinha desde que ele tinha meros sete anos de idade. Sentindo-se incompreendido por ela, o rapaz (que esconde dela até mesmo sua homossexualidade) encontra conforto em conversas com sua professora e se ressente de um relacionamento saudável familiar ao perceber a maneira leve e liberal com que seu namorado, Antonin (François Arnaud), tem com a sua própria mãe. Quando é matriculado - contra a vontade - em um colégio interno, a revolta de Hubert contra seu núcleo familiar (que inclui um pai ausente que serve para dar base às teorias de Freud) fica ainda mais patente e sua agressividade ainda maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já em "Eu matei a minha mãe" nota-se algumas características que já fazem parte do estilo de Xavier, tais como closes frequentes de objetos e partes específicas do corpo, câmera lenta em profusão, uma trilha sonora descolada e boas ideias visuais. A verborragia típica do cinema francês (e no caso influência clara na obra do diretor) também dá o ar da graça e em alguns momentos chega a incomodar, ainda que faça parte do contexto dramático da trama, assim como as constantes referências à subcultura gay (Audrey Hepburn, James Dean) que são ainda mais explícitas do que em "Amores imaginários", ao contrário do que muito se falou. Neste primeiro filme de Dolan, a sexualidade do protagonista é um ponto ainda mais crucial (e apesar de não ser o ponto central do conflito mãe/filho, é parte preponderante da narrativa). E a complexidade das personagens é outro destaque do roteiro, que não se furta a fazer com que seu protagonista alterne momentos de desprezo extremo com uma ternura subjacente que grita por espaço. Dolan se sai bastante bem atuando como ele mesmo, e encontra em Anne Dorval um contraponto excepcional. São os momentos de calor entre eles (discussões aos berros ou carinho comovente) que movem o filme e o fazem realmente acontecer - assim como as confissões de Hubert à sua câmera digital, que dão ao espectador a real dimensão de seus sentimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu matei a minha mãe" já encontra-se a meio caminho para tornar-se um pequeno clássico dentro do universo independente/glbt/cult e tem qualidades suficientes para isso. Xavier Dolan também já demonstrou muito talento e garra. Resta apenas aguardar os próximos capítulos de uma carreira que tem tudo para ser longa e bem-sucedida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-9151090566805585816?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/9151090566805585816/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=9151090566805585816&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/9151090566805585816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/9151090566805585816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/11/eu-matei-minha-mae.html' title='EU MATEI A MINHA MÃE'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-658741235202621349</id><published>2011-11-24T14:29:00.001-02:00</published><updated>2011-11-24T15:24:57.678-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EM DVD 2011'/><title type='text'>TRÊS FILMES NACIONAIS</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-XgUt0L1LUEE/TgEudTy6TeI/AAAAAAAAAmw/HlzDDsmII1E/s1600/qualquer-gato-vira-lata01.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://www.buscafilme.com.br/wp-content/uploads/2010/08/filme-malu-de-biciclet3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cinema nacional passa por uma boa fase, ao menos em termos de diversificação. Temos espaço para comédias dramáticas ("O palhaço" já foi visto por mais de um milhão de espectadores, que beleza!), documentários, filmes policiais, espíritas.... enfim, tem pra todos os gostos. Infelizmente nem tudo são flores e pra cada "Tropa de elite 2" que surge, coisas como "Bruna Surfistinha" vem atrás. Vamos ver, então, três exemplares da recente safra brazuca de cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;MALU DE BICICLETA&lt;/b&gt; - O romance de Marcelo Rubens Paiva chegou às telas dirigido por Flávio Tambellini, que há alguns anos assinou o competente "Buffo &amp;amp; Spallanzani", baseado no livro de Rubem Fonseca. Dessa vez ele pega mais leve, contando uma história de amor sem maiores ambições que não a de entreter a audiência. De certa forma ele consegue. O filme é leve, tem alguns bons momentos, mas é prejudicado pelo insosso Marcelo Serrado, que vive o protagonista Luiz Mário, um paulista mulherengo(hein???) que se apaixona perdidamene pela bela carioca Malu (Fernanda de Freitas), que o atropela de bicicleta em pleno calçadão. O romance vai pra frente, mas, se a distãncia física não chega a atrapalhar o idilio, o ciúme surge surge com sua flecha preta e tudo começa se deteriorar. A trama de Paiva é interessante (faz até mesmo citações à "Madame Bovary", clássico de Flaubert), mas sua versão cinematográfica nunca chega a encantar, parecendo mais um especial televisivo. Dá pra encarar, mas sem muitas expectativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-XgUt0L1LUEE/TgEudTy6TeI/AAAAAAAAAmw/HlzDDsmII1E/s1600/qualquer-gato-vira-lata01.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-XgUt0L1LUEE/TgEudTy6TeI/AAAAAAAAAmw/HlzDDsmII1E/s1600/qualquer-gato-vira-lata01.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;QUALQUER GATO VIRA-LATA&lt;/b&gt; - Juca de Oliveira é um mestre dos palcos, que o digam seus inúmeros sucessos de público. Uma de suas peças mais famosas ganhou adaptação para o cinema com o título encurtado ("Qualquer gato vira-lata tem uma vida sexual mais saudável que a nossa" era o quilométrico título original) e uma dupla central bonita, sexy e de apelo popular. No entanto, a receita desanda com a direção frágil de Tomás Portella, o roteiro exagerado na composição propositalmente afetada das personagens e com as atuações muito aquém do esperado do casal de protagonistas, que não tem nenhuma química. Cléo Pires (linda, mas só) interpreta Tati, uma estudante de Direito que leva um fora do namorado (Dudu Azevedo) e, desesperada, pede ajuda a Conrado (Malvino Salvador), um professor de biologia que defende a tese de que as fêmeas devem ser menos agressivas nos rituais de conquista dos machos. Conrado passa a tutorar Tati em seu projeto de reconciliação com o namorado, mas logicamente os dois acabam se apaixonando. O problema do filme é aquele que já foi visto várias vezes antes em outras adaptações teatrais para as telas: o que funciona em um palco nem sempre se dá bem na sétima arte. Para isso, é preciso talento para desenvolver bem um roteiro (coisa que não há aqui) ou ser criativo na direção (outra falha). O resultado final não machuca ninguém, mas dá um sono daqueles...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://img.vejasp.abril.com.br/t/1/t270x180q50/bellini-demonio-fabio-assuncao-2.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://img.vejasp.abril.com.br/t/1/t270x180q50/bellini-demonio-fabio-assuncao-2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;BELLINI E O DEMÔNIO&lt;/b&gt; - O segundo livro da série policial criada pelo músico Tony Bellotto sofreu cortes e alterações antes de estrear timidamente nos cinemas, em meio a crises com seu protagonista Fábio Assunção. Mas, de certa forma, ele apresenta algumas qualidades bastante interessantes, ainda que por vezes perdidas em meio a um roteiro confuso. Dessa vez, o detetive encarnado por Assunção, está passando por uma severa depressão quando reencontra uma ex-namorada que está investigando o violento assassinato de uma adolescente em uma escola de classe média. Inesperadamente, os dois acabam envolvidos em uma trama que mistura magia negra e rituais satânicos. A história é empolgante e, se o diretor Marcelo Galvão tivesse usado com menos exagero algumas de suas ideias visuais, poderia ter se transformado em um filme memorável em um gênero ainda não devidamente explorado por aqui. Mas no cômputo geral tudo fica muito longe de ser recomendável. O trabalho de Fábio Assunção é notável e o clima de suspense da primeira metade funciona muito bem, mas depois de uma hora de filme, as coisas saem dos eixos de maneira irremediável (e culminam com uma participação vergonhosa de Marília Gabriela como atriz). Fica apenas a sensação de que poderia ter sido um grande trabalho...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-658741235202621349?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/658741235202621349/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=658741235202621349&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/658741235202621349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/658741235202621349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/11/tres-filmes-nacionais.html' title='TRÊS FILMES NACIONAIS'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-XgUt0L1LUEE/TgEudTy6TeI/AAAAAAAAAmw/HlzDDsmII1E/s72-c/qualquer-gato-vira-lata01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-5686513240055447910</id><published>2011-11-21T22:05:00.002-02:00</published><updated>2011-11-22T00:21:00.037-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CINEMA 2011'/><title type='text'>AMORES IMAGINÁRIOS</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_8ZR3RtzcG9A/S9Ef-1aJ_qI/AAAAAAAAB2o/bzUWyFNtNyk/s1600/monia-chokri_les-amours-imaginaires.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/_8ZR3RtzcG9A/S9Ef-1aJ_qI/AAAAAAAAB2o/bzUWyFNtNyk/s320/monia-chokri_les-amours-imaginaires.jpg" width="220" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;"Amores imaginários" é o filme que todo fã de cinema independente que curte comprar em brechós, que ouve Yelle, que encontra no cigarro a válvula de escape para seus males e que pretensamente despreza o cinema comercial americano sempre pediu a Deus. Escrita e dirigida pelo jovem (meros 22 anos) Xavier Dolan, essa comédia romântica foi exibida na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo de 2010 e finalmente chega ao circuito comercial brasileiro, cercada de polêmica: para cada crítica azeda a seu respeito pipocam fãs encantados com o estilo modernoso do cineasta - autor também do cultuado "Eu matei minha mãe", grande sucesso no Festival de Cannes de 2009. É justo, portanto, encontrar um ponto de equilíbrio nesta controvérsia toda. "Amores imaginários" nem é espetacular como fazem crer os convertidos nem tão oco quanto querem provar seus detratores. É um filme leve e quase superficial, sim, que privilegia o visual ao conteúdo. Mas é também delicioso como um croissant quentinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia de um triângulo amoroso moderno não é novidade no cinema - que o digam François Truffaut ("Jules e Jim, uma mulher para dois") e Bernardo Bertolucci ("Os sonhadores"), só para citar os mais célebres diretores que investigaram essa modalidade de relacionamento. Em seu filme, o canadense Dolan não faz questão de soar revolucionário ou ousado, preferindo o caminho da sutileza e da delicadeza, deixando ao espectador o prazer de descobrir aos poucos o rumo de sua trama. O próprio cineasta interpreta um dos protagonistas, o jovem homossexual Francis, que se apaixona perdidamente pelo belo, inteligente, sexy e liberal Nicolas (Niels Schneider). O problema é que sua melhor amiga Marie (Monia Chokri) também cai de amores pelo rapaz, e nenhum dos dois sabe exatamente para quais dos dois ele está inclinado a dar seu amor (e SE está interessado nisso): Nicolas os trata com igual atenção e carinho, embaralhando cada vez mais as pistas que levam a seu coração - e à sua cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se peca em não aprofundar a contento a psicologia de suas personagens, Dolan acerta em cheio em tratar seu filme como uma espécie de inventário visual de sua época. É perceptível o cuidado do diretor com cada detalhe de sua mise-en-scène, desde os objetos de cena até o figurino absurdamente antenado com sua ambientação, assim como a bela fotografia e alguns enquadramentos belíssimos que nem mesmo o quase exagero em sequências em câmera lenta conseguem atrapalhar. O olho de Dolan para as pequenas coisas e reações é admirável, assim como seu talento em explorar ao máximo a potencialidade de cada tomada. Não há, em "Amores imaginários", nenhuma cena que não seja minuciosamente preparada por sua visão esteticamente apurada. E foi justamente essa atenção talvez exagerada ao visual&amp;nbsp; - em detrimento de um desenvolvimento maior dos protagonistas - que incomodou tanta gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que talvez muitos dos críticos não tenham percebido em "Amores imaginários" é a sua absoluta falta de compromisso com o realismo. Dolan trata sua história como uma espécie de sátira a seu próprio universo, onde as pessoas querem se parecer com James Dean e idolatram Audrey Hepburn, frequentam cafés e festas com gente bonita e descolada e transitam em cenários coloridos e absurdamente fotogênicos. A beleza exterior é equilibrada apenas pelas histórias dolorosas/engraçadas/patéticas contadas por outras personagens diretamente para a câmera (um artifício que funcionou em "Harry &amp;amp; Sally, feitos um para o outro" e que volta a ser bastante interessante aqui): são essas personagens sem nome que dão suporte ao roteiro, mostrando ao espectador que amar dói, sim, mas não mata ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Amores imaginários" não é, definitivamente, um filme feito para aqueles que consideram o cinema como a arte da reflexão séria e densa. Pode soar raso, sim, e talvez até o seja. Mas todos aqueles que já se apaixonaram entendem perfeitamente as situações pelas quais Francis e Marie passam. E essa empatia, essa compreensão pela dor dos outros - ainda que coberta por um sutil senso de humor - não é qualquer filme que desperta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-5686513240055447910?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/5686513240055447910/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=5686513240055447910&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/5686513240055447910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/5686513240055447910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/11/amores-imaginarios.html' title='AMORES IMAGINÁRIOS'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8ZR3RtzcG9A/S9Ef-1aJ_qI/AAAAAAAAB2o/bzUWyFNtNyk/s72-c/monia-chokri_les-amours-imaginaires.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-1916540231372659064</id><published>2011-11-19T20:25:00.000-02:00</published><updated>2011-11-19T20:25:34.549-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='MÚSICA'/><title type='text'>MARISA MONTE - O QUE VOCÊ QUER SABER DE VERDADE</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://i1.r7.com/data/files/2C95/948E/335F/6F96/0133/70EF/D3AB/77B8/capa-do-album-o-que-voce-quer-saber-de-verdade-de-marisa-monte-2011-1318611536843_615x300.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://i1.r7.com/data/files/2C95/948E/335F/6F96/0133/70EF/D3AB/77B8/capa-do-album-o-que-voce-quer-saber-de-verdade-de-marisa-monte-2011-1318611536843_615x300.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Não deixa de ser irônico que em um país onde gente do quilate de Paula Fernandes, Calypso e Luan Santana são considerados sucesso ainda exista gente com a cara de pau de criticar o novo CD da cantora Marisa Monte, "O que você quer saber de verdade", lançado no final de outubro. Mesmo que esteja bastante longe da qualidade de seus primeiros trabalhos - onde experimentava sonoridades e explorava muito mais seu potencial vocal em canções longe do que se convencionou chamar de popular - seu oitavo disco é uma delícia de se ouvir, um oásis de delicadeza e paz em um deserto de qualidade musical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que não haja muita novidade no repertório de Marisa - que mais uma vez apela a regravações (de "Descalço no parque" de Jorge Benjor e "Lencinho querido" com a participação do Café de Los Maestros) - seu novo disco é agradável, solar e simples como a boa MPB deve ser. Marisa canta a felicidade do amor ("amar alguém só pode fazer bem"), dos relacionamentos ("você veio pra ficar, você que me faz feliz, você que me faz cantar"), de estar em casa ("hoje eu não saio, não, não troco meu sofá por nada") e da vida em si ("tão curta a vida, curta a vida"). Mas ainda sabe partir corações com sua voz privilegiada ("depois de tantos desenganos nós nos abandonamos como tantos casais") e ainda encontra espaço para contar com a participação de Rodrigo Amarante (da banda Los Hermanos) em "O que se quer" e agradar aos fãs dos Tribalistas em três das melhores canções do álbum (a que dá título ao disco, a arrasadora "Depois" e "Verdade, uma ilusão"). Não há como não gostar de "O que você quer saber de verdade", a não ser que não se seja fã de Marisa ou que procure nele uma revolução musical e temática que há muito tempo a música brasileira não conhece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez o maior problema desse novo disco de Marisa - que começou a carreira como uma cantora cult e chegou às paradas populares com a infame "Amor, I love you" - seja o excesso de expectativa a seu redor. Desde que lançou dois discos simultaneamente em 2006 - o pop "Infinito particular" e o sambista "Universo ao meu redor" - toda a sua legião de fãs incondicionais (e eventuais críticos azedos em busca de um escorregão) esperava com ansiedade sua volta. Ela voltou. E, se não é mais o inalcançável rouxinol distante de seu primeiro disco, ainda se mantém como a melhor cantora do Brasil. Que se danem os detratores! Marisa ainda é majestade!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-1916540231372659064?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/1916540231372659064/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=1916540231372659064&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/1916540231372659064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/1916540231372659064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/11/marisa-monte-o-que-voce-quer-saber-de.html' title='MARISA MONTE - O QUE VOCÊ QUER SABER DE VERDADE'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-5054109163320092002</id><published>2011-11-18T23:36:00.001-02:00</published><updated>2011-11-18T23:56:01.840-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EM DVD 2011'/><title type='text'>TRÊS FILMES COM TEMÁTICA GAY</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-5vctbNrfHcw/Tqwfii2TGJI/AAAAAAAAAD4/Hh4LLFllkUs/s320/Strapped-starring-Ben-Bonenfant-07.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-5vctbNrfHcw/Tqwfii2TGJI/AAAAAAAAAD4/Hh4LLFllkUs/s320/Strapped-starring-Ben-Bonenfant-07.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_oV4VXnsV4qA/TJur-maR9UI/AAAAAAAAFPM/u8AZybfub64/s1600/soldiersgirl02.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Em uma época em que a diversidade sexual anda encontrando tanta dificuldade (não nos iludamos, a homofobia ainda grassa célere, ainda que muitas vezes disfarçada) nada como a sétima arte para chamar-nos à razão (ou até mesmo filmes feitos para a televisão americana, frequentemente brindando o público com trabalhos admiráveis). Recentemente três filmes de temática homossexual me fizeram pensar, emocionar ou simplesmente divertir. Vamos a eles;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;STRAPPED - Lançado no Chicago LGBT Film Festival de 2010, este filme dirigido por Joseph Graham nunca chegou a ser distribuído comercialmente no Brasil, nem mesmo em DVD, mas é uma pequena pérola do gênero. Escrito pelo próprio diretor, "Strapped" foge do lugar-comum ao contar uma história sem maiores compromissos com a realidade lógica (ainda que suas personagens sejam extremamente realistas e verossímeis). O protagonista (vivido com graça e carisma por Ben Bonenfant) é um michê que, depois de um programa, se descobre preso dentro de um prédio em San Francisco que, conforme ele descobre pouco a pouco, é, segundo um morador, "o prédio mais gay da rua mais gay da cidade". Tentando encontrar a saída, ele dá de cara com um viciado em cocaína que o apresenta a dois amigos também pouco afeitos a sutilezas sexuais, um homem casado que não aceita pacificamente seu lado gay e parte pra violência depois do ato sexual, um homem de idade que lhe dá conselhos e carinho e até mesmo um rapaz que se apresenta como uma possibilidade de amor. Do primeiro encontro do protagonista sem nome (com um homem que não consegue esquecer uma paixão da adolescência) aos créditos finais, Graham apresenta um desfile de tipos que abrange se não a totalidade ao menos boa parte do universo gay, sem julgamentos morais. O roteiro (kafkiano em seu tom onírico e quase surreal) é sustentado por um elenco competente e um ator central que dá o equilíbrio perfeito entre sensualidade, mistério e timidez. Um filme a ser descoberto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_oV4VXnsV4qA/TJur-maR9UI/AAAAAAAAFPM/u8AZybfub64/s1600/soldiersgirl02.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="225" src="http://1.bp.blogspot.com/_oV4VXnsV4qA/TJur-maR9UI/AAAAAAAAFPM/u8AZybfub64/s320/soldiersgirl02.jpg" width="320" /&gt;&amp;nbsp;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UM AMOR NA TRINCHEIRA - Pouca gente sabe, mas a atriz Jane Fonda tem um filho ator! Pouco conhecido do grande público, Troy Garity tem uma atuação bastante competente em "Um amor na trincheira", filme feito para a TV americana em 2003 que chegou a ser indicado ao Golden Globe de Melhor Filme. Ele interpreta Barry Winchell, um soldado americano que se apaixona por Calpernia (Lee Pace, da série "Pushing Daisies", absolutamente irreconhecível), um travesti que faz shows em boates. O romance entre os dois passa a incomodar o colega de quarto de Winchell, Justin (Shawn Hatosy), um rapaz em luta constante contra uma homossexualidade reprimida. As coisas saem do controle quando um novo recruta entra na jogada e, desequilibrado, começa a ser dominado por Justin até uma tragedia acabar com a história de amor. Baseado em fatos reais, "Um amor na trincheira" é dirigido por Frank Pierson (que ganhou um Oscar pelo roteiro de "Um dia de cão") e, considerando o fato de ter sido feito para a TV é bastante ousado, além de apresentar atuações acima da média de Garity e de Lee Pace (ambos também foram indicados ao Golden Globe).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.zvents.com/images/internal/5/8/3/3/img_2533385_primary.jpg?resample_method=" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://www.zvents.com/images/internal/5/8/3/3/img_2533385_primary.jpg?resample_method=" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;PECADO DA CARNE - É preciso muita coragem para um filme israelense tocar em um assunto tão polêmico e tabu quanto a homossexualidade e só por isso "Pecado da carne" já merece ser aplaudido. Dirigido por Haim Tabakman, essa co-produção Israel/Alemanha/França foi premiada no Festival de Cinema de Jerusalém devido à atuação de Zohar Strauss, que vive Aaron Fleischmann, um judeu ortodoxo, pai de família e dono de um açougue que se apaixona perdidamente pelo jovem Ezri (Ran Danker), que está na cidade atrás de um ex-amante. Logicamente a sociedade não aprova nem mesmo a amizade entre os dois e o romance secreto logo passa a cumular Aaron de culpa e remorso. Por não apelar para cenas mais quentes entre os dois protagonistas - preferindo a discussão sobre amor, religião e culpa - o filme de Tabakman não chegou a causar a controvérsia que poderia, ao menos em grande escala. Talvez por ter tratado tudo com delicadeza, o cineasta não ofendeu os pruridos de ninguém e ainda por cima legou ao "cinema gay" um filme de inquestionável relevância. Vale a pena conhecer!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-5054109163320092002?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/5054109163320092002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=5054109163320092002&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/5054109163320092002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/5054109163320092002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/11/tres-filmes-de-tematica-gay.html' title='TRÊS FILMES COM TEMÁTICA GAY'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-5vctbNrfHcw/Tqwfii2TGJI/AAAAAAAAAD4/Hh4LLFllkUs/s72-c/Strapped-starring-Ben-Bonenfant-07.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-1398601177323080953</id><published>2011-11-18T00:03:00.000-02:00</published><updated>2011-11-18T00:03:26.549-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='LITERATURA'/><title type='text'>QUINTA AVENIDA, 5 DA MANHÃ</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-bjpu-blroM8/TrRQ41DBXYI/AAAAAAAAEBI/lXkohm1Sh4g/s1600/c1392.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-bjpu-blroM8/TrRQ41DBXYI/AAAAAAAAEBI/lXkohm1Sh4g/s320/c1392.jpg" width="213" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Em 1961, uma comédia romântica aparentemente inofensiva mudou a forma com que as mulheres se comportavam e principalmente se vestiam. Baseado em um romance de Truman Capote, "Bonequinha de luxo" conquistou a crítica e o público ao apresentar como protagonista uma garota de programa distante anos-luz da maneira com que Hollywood tratava o assunto. Dirigido por Blake Edwards, o filme que deu ao mundo a bela "Moon River" e legou ao universo cinematográfico a deliciosa Holly Golightly de Audrey Hepburn tem seus bastidores meticulosamente analisados em "Quinta Avenida, 5 da manhã", escrito pelo crítico de cinema Sam Wasson, publicado no Brasil pela editora Zahar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Narradas em capítulos curtos e ágeis, as aventuras e desventuras que levaram o romance de Capote às telas são contadas de maneira leve e fluente por Wasson, que esmiuça detalhes saborosos aos ávidos fãs de Hepburn, do filme em si, do cinema em geral e da moda como forma de comportamento. O autor revela as dúvidas de Truman Capote em relação à escalação da linda, esguia e elegante Audrey para o papel da doidivanas protagonista (que ele imaginava ter o rosto e o corpo de Marilyn Monroe), a maneira com que o roteiro driblou os olhos severos da censura e principalmente a divisão da atriz principal entre a carreira e a vida doméstica. Todos os caminhos que levaram ao filme são examinados pelo autor, desde os primórdios de Hepburn como atriz até seu estrelato absoluto (e a seu status de ícone fashion), sempre de maneira divertida e interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode não ser literatura de primeira nem mesmo um marco na história editorial mundial, mas "Quinta Avenida, 5 da manhã" é uma leitura obrigatória para quem acha que "Bonequinha de luxo" é apenas mais uma comédia romântica como outra qualquer. Para ler em uma tarde e ouvindo Henry Mancini.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alan Raspante, leia o mais rápido que puder...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-1398601177323080953?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/1398601177323080953/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=1398601177323080953&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/1398601177323080953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/1398601177323080953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/11/quinta-avenida-5-da-manha.html' title='QUINTA AVENIDA, 5 DA MANHÃ'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-bjpu-blroM8/TrRQ41DBXYI/AAAAAAAAEBI/lXkohm1Sh4g/s72-c/c1392.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-218002687771859972</id><published>2011-11-11T13:22:00.000-02:00</published><updated>2011-11-11T13:22:59.255-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CINEMA 2011'/><title type='text'>REFÉNS</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-8rTDqeFf3e4/TqC_Fe8TgpI/AAAAAAAABD0/Df9BbAelOfQ/s400/Trespass+download+poster.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-8rTDqeFf3e4/TqC_Fe8TgpI/AAAAAAAABD0/Df9BbAelOfQ/s320/Trespass+download+poster.jpg" width="228" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Quando Nicole Kidman foi indicada ao Oscar deste ano por seu sensível desempenho em "Reencontrando a felicidade" seus fãs respiraram aliviados. Parecia que finalmente a bela e talentosa australiana estava voltando a encontrar seu caminho em direção a trabalhos mais honestos do que coisas como "A feiticeira", "Invasores" e até mesmo o decepcionante "Austrália". Porém, basta alguns minutos de "Reféns" para que todas as esperanças caiam por terra. É simplesmente inexplicável a presença de uma atriz do porte de Kidman em um filme tão banal e derivativo quanto este.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dirigido por Joel Schumacher, que não dá uma dentro há quase uma década - seu último trabalho digno de nota foi o pouco visto "O custo da coragem", com Cate Blanchett, de 2003 - "Reféns" foi praticamente escorraçado das telas de cinema americanas, tendo ficado em cartaz por meros dez dias e com uma vergonhosa arrecadação de menos de trinta mil dólares. Tal fracasso pode soar estranho haja visto que, além de Nicole o cartaz também estampa com destaque o nome de Nicolas Cage (também vencedor do Oscar, mas que, apesar dos horrendos filmes que vem cometendo, parece ter um público cativo), mas é simplesmente impossível gostar de tamanho erro. Com cara de Supercine, o suspense escrito por Karl Gajdusek - autor de episódios da série "Dead like me" - não passa de uma sucessão de clichês mal ajambrados que não surpreendem nem ao mais distraído espectador. Nem as supostas reviravoltas da trama conseguem despertar mais do que sono (ou raiva) na plateia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem não viu o trailer (que conta quase tudo), Cage e Kidman vivem um casal de milionários, pais de uma filha adolescente rebelde (a péssima Liana Liberato, que estava bem melhor em "Confiar", de David Schwimmer) que vê sua mansão invadida por um quarteto que procura milhares de dólares em diamantes. Enquanto tenta sobreviver ao ataque, o casal precisa lidar também com a fragilidade de seu casamento e com uma série de mentiras que surgem no decorrer da noite - inclusive ligado a um dos criminosos, o jovem Jonah (Cam Gigandet, da série "Crepúsculo").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joel Schumacher, quando quer, consegue ser um bom diretor de suspense - quem viu "Por um fio", com Colin Farrell, sabe do que estou falando. Mas pelo jeito há muito tempo anda no piloto automático. "Reféns" é um dos maiores passos em falso de sua carreira - e isso que estamos falando do homem que quase aniquilou a franquia "Batman" no final dos anos 90. Só serve mesmo pra quem é fã incondicional da bela Nicole ou do canastrão Cage (aqui exercitando a fundo sua veia exagerada). E isso que nem citamos o poster doloroso!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-218002687771859972?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/218002687771859972/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=218002687771859972&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/218002687771859972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/218002687771859972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/11/refens.html' title='REFÉNS'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-8rTDqeFf3e4/TqC_Fe8TgpI/AAAAAAAABD0/Df9BbAelOfQ/s72-c/Trespass+download+poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-3854153596540096991</id><published>2011-11-10T12:27:00.000-02:00</published><updated>2011-11-10T12:27:26.752-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CINEMA 2011'/><title type='text'>CONTÁGIO</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://tvcinemaemusica.files.wordpress.com/2011/08/poster-contagion-03.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://tvcinemaemusica.files.wordpress.com/2011/08/poster-contagion-03.jpg" width="219" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span id="goog_17695295"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_17695296"&gt;&lt;/span&gt;O elenco é estelar, repleto de nomes vencedores do Oscar. O diretor  também já papou sua estatueta - por "Traffic", que já brincava com o  estilo Robert Altman de fazer cinema. E a trama por si só já é  palpitante o bastante em um mundo tão suscetível a epidemias - e tão  facilmente manipulável pela mídia. Portanto, "Contágio", novo trabalho  de Steven Soderbergh, é um filme cujos fãs de cinema não podem perder.  Além dos créditos recheados de estrelas, da direção segura e do tema  interessante, é também uma pequena aula de como contar uma história  quase aterrorizante sem precisar assustar ninguém com truques baixos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Contágio"  não é um filme de suspense, mas não deixa de ser apavorante. Tudo  começa quando a bela Beth Emhoff (Gwyneth Paltrow em participação rápida  e crucial) volta de uma viagem a Hong Kong para os braços do marido,  Mitch (Matt Damon) e do filho. Junto com ela, porém, veio um vírus  mortal, capaz de matar em poucos dias. O vírus, desconhecido pela  medicina, começa a fazer uma vítima atrás da outra em várias partes do  mundo, o que leva o planeta a um pânico generalizado. Para manter o povo  informado, o blogueiro Alan Krumwiede (Jude Law) torna-se persona non  grata da indústria farmacêutica e da cena médica, enquanto uma equipe de  doutores (Laurence Fishburne, Marion Cottilard, Kate Winslet e Jennifer  Ehle) busca maiores detalhes sobre o vírus, com o objetivo de impedir  sua disseminação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A trama de "Contágio" se divide em  vários campos, como o cineasta já fez em seu premiado "Traffic", mas  dessa vez não existe a preocupação de alertar o público sobre um  problema premente, como acontecia com o filme estrelado por Benicio Del  Toro e Michael Douglas. Aqui, Soderbergh se concentra em mostrar, de  forma quase didática, a evolução de uma tragédia de grandes proporções  que pode começar de maneira inocente (como fica claro na sequência  final). Para isso, ele conta com rostos conhecidos do grande público em  papéis importantes mas relativamente pequenos - e ainda encontra tempo  para cenas de grande delicadeza, como o primeiro baile da filha da  personagem de Matt Damon, já no final da projeção. São momentos assim  que humanizam a história, aproximando a audiência do que é mostrado na  tela - sem, no entanto, desvalorizar o aspecto técnico da situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No  final das contas "Contágio" é um bom filme de um cineasta extremamente  competente, mas que não chega a empolgar como poderia. Ainda assim, vale  uma conferida, ao menos para prestigiar o elenco extraordinário reunido  por Soderbergh.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-3854153596540096991?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/3854153596540096991/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=3854153596540096991&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/3854153596540096991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/3854153596540096991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/11/contagio.html' title='CONTÁGIO'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-2407851512025334936</id><published>2011-11-09T15:15:00.002-02:00</published><updated>2011-11-09T19:35:25.129-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CINEMA 2011'/><title type='text'>A CASA DOS SONHOS</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.wikicine.com.br/__upl/filmes-posters/660/poster_a-casa-dos-sonhos_2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://www.wikicine.com.br/__upl/filmes-posters/660/poster_a-casa-dos-sonhos_2.jpg" width="207" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;A primeira pergunta que vem à cabeça dos fãs de cinema no final da projeção de "A casa dos sonhos" é a seguinte: por que diabos Jim Sheridan assinou este filme tão absurdamente distante de seu estilo (e o que é pior, tão assustadoramente aquém de seu talento)? Tudo bem que ele brigou com o estúdio (Morgan Creek) antes do lançamento do filme, assim como os astros Daniel Craig e Rachel Weisz - por discordar da edição final - mas ainda assim a dúvida permanece. Indicado duas vezes ao Oscar - pelos ótimos "Meu pé esquerdo" e "Em nome do pai" - o irlandês Sheridan parece ter cedido de vez às pressões do cinemão comercial hollywoodiano, em um filme que, apesar da premissa interessante (ainda que não exatamente original), não a desenvolve a contento, apresentando, além de tudo, um desfecho derivativo e anticlimático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daniel Craig está bastante bem no papel principal, um homem que abandona a editora onde trabalhava para dedicar-se a um livro que pretende escrever (escritores que querem se dedicar à arte são clichê no gênero desde, no mínimo, "O iluminado") e à família, formada pela bela esposa Libby (Rachel Weisz) e por duas adoráveis filhas pequenas. Como sempre acontece em filmes de suspense, porém, a casa que acabaram de comprar tem um passado sangrento: o pai matou a mulher e as filhas a tiros, e a vizinhança parece saber bem mais a respeito do crime do que confessa. Para tranquilizar-se (e a todo o núcleo familiar), o escritor resolve investigar mais a fundo a história e descobre que nem mesmo a vizinha, Ann Patterson (Naomi Watts, perdida no papel) foi totalmente verdadeira em suas declarações a ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contar muito a respeito de "A casa dos sonhos" é tirar dele um de seus poucos trunfos, que é o elemento-surpresa do roteiro (mesmo que o trailer já entregue o ouro descaradamente). Apesar de beber na fonte de outros filmes (que não convém citar pelo mesmo motivo acima), tudo poderia ter sido melhor se Sheridan tivesse conseguido sobressair-se aos executivos do estúdio e mantido o tom inicial da obra, que causa sustos, mas de forma austera e elegante (cortesia também da bela fotografia do veterano Caleb Deschanel). Em sua segunda metade, porém, tudo desanda de forma grotesca, com soluções de roteiro pouco criativas e quase preguiçosas.O final, então - que se pretendia apoteótico - não passa de um amontoado de efeitos pirotécnicos que nada acrescentam à trama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A casa dos sonhos" pode até agradar a eventuais frequentadores de cinema que não procuram obras-primas. Mas para os cinéfilos é triste constatar que Jim Sheridan não é mais o mesmo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-2407851512025334936?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/2407851512025334936/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=2407851512025334936&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/2407851512025334936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/2407851512025334936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/11/casa-dos-sonhos.html' title='A CASA DOS SONHOS'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-6314169758214623867</id><published>2011-11-08T12:32:00.000-02:00</published><updated>2011-11-08T12:32:12.358-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CINEMA 2011'/><title type='text'>O PALHAÇO</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://cenabrasilis.com.br/wp-content/uploads/2011/07/palhaco.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://cenabrasilis.com.br/wp-content/uploads/2011/07/palhaco.jpg" width="217" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Em 2008, o ator Selton Mello lançou seu primeiro longa-metragem como diretor, o denso "Feliz natal" (ver crítica aqui: http://blogdofrid.blogspot.com/2008/12/feliz-natalquase-um-trauma-de-infncia.html). Quem achava que o sucesso crítico do filme era apenas sorte de principiante deve ter ficado de boca aberta com esta sua segunda incursão para trás das câmeras: "O palhaço" revela em Selton um cineasta seguro, honesto e principalmente sensível às relações humanas. É simplesmente impossível não encantar-se com essa pequena pérola do cinema nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jovem Benjamin (vivido pelo próprio Mello) está passando por uma grave crise de identidade. Apresentando-se pelo interior do Brasil (em especial Minas Gerais, terra do ator e diretor) com o circo Esperança - na pele do palhaço Pangaré, ao lado do pai, Puro Sangue (Paulo José, fantástico) e de um trupe de personagens felinnianos - ele sente que não está mais feliz ("quem vai me fazer rir?", ele pergunta melancólico a uma fã com segundas intenções). Sem carteira de identidade, nem CPF e muito menos comprovante de residência, ele sente-se solitário, perdido e desprovido de qualquer real motivação para manter-se na vida artística. Enquanto tenta encontrar um caminho - e sua paixão por ventiladores tanto pode significar a eterna busca circular pelos sonhos, como disse o cineasta, como a ideia da necessidade de um pouco de ar - Benjamin acompanha seus colegas por cidadezinhas tristes, modorrentas e áridas, que remetem ao país retratado na poesia brutal de "Central do Brasil".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Selton Mello acerta em cheio em não deixar-se contaminar totalmente pela tristeza que a história poderia provocar. Enquanto Benjamin se mantém como um anti-herói tragicômico (com ecos de Carlitos), em sua busca quixotesca por uma loja de auto-peças que pode significar seu rompimento com o passado, o elenco coadjuvante faz a festa em sequências de um humor puro, ingênuo e leve como um bom número de palhaços de circo. Moacyr Franco levou o prêmio de melhor ator coadjuvante no Festival de Paulínia por sua atuação antológica como um delegado, mas é injusto não citar as participações de Emilio Orciollo Neto, Jorge Loredo (o Zé Bonitinho em pessoa), Fabiana Karla, o sumido Ferrugem e até mesmo de Danton Mello, irmão de Selton, em uma aparição carinhosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, carinho parece ser a palavra-chave de "O palhaço". Nota-se perfeitamente em cada plano, em cada cena, o carinho de Selton por suas personagens, por sua história, por suas influências e principalmente por seus atores, todos extremamente bem dirigidos. Em todo quase anedótico, "O palhaço" é a prova viva de que, apesar da tradicional afirmação de que todo palhaço é triste - e não deixa de ser irônico que Selton, mais conhecido por seus papéis cômicos seja tão emocional em sua carreira de cineasta - fazer rir é não apenas uma vocação. É destino! Bravo, Selton! Que venha o próximo filme.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-6314169758214623867?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/6314169758214623867/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=6314169758214623867&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/6314169758214623867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/6314169758214623867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/11/o-palhaco.html' title='O PALHAÇO'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-1879373912105054184</id><published>2011-11-07T11:08:00.001-02:00</published><updated>2011-11-07T14:51:26.992-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CINEMA 2011'/><title type='text'>A PELE QUE HABITO</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://static.blogo.it/cinemaniablog/la-piel-que-habito-espectaculares-posters-de-lo-nuevo-de-pedro-almodovar/pielhabitoarte5.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://static.blogo.it/cinemaniablog/la-piel-que-habito-espectaculares-posters-de-lo-nuevo-de-pedro-almodovar/pielhabitoarte5.jpg" width="210" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Deve ser difícil ser Pedro Almodóvar. Um dos cineastas europeus mais celebrados das últimas décadas, o espanhol sempre se vê cercado de enormes expectativas em relação a seus projetos, sendo cobrado a realizar uma obra-prima atrás da outra (e o fez, "Tudo sobre minha mãe" e "Fale com ela" que o digam). O problema é que nem só de obras-primas vive um cineasta e quando ele entrega aos fãs (e aos detratores) filmes como "Abraços partidos" (que tem momentos espetaculares, diga-se de passagem) todo mundo acha que é "um filme menor". O que talvez essa gente nem perceba é que até mesmo os filmes "menores" de Almodóvar são sensacionais. Uma prova dessa afirmação? "A pele que habito", seu novo longa, foi recebido com certa frieza no Festival de Cannes, apesar do frisson de promover a reunião do diretor com seu antigo colaborador Antonio Banderas. Mas o filme, baseado em um romance de Thierry Jonquet, é uma bela fábula sobre obsessão e vingança (temas tão caros ao cineasta).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalhando pela segunda vez sobre o material alheio - a primeira foi em "Carne trêmula", em que adaptou livremente um romance policial da americana Ruth Rendell - Almodovar realiza, em "A pele que habito", um filme de gênero, ou seja, segue alguns padrões pré-estabelecidos, mas nunca deixa de lado algumas de suas características mais marcantes (a desinibição de mostrar o sexo como ele é, a imprevisibilidade, a opção por personagens complexas, o gosto pelo melodrama). Apesar de não deixar muito espaço para gargalhadas, a trama ainda consegue permitir a ele que enxerte seu tradicional humor negro, mesmo que ele não ocupe (talvez infelizmente) muito tempo. "A pele que habito" é um conto sombrio e talvez justamente este lado negro de Almodóvar é que tenha assustado parte de seus fãs (que deveriam dar uma revisada em "Matador" para lembrar que o diretor nem sempre foi engraçado....)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como sempre nos filmes do autor de "Mulheres à beira de um ataque de nervos", é difícil resumir a trama - mesmo porque qualquer coisa que seja dita a mais pode estragar as reviravoltas do roteiro - mas o que se pode ser dito sem prejuízo à história é que o protagonista é Robert Ledgard (um Banderas amadurecido e controlado), um famoso e bem-sucedido cirurgião que está no estágio final de uma experiência de criar uma pele humana nova, imune a queimaduras e picadas de inseto, por exemplo. Sua cobaia no experimento é a bela Vera (Elena Ayala), que vive trancada dentro de sua mansão, sendo vigiada pela copeira Marilia (Marisa Paredes, outra habitual parceira do realizador). Quando o filho de Marilia, o foragido Zeca (Roberto Álamo) reaparece, ele traz de volta um trágico passado envolvendo a esposa e a filha de Robert, assim como o do jovem Vicente (Jan Cornet), que se torna vítima da fúria do médico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bom chegar ao cinema sem maiores informações sobre "A pele que habito". Como toda a obra de Pedro Almodóvar, é delicioso, é surpreendente, é sensual, é talvez chocante. Mas é, acima de tudo, grande cinema, como somente ele e poucos outros cineastas em atividade conseguem proporcionar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-1879373912105054184?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/1879373912105054184/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=1879373912105054184&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/1879373912105054184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/1879373912105054184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/11/pele-que-habito.html' title='A PELE QUE HABITO'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-6917114292585255686</id><published>2011-11-05T23:04:00.001-02:00</published><updated>2011-11-05T23:19:17.427-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CONFISSÕES'/><title type='text'>"DEPOIS", MINHA MÚSICA DO MOMENTO</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-s4ZZwePe6iU/Tap9rR2CaFI/AAAAAAAAAG0/mBK1io-0Muk/s1600/horizonte.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-s4ZZwePe6iU/Tap9rR2CaFI/AAAAAAAAAG0/mBK1io-0Muk/s320/horizonte.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Essa letra diz muito melhor do que eu poderia dizer sobre meu momento.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Depois&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;De sonhar tantos anos&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;De fazer tantos planos&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;De um futuro pra nós&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Depois&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;De tantos desenganos&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Nós nos abandonamos&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Como tantos casais&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Quero que você seja feliz&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Hei de ser feliz também&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Depois&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;De varar madrugada&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Esperando por nada&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;De arrastar-me no chão&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Em vão&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Tu viraste-me as costas&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Não me deu as respostas&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Que eu precisava escutar&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Quero que você seja melhor&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Hei de ser melhor também&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Nós dois&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Já tivemos momentos&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Mas passou tanto tempo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Não podemos negar&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Foi bom&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Nós fizemos história&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Pra ficar na memória&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;E nos acompanhar&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Quero que você viva sem mim&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Eu vou conseguir também&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Depois&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;De acertarmos os fatos&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;De trocar seus retratos&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Pelos de um outro alguém&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Meu bem&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Vamos ter liberdade&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para amar à vontade&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Sem trair mais ninguém&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Quero que você seja feliz&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Hei de ser feliz também&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Depois"&amp;nbsp; (Marisa Monte, Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown)&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-6917114292585255686?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/6917114292585255686/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=6917114292585255686&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/6917114292585255686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/6917114292585255686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/11/depois-minha-musica-do-momento.html' title='&quot;DEPOIS&quot;, MINHA MÚSICA DO MOMENTO'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-s4ZZwePe6iU/Tap9rR2CaFI/AAAAAAAAAG0/mBK1io-0Muk/s72-c/horizonte.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-1634706122248622592</id><published>2011-10-26T16:15:00.000-02:00</published><updated>2011-10-26T16:15:34.312-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='LITERATURA'/><title type='text'>AO ANOITECER</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://rizzenhas.com/wp-content/uploads/2011/09/ao-anoitecer.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" ida="true" src="http://rizzenhas.com/wp-content/uploads/2011/09/ao-anoitecer.jpg" width="213" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Publicada em 1922, a novela "Morte em Veneza", do alemão&amp;nbsp;Thomas Mann, é hoje considerada um clássico absoluto - fato que o belíssimo filme dirigido por Luchino Visconti em 1971 apenas confirmou. Narrando a obsessão de um escritor de meia-idade (ter cinquenta anos na época era praticamente estar com um pé na cova) por um adolescente&amp;nbsp;esteticamente perfeito, Mann deu voz a um estudo sobre a fugacidade da juventude e a perenidade da beleza como forma de arte. Agora, o americano Michael Cunningham, de certa forma, dá a sua visão sobre o assunto com seu particular estilo de prosa. "Ao anoitecer" (Companhia das Letras) é seu quarto romance a chegar às livrarias brasileiras e aporta cinco anos depois de seu último lançamento -&amp;nbsp;o livro de contos "Dias exemplares" - para, mais uma vez, encantar os leitores com uma história psicologicamente forte e inteligente. E a menção à "Morte em Veneza" não é apenas casual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como no livro de Thomas Mann é o&amp;nbsp;quase infante&amp;nbsp;Tadzio que inicia o processo obsessivo do protagonista, na obra de Cunningham é o jovem Mizzy (abreviação de mistake - erro) quem deflagra a onda de crise existencial em Peter Harris, o dono quarentão de uma galeria de arte que vê no rapaz de vinte e poucos anos (belo, rebelde e com problemas com drogas) uma espécie de reencarnação de seu irmão homossexual cuja beleza lhe despertou o senso estético e sensações dúbias ainda na pré-adolescência. O problema com Mizzy - além de ser homem, mais jovem e consideravelmente problemático - é o fato de ser o irmão caçula de Rebecca, esposa de Peter. E é o jovem (sensual, inteligente e desprovido de quaisquer convenções sociais rígidas) cunhado quem desencadeará no correto Peter uma onda de lembranças, desejos e dúvidas sobre sua vida, seu trabalho e até mesmo sobre seu casamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ao anoitecer" não se desvia para o lado homoerótico da atração de Peter por Mizzy, ainda que toque no assunto sem medo. A trama de Cunningham abrange bem mais do que simplesmente o tesão de um homem de 44 anos por um jovem de 21. Harris não se excita apenas pelo corpo de Mizzy e sim pela beleza que representa, pela juventude que exibe, pelos sonhos que ainda possui - e pelo tempo que ainda tem para realizá-los. O livro é uma ode à beleza, uma homenagem às boas memórias, um estudo sobre a avaliação que fazemos de nossas vidas periodicamente. Os personagens do escritor podem transitar por círculos sofisticados de uma Nova York cosmopolita e bem nascida, mas seus sentimentos de saudade e ânsia de viver (ou deixar de)&amp;nbsp;são universais e profundos. Michael Cunningham é um mestre no assunto e é difícil ficar indiferente à sua obra (seja ela este novo livro ou os geniais "As horas" e "Uma casa no fim do mundo").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja exagero equiparar "Ao anoitecer" a um livro tão amplamente estabelecido como obra-prima quanto "Morte em Veneza". Mas cada geração tem&amp;nbsp;seu Aschenbach (protagonista da novela de Mann) apropriado e este novo romance caminha para se tornar um pequeno clássico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Não, Rebecca, você não quer isso. Você quer continuidade. EU é que quero ser livre. Eu é que faço as coisas indizíveis. (...) Rebecca, você não pode ter essa fantasia. Essa fantasia é minha."&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-1634706122248622592?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/1634706122248622592/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=1634706122248622592&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/1634706122248622592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/1634706122248622592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/10/ao-anoitecer.html' title='AO ANOITECER'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-7073216361702040011</id><published>2011-10-24T15:16:00.002-02:00</published><updated>2011-10-24T15:16:54.464-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CINEMA 2011'/><title type='text'>DOIS FILMES COM RYAN GOSLING - ENTRE SEGREDOS E MENTIRAS/HALF NELSON</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://temavercomigo.files.wordpress.com/2011/05/all_good_things.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" rda="true" src="http://temavercomigo.files.wordpress.com/2011/05/all_good_things.jpg" width="216" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Os filmes menos comerciais do ator canadense Ryan Gosling tem uma má sina no Brasil. Quando são lançados (SE são lançados), sempre é com atraso, como aconteceu com o belo "Namorados para sempre" (que sofreu com o título nacional equivocado) e com "Entre segredos e mentiras" (que estreou nos EUA em dezembro do ano passado e só agora aporta por aqui). Caso pior aconteceu com "Half Nelson", que lhe deu uma indicação ao Oscar em 2006 e nunca passou nas telas brazucas, não tendo sido nem mesmo lançado em DVD. Para assistí-lo, somente com insônia o bastante para cruzar com ele na programação da madrugada da TV a cabo. Um dos atores mais intensos e impressionantes de sua geração, Gosling, às vésperas de completar 31 anos, é provavelmente a melhor promessa com que Hollywood acena aos fãs de cinema desde que Edward Norton surgiu em "As duas faces de um crime", em 1996. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ENTRE SEGREDOS E MENTIRAS - Baseado em um rumoroso caso real ocorrido em Nova York em 1982, o filme de Andrew Jarecki tem nas atuações de Gosling e Kirsten Dunst seu maior trunfo. Ele vive David Marks, filho de um empresário do ramo imobiliário nova-iorquino (Frank Langella) que hesita em seguir os passos do pai. Depois de apaixonar-se e casar-se com a bela Katie (vivida com surpreendente maturidade por Dunst), ele começa a demonstrar traços agressivos e complexos de sua personalidade, chegando até mesmo a agredir a esposa. Quando ela desaparece, ele torna-se o principal suspeito, mas até hoje não há provas de sua culpa. O roteiro explora com sutileza o desequilíbrio do protagonista, permitindo ao ator uma interpretação repleta de nuances - mesmo que, em sua reta final tudo se torne extremamente bizarro e quase inverossímil. A mistura entre drama e suspense pode causar estranheza em um primeiro momento, mas o filme se segura lindamente na dupla central de atores, em dias iluminados. Estreou por aqui sem maiores fanfarras, mas merece uma conferida - é um filme consistente e maduro de um cineasta promissor (Jarecki é o diretor do ótimo documentário "Na captura dos Friedman").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HALF NELSON - ENCURRALADOS - Merece um prêmio a criatura que deu o subtítulo de "Encurralados" a este drama difícil e um tanto quanto deprimente dirigido por Ryan Fleck (o título original se refere a um movimento de luta livre). Aqui, Gosling mereceu uma indicação ao Oscar por seu trabalho como Dan Dunne, um professor de história viciado em drogas que vê seu problema descoberto por uma aluna cujo futuro não parece nada alvissareiro (ela vive em um bairro barra-pesada, cercada por traficantes). Os dois ficam amigos e tentam ajudar um ao outro, mas o roteiro foge do convencional e do dramalhão, preferindo um distanciamento que, ao mesmo tempo em que ajuda a manter o tom quase documental, também atrapalha o envolvimento com o protagonista. Ryan mostra que sabe segurar um protagonista como poucos atores de sua geração, sem os exageros ou tiques que uma personagem assim normalmente exige. É um filme um tanto arrastado, mas que vale por seu trabalho acima da média. A indicação ao Oscar foi justa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-7073216361702040011?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/7073216361702040011/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=7073216361702040011&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/7073216361702040011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/7073216361702040011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/10/dois-filmes-com-ryan-gosling-entre.html' title='DOIS FILMES COM RYAN GOSLING - ENTRE SEGREDOS E MENTIRAS/HALF NELSON'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-4161823528491742880</id><published>2011-10-20T13:27:00.000-02:00</published><updated>2011-10-20T13:27:42.119-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EM DVD 2011'/><title type='text'>HANNAH</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://moviestarstyle.com/wp-content/uploads/2011/04/Saoirse-Ronan-Hanna.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="251" rda="true" src="http://moviestarstyle.com/wp-content/uploads/2011/04/Saoirse-Ronan-Hanna.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Em mais uma amostra do quão obtusa é a distribuição dos filmes no Brasil, o filme "Hannah", dirigido pelo britânico Joe Wright chega ao formato DVD sem sequer ter passado pelas salas de exibição. Saindo lindamente de sua zona de conforto - a saber, os dramas românticos de época que lhe deram prestígio, como "Orgulho e preconceito" e a obra-prima "Desejo e reparação" - Wright brida o público,&amp;nbsp;em seu novo filme, com uma bem-vinda e necessária lufada de ar fresco a um gênero que necessita há um bom tempo de renovação. Ainda que "Hannah" seja um filme de ação atípico (por inúmeras razões, sendo a principal delas a sua protagonista), é impossível negar que todos os elementos que fazem a alegria do espectador estão muito bem representados. Mesmo que não seja um filme que imediatamente possa ser reconhecido como uma obra de Wright, "Hannah" é visualmente criativo, dirigido com competência e, o que é melhor ainda, tem um elenco de encher os olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saoirse Ronan (a garotinha indicada ao Oscar de coadjuvante por "Desejo e reparação") vive a personagem-título, uma menina criada isolada do mundo&amp;nbsp;e&amp;nbsp;treinada por seu pai, um ex-agente da CIA (vivido pelo sempre ótimo Eric Bana) para tornar-se uma assassina perfeita. Sem contato algum com qualquer tipo de tecnologia e outros seres humanos, ela, aos 16 anos e considerada pronta em sua preparação, sai de sua cabana na Finlândia para o mundo, especialmente com o objetivo de fugir da misteriosa agente Marissa Wiegler&amp;nbsp;(a esplêndida Cate Blanchett), que tem por objetivo principal eliminá-la - por motivos que o roteiro só irá esclarecer aos poucos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O roteiro de "Hannah" não é exatamente um primor quando se trata de aprofundar suas personagens, que nunca ultrapassam o tom superficial e um tanto onírico da trama (que, segundo o cineasta, buscou inspiração em contos dos irmãos Grimm). No entanto, Wright surpreende muito positivamente nas sequências em que a protagonista vai à luta (literalmente): ao som da trilha espetacular de Chemical Brothers e com uma edição inteligente, o filme não deixa nada a dever a outras obras estreladas por heroínas femininas, como "Salt" e "Nikita" (aqui, claramente uma referência). Nesse quesito, a jovem Ronan mostra todo o potencial de tornar-se uma das atrizes mais importantes de sua geração: além de sair-se muito bem como matadora, ela também é capaz de transmitir toda a gama de emoções que sua personagem exige (e já dá pra ficar com água na boca de imaginar sua nova colaboração com Wright, na refilmagem de "Anna Karenina").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Hannah" é visualmente arrebator desde sua primeira cena e, graças a seu diretor extremamente talentoso e um elenco impecável, consegue ser um dos entretenimentos mais consistentes do ano. Infelizmente, só mesmo em DVD...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-4161823528491742880?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/4161823528491742880/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=4161823528491742880&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/4161823528491742880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/4161823528491742880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/10/hannah.html' title='HANNAH'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-6609794812382654612</id><published>2011-10-13T17:14:00.000-03:00</published><updated>2011-10-13T17:14:31.833-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CONFISSÕES'/><title type='text'>AINDA...</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_kSvS_K83ryI/S_a0zaL_ojI/AAAAAAAAAUo/gz8qPDQ7sl0/s1600/saudade.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="236" oda="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_kSvS_K83ryI/S_a0zaL_ojI/AAAAAAAAAUo/gz8qPDQ7sl0/s320/saudade.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Oi, cadê você com suas reclamações da vida? Cadê seu sotaque preocupado que se aliviava com uma boa dose de cerveja? Cadê sua raiva do mundo, seu desprezo pela humanidade, seu sentimento de superioridade mesclado com seu senso de inadequação? Cadê você, onde anda seu pensamento, por onde vaga seu desejo? Eu preciso saber de você, da sua vida, dos seus planos, de suas crises... Eu preciso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em que mesas de bar você anda afogando suas eternas mágoas que tanto tentei curar? Com que tipo de pessoa você desabafa seus medos, suas bravatas? Que tipo de filmes você anda assistindo, que livros anda lendo (ou relendo)? Quais novas canções tristes e melancólicas lhe tem feito viajar para fora do seu mundo torturante? Ainda existe dentro de você aquele pedacinho de céu que impede o inferno de assolar sua existência? Quais são suas ideias para enfrentar mais um verão? Quem anda ocupando seu coração?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu continuo aqui, levando uma existência sem você, mas lembrando cada contorno do seu rosto, cada detalhe da sua voz, cada idiossincrasia de sua personalidade tão caótica, e isso me assusta, isso me assombra, me sufoca, me apavora. Tenho medo de não conseguir apagar de minha memória todos os planos que fiz com você, todas as certezas que construí, toda a coragem que arrumei como se fosse a última possibilidade de uma utopia inimaginável. Tenho medo - e a cada dia ele me parece menos paranoia e mais uma verdade insofismável - de nunca mais ver em outras pessoas as qualidades que vi em você, mesmo que a dor e a tristeza muitas vezes tenham acompanhado a felicidade (e quando é que não é assim quando se ama de verdade??)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria dizer que estou bem, que sua ausência me libertou e me deixou menos angustiado e mais leve, mas mentiras nunca fizeram parte do meu show junto a você. Eu poderia dizer que já me apaixonei de novo, que vislumbrei em outro alguém a alma que senti saindo de suas palavras tristes. Eu seria esperto e soaria menos fracassado se dissesse que superei a distância emocional que nos separa, mas quem sou eu para berrar inúteis falácias se o universo - pra quem soltei impropérios os mais variados - sabe da dor que se mantém viva no meu coração? Eu queria dizer que apaguei seu número de telefone da discagem rápida... mas isso tampouco é verdade. Ele ainda está lá, me chamando como um mau agouro, como um precipício, como um corvo em busca do alimento diário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, eu não te esqueci. E aquelas canções dolorosas que dividimos em noites frias ainda me fazem chorar....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-6609794812382654612?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/6609794812382654612/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=6609794812382654612&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/6609794812382654612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/6609794812382654612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/10/ainda.html' title='AINDA...'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_kSvS_K83ryI/S_a0zaL_ojI/AAAAAAAAAUo/gz8qPDQ7sl0/s72-c/saudade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-8126743128447758949</id><published>2011-10-13T13:17:00.000-03:00</published><updated>2011-10-13T13:17:29.694-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CINEMA 2011'/><title type='text'>CONTRA O TEMPO</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.movieposter.com/posters/archive/main/115/MPW-57694" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" oda="true" src="http://www.movieposter.com/posters/archive/main/115/MPW-57694" width="215" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Duncan Jones é filho do cantor David Bowie. Apesar desse impressionante pedigree, pouca gente além dos fãs de seu famoso progenitor&amp;nbsp;sabia seu nome até 2009, quando ele estreou como cineasta. O filme "Lunar", estrelado por Sam Rockwell, recebeu elogios entusiasmados da crítica e, o que não é nada mal, um BAFTA de melhor diretor britânico estreante. Agora, aos 40 anos, Jones chega ao cinemão hollywoodiano com "Contra o tempo", um filme que, assim como em sua estreia, aposta mais na inteligência do que em um ritmo alucinante. O resultado é mais consistente do que a maioria dos filmes de ação da temporada, mas ainda assim dá a impressão de ter acabado rápido demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme já começa em plena ação, quando o jovem Colter Stevens (Jake Gylenhaal) acorda, sobressaltado, durante uma viagem de trem. Um tanto perdido, ele estranha o fato de, aparentemente, conhecer a mulher que está à sua frente (Michelle Monaghan), mesmo que não lembre absolutamente nada a seu respeito. As coisas ficam ainda mais confusas quando, ao olhar-se em um espelho, ele vê o reflexo de outro homem e, pior ainda, quando o trem explode. A partir daí, tanto o espectador quanto o protagonista ficam sabendo do que se trata: piloto de helicóptero do exército americano, Stevens foi ferido em combate e escolhido pela força aérea para participar de um projeto chamado "Source Code" - o que significa, basicamente, que ele utilizará o corpo de outro homem para, dentro de um prazo de oito minutos, tentar descobrir quem é o responsável pela explosão do trem. A cada vez que volta à personalidade que é obrigado a assumir, ele descobre mais detalhes sobre a missão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contando é confuso. Assistindo, é intrigante. O roteiro de "Contra o tempo" não é exatamente genial, mas a edição vigorosa, o talento de Jones em comandar cenas de ação que escapam do clichê e a atuação de Gylenhaal - alçado ao posto de protagonista depois do morno "O príncipe da Pérsia" - fazem do filme um entretenimento bastante eficaz e a participação dos sempre competentes Vera Farmiga e Jeffrey Wright também colaboram para confirmar o que todo fã de adrenalina no cinema já começam a desconfiar: Duncan Jones é um nome a ser guardado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-8126743128447758949?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/8126743128447758949/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=8126743128447758949&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/8126743128447758949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/8126743128447758949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/10/contra-o-tempo.html' title='CONTRA O TEMPO'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-286484502065510480</id><published>2011-10-03T11:49:00.000-03:00</published><updated>2011-10-03T11:49:27.111-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CINEMA 2011'/><title type='text'>UM CONTO CHINÊS</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.headlabel.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/09/UnCuentoChinoPoster.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" kca="true" src="http://www.headlabel.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/09/UnCuentoChinoPoster.jpg" width="224" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Um dos mais prolíficos atores do cinema argentino (e protagonista de alguns de seus maiores sucessos de público e crítica), Ricardo Darín tem uma qualidade rara que o distingue da vasta maioria de seus colegas de profissão: um talento para engrandecer qualquer projeto no qual esteja envolvido. Uma prova dessa afirmação é "Um conto chinês", um drama simpático e leve&amp;nbsp;que tem em sua presença o principal centro de interesse. Felizmente, além do trabalho mais uma vez excelente de Darín, o filme de Sebastián Borensztein apresenta outras qualidades dignas de nota, como um bom humor delicado e um romantismo discreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baseado em inacreditáveis fatos reais, "Um conto chinês" começa com um bizarro acidente, onde o jovem chinês Jun (Ignacio Huang, ótimo) perde a mulher que ama quando uma vaca cai dos céus justamente em cima do barco onde ele está em vias de pedir-lhe em casamento.&amp;nbsp;E&amp;nbsp;é&amp;nbsp;justamente Jun que vai aparecer na vida de Roberto (vivido por um Darín à vontade como sempre), o metódico dono de uma ferragem que herdou do pai e que vive na capital argentina. Sem conseguir compreender nada do que Jun fala, Roberto tenta ajudá-lo a encontrar seu tio, nem sempre contando com a boa-vontade dos órgãos do governo que, em tese, deveriam colaborar com a busca. Dentro do prazo de uma semana estabelecido pelo comerciante para que tudo se resolva,&amp;nbsp;surge entre eles uma inusitada amizade e o sisudo Roberto passa a ver com outros olhos sua relação distante com a apaixonada Mari (Muriel Santa Ana).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O roteiro de "Um conto chinês", co-escrito pelo diretor, não foge muito do clichê - a história do surgimento de uma amizade em situações improváveis não é exatamente original - mas é delicado e honesto, nunca&amp;nbsp;prometendo mais do que pode oferecer, além de alternar o surrealismo da trama central com as histórias inusitadas recortadas dos jornais por Roberto - uma das quais é justamente a tragédia que envolve Jun. Narrados de forma bem-humorada, tais desvios não atrapalham a ação, muito pelo contrário: dão uma leveza ainda maior ao roteiro simples mas não simplório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Um conto chinês" é mais uma pequena pérola da cinematografia argentina, que vem se firmando como uma das mais interessantes da América Latina. Vale dar uma espiada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-286484502065510480?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/286484502065510480/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=286484502065510480&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/286484502065510480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/286484502065510480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/10/um-conto-chines.html' title='UM CONTO CHINÊS'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-7253074318841956638</id><published>2011-09-29T12:04:00.001-03:00</published><updated>2011-10-01T10:46:13.327-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CONFISSÕES'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='UNDER RUG SWEPT'/><title type='text'>UTOPIA</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_LRes6rPVdFU/TSJIwS7f_0I/AAAAAAAABcc/_xrJe9jSv2o/s1600/utopia-2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="239" kca="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_LRes6rPVdFU/TSJIwS7f_0I/AAAAAAAABcc/_xrJe9jSv2o/s320/utopia-2.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O mundo não seria um lugar perfeito se nós conseguíssemos a façanha de amar a quem nos ama? Não seria ideal que nos apaixonássemos justamente por aquela pessoa que sente por nós o que sentimos por outra pessoa? Não seria maravilhoso que, ao fim de um relacionamento todos os sentimentos poderosos de paixão fossem soterrados pela lava do vulcão que os despertou? O mundo é, definitivamente, injusto e cruel para aqueles que amam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não seria um espetáculo viver em um universo onde os sentimentos bons fossem recíprocos? Imaginar um mundo onde amores correspondidos fossem algo corriqueiro sempre me dá um aperto no coração, porque é utópico, é impossível, é uma quimera inalcançável. Diariamente pessoas são lançadas em um poço de tristeza por outras que não nutrem por elas o mesmo amor, o mesmo carinho, o mesmo desejo. Seria muito bom se nossa racionalidade de entender os dois lados da questão não fosse suplantada pela dor de ser aquele que é rejeitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma questão indecifrável: por que nos sentimos sempre tão imerecedores do amor daqueles que nos amam se temos tanta certeza que temos qualidades o bastante para satisfazer aqueles a quem amamos? Ficamos dias e noites fazendo a lista de nossas qualidades, de nossas vantagens, de nossos pontos positivos para utilizá-las em nosso favor e quando acontece de alguém percebê-las ficamos abismados e incrédulos... Paradoxos do coração, diriam os mais filosóficos. Burrice, diriam os mais práticos. Equações imponderáveis, eu diria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonho com o dia em que eu finalmente vou acreditar no amor que dizem sentir por mim. Por enquanto é apenas uma utopia. Bela, mas ainda assim utopia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-7253074318841956638?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/7253074318841956638/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=7253074318841956638&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/7253074318841956638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/7253074318841956638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/09/utopia.html' title='UTOPIA'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_LRes6rPVdFU/TSJIwS7f_0I/AAAAAAAABcc/_xrJe9jSv2o/s72-c/utopia-2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-3456210395531918325</id><published>2011-09-25T17:56:00.000-03:00</published><updated>2011-09-25T17:56:54.987-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CINEMA 2011'/><title type='text'>MISSÃO MADRINHA DE CASAMENTO</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://cinemagateway.com/wp-content/uploads/2011/05/Bridesmaids-poster.gif" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://cinemagateway.com/wp-content/uploads/2011/05/Bridesmaids-poster.gif" width="217" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Primeiro temos que levar em consideração que, se um filme tem como principal atrativo ser uma versão feminina de "Se beber, não case" já não pode ser grande coisa. Depois, basta dar uma olhada no trailer de "Missão madrinha de casamento" para se perceber que esperar demais de uma comédia que apela para o humor grosseiro disfarçado de feminista é uma utopia desesperada. O filme de Paul Feig - que tem no currículo episódios das séries "The office", "30 rock", "Weeds", "Mad men" e "Nurse Jackie" - já rendeu mais de 280 milhões de dólares mundo afora, o que comprova das duas uma: ou o público realmente perdeu o nível de exigência ou está muito carente de filmes menos violentos e menos recheados de efeitos visuais. "Missão madrinha de casamento" não é exatamente ruim, mas é chato e, apesar de negar, bastante apelativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A protagonista do filme, Kristen Wiig, é considerada uma das revelações do humor feminino americano, mas se julgarmos por aqui é bom começarmos a rezar fervorosamente. Sem a sutileza de uma Tina Fey, por exemplo - talvez a mais talentosa roteirista de humor em atividade nos EUA - Wiig é simplesmente sem graça e sem muito carisma. Sua personagem, Annie, é uma fracassada absoluta (seu negócio faliu, seus relacionamentos são uma piada e ela divide o apartamento com um casal de irmãos pra lá de bizarros) que recebe a missão de ser a dama de honra do casamento de sua melhor amiga, Lilian (Maya Rudolph). Porém, para ser bem-sucedida, ela precisa rivalizar com uma outra dama-de-honra, a perfeitinha Helen (Rose Byrne). Logicamente, o duelo entre as duas acaba por envolver as demais convidadsas para o altar, que passam por poucas e boas até o dia da festa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Missão madrinha de casamento" parece levar a sério sua alcunha de versão feminina de "Se beber, não case": não falta piadas escatológicas, nem humor de baixo nível e nem mesmo uma tentativa pálida de celebrar a amizade entre as mulheres. O problema é que o roteiro não se decide entre ser uma comédia pastelão ou seguir o caminho do romance, quando une Annie ao policial Rhodes (Chris O'Dowd). Esse pé na esquizofrenia atrapalha bem mais do que ajuda, porque tira o foco do principal assunto e não é particularmente interessante - isso sem falar em várias tramas paralelas que começam e não são desenvolvidas a contento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá pra se contar um ou outro momento um pouco mais inspirado em "Missão madrinha de casamento", mas é pouco para tanto barulho. Para quem gosta de humor feminino, "Sex and the city" ainda é- disparado! - a melhor pedida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-3456210395531918325?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/3456210395531918325/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=3456210395531918325&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/3456210395531918325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/3456210395531918325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/09/missao-madrinha-de-casamento.html' title='MISSÃO MADRINHA DE CASAMENTO'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-3522171655590228348</id><published>2011-09-24T19:56:00.001-03:00</published><updated>2011-09-24T21:04:39.690-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='MÚSICA'/><title type='text'>R.E.M. - MAIS UM SONHO QUE ACABA...</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://cotonete.clix.pt/upload/R/rem_topo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="238" src="http://cotonete.clix.pt/upload/R/rem_topo.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;E então acabou. A carreira da melhor e mais íntegra banda de rock americana , R.E.M., chegou ao fim esta semana, com um comunicado oficial em seu site. Michael Stipe, Mike Mills e Peter Buck, depois de&amp;nbsp;elevar o nível do cancioneiro americano&amp;nbsp;por mais de 30 anos, chegaram à conclusão de que é hora de parar, ainda que os fãs não tenham essa mesma certeza. Mesmo que não tenham atingido com seu último álbum, "Collapse into now" - lançado este ano - o sucesso comercial de seus mais famosos trabalhos - &amp;nbsp;"Automatic for the people" (que legou ao mundo pop canções clássicas como "Man on the moon", "Sweetness follows" e a indescritível "Everybody hurts") e "Out of time" (que apresentou ao público o hino "Losing my religion") - a banda formada em 1980 na cidade de Athens, Georgia nunca criou um trabalho aquém de respeitável. Com letras provocantes e complexas, melodias de alto nível técnico e a voz excepcional de Stipe, o R.E.M. não conquistou seus (muitos) fãs com polêmicas ou manchetes sensacionalistas e sim com a força de sua música, coisa rara no mundo efêmero do rock.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até seria difícil pra mim - fã confesso e hoje um tanto triste com o fim de mais sum sonho musical - escolher uma canção preferida dentre tantas obras dignas de figurar em qualquer antologia (e ela existe e é perfeita!!!). No entanto, apesar de adorar "At my most beautiful", que foi trilha sonora de um romance, "Strange currencies" (que embalou um outro "quase romance"), "It's the end of the worl as we know it" (que até hoje não consigo cantar inteira sem a letra diante de meus olhos), "E-bow the letter" (que me apresentou à música de Patti Smith) e "What's the frequency, Kenneth?"e "Imitation of life" - que me fizeram dançar noite afora - é "Everybody hurts" que me toca diretamente ao coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucas músicas - pouquíssimas mesmo - tem o poder de me envolver quanto a belíssima canção de "Automatic for the people": a letra, a voz de Stipe, a melodia, a mensagem e o videoclipe são os ingredientes mais do que perfeitos de uma obra-prima pop, capaz de me levar às lágrimas em poucos minutos. E foi uma bênção ter podido presenciá-la ao vivo, em 2008, em um show inesquecível que certamente está na minha lista de melhores momentos da vida. Infelizmente não mais terei a chance de repetir a experiência (e nem os inconsoláveis adoradores de "Drive" e "Man on the moon"). Realmente os dias dessa semana não foram bons dias sem eles. É o fim do mundo como o conhecemos... e eu não me sinto bem com isso...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-3522171655590228348?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/3522171655590228348/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=3522171655590228348&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/3522171655590228348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/3522171655590228348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/09/rem-mais-um-sonho-que-acaba.html' title='R.E.M. - MAIS UM SONHO QUE ACABA...'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-8638225064528407040</id><published>2011-09-23T21:40:00.000-03:00</published><updated>2011-09-23T21:40:49.869-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CINEMA 2011'/><title type='text'>PREMONIÇÃO 5</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://demelhor.com/wp-content/gallery/final-destination-5/final-destination-5-movie-poster-02.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://demelhor.com/wp-content/gallery/final-destination-5/final-destination-5-movie-poster-02.jpg" width="216" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Em 2000, um filme de terror adolescente chamou a atenção por desviar-se dos clichês dos assassinos mascarados e tornou-se uma franquia bem-sucedida. Chamada no Brasil de "Premonição" - em contraste com o bem mais interessante "Final destination" do título original - a série chega agora a seu quinto capítulo, depois de um vexaminoso quarto episódio que utilizava-se da tecnologia 3D para esconder um roteiro frágil e sem novidades. O novo filme, dirigido por Steven Quale - diretor de segunda unidade do sucesso "Avatar" - não é exatamente uma perfeição de técnica e roteiro, mas apaga a má impressão de seu antecessor e ainda, de quebra, oferece algumas surpresas ao espectador que vem acompanhado a série por mais de uma década.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como sempre acontece, tudo começa com um espetacular acidente. Dessa vez, o jovem aspirante a chef de cozinha Sam Lawton (Nicholas D'Agosto) tem uma visão do desabamento de uma ponte e consegue tirar a namorada Molly (Emma Bell) e outros seis colegas de trabalho de dentro do ônibus que é vítima da tragédia. Logicamente, os sobreviventes do acidente passam a morrer de forma bizarra (e é preciso dar-se crédito à imaginação e criatividade dos roteiristas em inventar as mais estapafúrdias mortes). E é isso. Assim como em todos os outros filmes da série, a história é o que menos importa (ainda que dessa vez exista uma ligação bastante interessante com o primeiro episódio, mostrada nas cenas finais).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em resumo, "Premonição 5" é um bom programa para quem gosta da franquia e de levar alguns sustos, mas há muito tempo que tudo deixou de ser novidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-8638225064528407040?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/8638225064528407040/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=8638225064528407040&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/8638225064528407040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/8638225064528407040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/09/premonicao-5.html' title='PREMONIÇÃO 5'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-9196276092553250216</id><published>2011-09-19T12:44:00.000-03:00</published><updated>2011-09-19T12:44:11.131-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CINEMA 2011'/><title type='text'>PRONTA PARA AMAR</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.wildaboutmovies.com/images_7/little_bit_of_heaven_ver3.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" rba="true" src="http://www.wildaboutmovies.com/images_7/little_bit_of_heaven_ver3.jpg" width="216" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Pelo trailer, parecia ser pior, mas "Pronta para amar" até que não chega a incomodar. Vendido como comédia romântica, na verdade o filme de Nicole Kassel está mais para um dramalhão ao estilo "Tudo por amor" revestido com uma camadinha de bom humor e pela simpatia natural de sua estrela, Kate Hudson - ainda que aqui ela interprete uma personagem que em determinados momentos chega a ser bem difícil de lidar. Tendo como galã o mexicano Gael García Bernal - um ponto positivo, diga-se de passagem - "Pronta para amar" é uma típica sessão da tarde, que pode agradar aos fãs do gênero mesmo que nunca ultrapasse a barreira do lugar-comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marley Corbett, a protagonista interpretada por Hudson é uma jovem publicitária que foge de um relacionamento sério como o diabo da cruz. Bonita, bem-sucedida e desejada, ela leva um golpe quando descobre estar com câncer em estágio avançado. Depois de ter uma alucinação onde encontra Whoopi Goldberg fazendo as vezes de Deus, ela percebe que alguma coisa muito importante falta em sua vida e acaba se envolvendo com seu médico, o jovem Julian Goldstein (Gael García Bernal um tanto desconfortável com o inglês, mas com o carisma intacto). Enquanto luta contra a doença, ela precisa também melhorar sua relação com os pais (Kathy Bates e Treat Williams), cuja separação ela de certa forma culpa por seu medo de compromissos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final das contas, "Pronta para amar" é daqueles filmes feitos para levar a plateia às lágrimas, mesmo que conte com momentos de genuíno humor (principalmente por conta da participação de Peter Dinklage como um garoto de programa anão). Tem uma trilha sonora inspirada, um casal central atraente e não engana o público prometendo milagres que não irá fazer. É um filme simples, recomendado para quem gosta de chorar mas não faz questão de obras-primas. Poderia ser bem pior.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-9196276092553250216?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/9196276092553250216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=9196276092553250216&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/9196276092553250216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/9196276092553250216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/09/pronta-para-amar.html' title='PRONTA PARA AMAR'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-1624170525864746660</id><published>2011-09-12T10:00:00.001-03:00</published><updated>2011-09-12T10:52:12.849-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CINEMA 2011'/><title type='text'>PROFESSORA SEM CLASSE</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.shoppingblog.com/2011pics/cameron_diaz_bad_teacher_poster.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" nba="true" src="http://www.shoppingblog.com/2011pics/cameron_diaz_bad_teacher_poster.jpg" width="215" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Vamos fazer um exercício. Lembre da pior comédia que você já assistiu na vida. Agora multiplique sua falta de graça e vulgaridade (ou outro atributo que o tenha levado a elegê-la) por dez. Agora acrescente Cameron Diaz e sua habitual canastrice. Pronto. Assim dá pra ter uma ideia (ainda que pífia) do que é "Professora sem classe", uma das mais execráveis produções já cometidas pelos agressores da sétima arte. Dirigido (força de expressão) por Jake Kasdan, o filme é um verdadeiro atentado ao bom gosto e uma ofensa àqueles que levam o cinema a sério (ou ao menos buscam um mínimo de inteligência quando escolhem um filme para se divertir). E é também um incomensurável&amp;nbsp;teste de paciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cameron Diaz (que ainda acredita que é engraçada e boa atriz) vive Elizabeth Halsey, uma professora de ensino fundamental que, depois de ser chutada pelo noivo, não vê outra alternativa na vida a não ser voltar a lecionar. Crente de que a melhor forma de arrumar um marido rico é aumentando seus seios (hilário, não?), ela resolve apelar para todo tipo de artimanha para isso (desde tornar-se líder de uma maratona de lavagem de carros até roubar o gabarito de uma prova tipo ENEM). Enquanto isso, ela ainda encontra tempo para rivalizar com outra professora, a chatinha Amy Squirrell (Lucy Punch, novamente exagerando na composição), pelas atenções de um colega, Scott Delacorte (Justin Timberlake, coitado, que deve estar no filme a convite da ex-namorada Cameron).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É impossível listar o montante de equívocos de "Professora sem classe". Desde o roteiro, inundado de piadas (!!) sem o menor fundamento até a atuação do elenco (sem exceção estão todos ridiculamente over), tudo no filme é de um inacreditável mau-gosto. Nem mesmo os fãs de humor politicamente incorreto conseguirão rir das situações forçadas da trama - que inclui uma indescritível cena de sexo entre Diaz e Timberlake vestidos.... É de se pensar apenas nos motivos que podem levar alguém a querer produzir um lixo desse naipe (talvez os produtores soubessem que a maior parte do público realmente não liga muito para qualidade, haja visto a bilheteria de mais de 200 milhões de dólares mundo afora.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simplesmente irritante, intragável e inacreditável, "Professora sem classe" é uma vergonha para todos os envolvidos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-1624170525864746660?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/1624170525864746660/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=1624170525864746660&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/1624170525864746660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/1624170525864746660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/09/professora-sem-classe.html' title='PROFESSORA SEM CLASSE'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-257859183933860199</id><published>2011-09-11T12:45:00.000-03:00</published><updated>2011-09-11T12:45:25.582-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CINEMA 2011'/><title type='text'>AMIZADE COLORIDA</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://0.tqn.com/d/movies/1/0/8/c/X/friends-with-benefits-poster.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://0.tqn.com/d/movies/1/0/8/c/X/friends-with-benefits-poster.jpg" width="216" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Já está virando moda. Filmes sobre casais que elegem o sexo como base para seu relacionamento - sem que exista nenhum outro tipo de vínculo sentimental - e depois se apaixonam pipocaram nas telas de cinema como nunca nesse último ano, com qualidades variadas. Houve o ótimo "Amor e outras drogas", com Jake Gylenhaal e Anne Hathaway e houve o tenebroso "Sexo sem compromisso", com Natalie Portman e Ashton Kutcher. No meio do caminho entre os dois fica "Amizade colorida", o divertido e sexy filme estrelado por Justin Timberlake e Mila Kunis e dirigido por Will Gluck, cujos créditos anteriores incluem o pouco visto (mas muito engraçado "A mentira").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No filme de Gluck, a bela Kunis interpreta Jamie, uma caça-talentos de Nova York que convence o jovem diretor de arte Dylan (vivido com surpreendente timing cômico por Timberlake) a sair de Los Angeles e mudar-se para a Grande Maçã, para trabalhar para a revista GQ. Ambos saídos de relacionamentos fracassados, Jamie e Dylan tornam-se amigos e, bonitos, inteligentes e sexies, resolvem iniciar uma relação de sexo sem compromisso. Logicamente as coisas não andam da maneira com que eles pretendem (mas seguem à risca as comédias românticas que Jamie adora): eles se apaixonam um pelo outro, ainda que a princípio não o percebam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logicamente o roteiro de "Amizade colorida" é repleto de clichês (e é o tipo de filme cujo final se adivinha só de olhar-se o cartaz). Mas a grande sacada - e que o diferencia de bombas como "Sexo sem compromisso" - são alguns diálogos realmente engraçados, os coadjuvantes afiados e que não servem apenas para fazer piada (Patricia Clarkson e Richard Jenkins, ambos de "A sete palmos" estão ótimos) e a química sensacional entre seus protagonistas. Kunis, que já se atracou com Natalie Portman em "Cisne negro", já provou que não tem pudores e Timberlake mostra-se extremamente à vontade em cenas que mixam com equilíbrio invejável uma sensualidade discreta e um bom-humor muito bem-vindo. Mesmo quando não estão na cama, Kunis e Timberlake convencem o público que estão apaixonados (mesmo que não o saibam) e conseguem o que qualquer dupla romântica sonha em filmes como este: uma torcida por seu final feliz. E Will Gluck sabe, como poucos cineastas recentes, brincar com as referências pop do espectador e utilizá-las a seu favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem que "Amizade colorida" não vai mudar a vida de ninguém, nem tampouco consegue escapar da previsibilidade. Mas o faz de uma maneira tão charmosa e despretensiosa que é impossível não cativar a audiência. Uma bela surpresa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-257859183933860199?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/257859183933860199/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=257859183933860199&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/257859183933860199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/257859183933860199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/09/amizade-colorida.html' title='AMIZADE COLORIDA'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-1557783379113332127</id><published>2011-09-09T11:59:00.000-03:00</published><updated>2011-09-09T11:59:06.002-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='LITERATURA'/><title type='text'>DUPLA FALTA</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://gazetadearacariguama.com.br/images/LIVRO--Dupla-Falta.gif" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" nba="true" src="http://gazetadearacariguama.com.br/images/LIVRO--Dupla-Falta.gif" width="221" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Em "Precisamos falar sobre o Kevin", a escritora norte-americana Lionel Shriver investigou, através de uma chacina adolescente, a relação doentia entre mãe e filho, proporcionando ao leitor uma viagem dolorosa por dentro da mente de uma mulher culpada por não ser a figura maternal que a sociedade impunha. Em "O mundo pós-aniversário", ela convidou os leitores a um fascinante jogo de probabilidades onde uma mulher se dividia entre sua vida afetiva estável e um relacionamento que prometia loucas aventuras - apenas para concluir que não há caminhos fáceis ou certos. Em seu terceiro livro publicado no Brasil, "Dupla falta" (Ed. Intrínseca), Shriver mais uma vez seduz o público com seu talento em fazer com que os mais íntimos sentimentos e pensamentos soem menos doentios do que parecem a uma primeira visão, tornando-os humanos e, portanto, passíveis de perdão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A protagonista de "Dupla falta" é Willy Novinsky, uma jovem cuja maior paixão, desde a infância, é o tênis. Dedicada e quase obsessiva, aos 23 anos - e caminhando rumo a uma posição de destaque no ranking mundial - ela conhece e cai de amores por Eric Oberdorf, um rapaz a quem a vida sempre facilitou tudo. Formado em Matemática, rico, bonito e adorado pela família, ele retribuiu seu amor à primeira vista e os dois se casam, apesar da falta de apoio do treinador de Willy, com quem ela teve um caso em seus primórdios como tenista. Depois do casamento, porém, a felicidade que a relação prometia começa a escassear. O motivo? Eric, também um tenista - mas que não tem o esporte como principal meta de vida - inicia uma escalada veloz rumo ao topo do ranking, enquanto Willy passa a experimentar uma estagnação inesperada. Logicamente, o sucesso do marido transforma todo o amor que ela sentia por ele em uma competição e uma inveja avassaladoras, o que atrapalha de maneira irreconciliável a relação entre os dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto em "O mundo pós-aniversário" a autora utilizava a sinuca como pano de fundo para uma trama intrigante e sufocante sobre relacionamentos, aqui é o mundo do tênis, com seus campeonatos, seu glamour e sua quase crueldade com os jogadores que assume o papel de cenário. Se os primeiros capítulos podem incomodar o leitor com suas descrições de jogadas e torneios, em pouco tempo Shriver retoma as rédeas e apresenta suas melhores armas: personagens bem delineados e psicologicamente acurados e uma prosa densa mas nunca pedante. Situar sua estória nas quadras de tênis, na verdade, é apenas uma tentativa (válida, diga-se de passagem) de tirar suas personagens dos cenários clichês de tramas como a sua (galerias de arte, restaurantes, etc) para universos menos conhecidos do público. E, o que é ainda melhor, faz com que o leitor se identifique com sua protagonista, mesmo que ela não seja exatamente uma pessoa agradável ou sadia (ao menos em termos racionais). É fácil entender suas motivações, mesmo porque a situação explicitada poderia ter lugar em qualquer ambiente, em qualquer relacionamento, com quaisquer pessoas com um mínimo de competitividade. E esse é o grande trunfo da escritora, que ainda presenteia o público com um final absolutamente coerente e nada previsível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Dupla falta" é um livro excelente, que mais uma vez comprova o imenso talento de Lionel Shriver, uma das vozes mais potentes da nova literatura norte-americana. Imperdível como seus dois trabalhos anteriores.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-1557783379113332127?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/1557783379113332127/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=1557783379113332127&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/1557783379113332127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/1557783379113332127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/09/dupla-falta.html' title='DUPLA FALTA'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-8636826121248869529</id><published>2011-09-07T15:19:00.000-03:00</published><updated>2011-09-07T15:19:00.289-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CINEMA 2011'/><title type='text'>O HOMEM DO FUTURO</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-AVSkDU089cI/TgVFmu3SEXI/AAAAAAAAD0I/j04odEfoyIE/s400/o-homem-do-futuro-poster.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" nba="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-AVSkDU089cI/TgVFmu3SEXI/AAAAAAAAD0I/j04odEfoyIE/s320/o-homem-do-futuro-poster.jpg" width="216" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;É preciso dar mão a palmatória e assumir que o cinema nacional vem atingindo um nível técnico bastante elogiável. Problemas de som e edição, tão comuns nos anos 70 e 80 -&amp;nbsp; e que foram grandes responsáveis pela evasão do público - hoje em dia praticamente inexistem, ainda que sempre dê para melhorar. Uma prova disso é "O homem do futuro", terceiro longa do cineasta Claudio Torres. Tecnicamente apurado - até mesmo os discretos efeitos visuais são bem realizados -&amp;nbsp;a obra&amp;nbsp;é perceptivelmente bem cuidada em termos visuais e sonoros. Infelizmente, há algo de ligeiramente errado no filme. Talvez seja porque falta o humor brejeiro do trabalho anterior de Torres, a bem-sucedida comédia "A mulher invisível". Ou talvez seja porque tudo soa como dèja-vu: qualquer fã de cinema já viu a história contada aqui em outros filmes, que vão desde a nostalgia do já&amp;nbsp;clássico "De volta para o futuro" até o pessimismo do surpreendentemente bom "O efeito borboleta". O&amp;nbsp;que resulta disso? Um filme bem dirigido, com ótimos atores e um roteiro razoavelmente consistente, mas que peca por não surpreender em momento algum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história de "O homem do futuro" não ofende ninguém. O cientista João (Wagner Moura), também conhecido como "Zero" devido a um trauma ocorrido vinte anos atrás, está em vias de descobrir uma nova forma de energia que lhe dará fama e fortuna - assim como para sua patrocinadora,&amp;nbsp;Sandra (Maria Luisa Mendonça). Um problema durante um teste, porém, o leva para o dia 22 de novembro de 1991, justamente a data em que foi humilhado pela mulher que amava, a bela Helena (Alinne Moraes). Chegando no passado, João resolve ajudar a sua versão mais jovem e impedir que ele sofra as decepções vindouras. Ao conseguir isso, porém, ele altera o futuro para uma versão mais sombria para Helena e seu melhor amigo, além de tornar-se um canalha de marca maior. Para consertar o erro, uma outra versão sua também resolve viajar ao passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, tudo em "O homem do futuro" lembra a comédia estrelada por Michael J. Fox&amp;nbsp;em 1985. A boa notícia é que Torres não apenas faz uma homenagem ao gênero "viagens no tempo": ele também leva o espectador a experimentar uma própria volta a seu passado, com uma trilha sonora inteligente - que dá importância crucial a "Tempo perdido", da banda Legião Urbana - e piadas bem sacadas, ainda que nunca brilhantes ou originais (e é possível que essa ausência de um humor mais fácil é que faça falta no resultado final). Contando com um elenco extremamente competente (Wagner Moura convence em todas as suas versões), o diretor apresenta um trabalho correto (característica que mantém desde sua estreia, o pouco visto "Redentor") mas que não empolga sua audiência. O filho mais velho&amp;nbsp;de Fernanda Montenegro ainda deve ao público um produto à altura do talento demonstrado até aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final das contas, "O homem do futuro" é uma diversão ingênua e inofensiva, um programa razoável para um domingo chuvoso. Mas - com exceção da técnica - não acrescenta muito à filmografia nacional.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-8636826121248869529?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/8636826121248869529/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=8636826121248869529&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/8636826121248869529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/8636826121248869529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/09/o-homem-do-futuro.html' title='O HOMEM DO FUTURO'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-AVSkDU089cI/TgVFmu3SEXI/AAAAAAAAD0I/j04odEfoyIE/s72-c/o-homem-do-futuro-poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-4213384509905641958</id><published>2011-09-02T12:50:00.001-03:00</published><updated>2011-09-02T13:04:40.175-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='LITERATURA'/><title type='text'>POLANSKI, UMA VIDA</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://xpress.superpedido.com.br/Imagens/Capas201108/9788520927786.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://xpress.superpedido.com.br/Imagens/Capas201108/9788520927786.jpg" width="214" xaa="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O cineasta Roman Polanski não é uma unanimidade - e nem pretende ser, a julgar por seus trabalhos e sua polêmica vida pessoal - mas é inegável que tem em seu currículo alguns dos mais perturbadores filmes do século XX, como "Repulsa ao sexo", "O bebê de Rosemary" e, por que não?, "Lua de fel". Vítima de uma infância sofrida - a mãe morreu em um campo de concentração - e de uma vida adulta repleta de acontecimentos nada corriqueiros - a mulher, Sharon Tate, grávida de oito meses foi assassinada barbaramente em 1969 e ele próprio fugiu dos EUA, acusado de estupro de uma menor de idade em 1977 - o diretor polonês tem, no mínimo, uma trajetória que merecia uma biografia decente. Infelizmente não é isso que acontece em "Polanski, uma vida", escrita por Christopher Sandford e publicada no Brasil pela Nova Fronteira. Não dá pra saber ao certo se o problema é a tradução sofrível, os erros de português da revisão, a superficialidade do texto ou os erros factuais cometidos pelo autor, mas ler o livro até seu final é uma experiência mais tenebrosa que os sonhos de Rosemary, personagem do filme mais famoso do biografado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A orelha do livro diz que Sandford é uma das figuras mais proeminentes da área da cultura nos EUA, o que, a princípio, encoraja bastante o leitor (apesar da ideia inexplicável de oferecer a José Wilker (??) o prefácio do livro, três páginas em que mais uma vez o ator e pretenso crítico de cinema não fala nada com nada...). Acontece que, se Sandford é realmente a sumidade que parece, a área da cultura americana está precisando urgentemente de uma renovação. Alguns trechos da obra são simplesmente chocantes de tão rasos - é impressionante o resumo ridídulo que ele faz de "O bebê de Rosemary", por exemplo, assim como sua descrição dos acontecimentos posteriores à morte de Tate - e outros de um psicologismo barato de assustar qualquer leitor. E é bom nem questionar erros crassos como dizer que "Chinatown"&amp;nbsp;fez boa&amp;nbsp;bilheteria no mesmo verão de 1974 que "Guerra nas estrelas", que, como todo mundo sabe, estreou três anos depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o problema maior de Polanski, uma vida - se ser mal escrito já não é problema grande o bastante - é sua edição. É imperdoável que uma editora experiente como a Nova Fronteira tenha publicado um livro com tantos erros de diagramação e revisão, que deixam alguns trechos absolutamente incompreensíveis (e, corrijam-me se eu estiver errado, mas a nova ortografia manda que o adjetivo abrupta passe a ser escrito ab-rupta??). Em resumo, foi uma tortura ler essa biografia de um nome tão interessante da sétima arte. Meu consolo é que em breve estaremos assistindo a seu novo filme, "O deus da carnificina", que promete muito, por sua assinatura e pelo elenco de ouro (Jodie Foster, Kate Winslet, John C. Reilly e Christoph Waltz). Roman Polanski não merecia mais essa provação em sua vida!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-4213384509905641958?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/4213384509905641958/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=4213384509905641958&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/4213384509905641958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/4213384509905641958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/09/polanski-uma-vida.html' title='POLANSKI, UMA VIDA'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-5237950582752885281</id><published>2011-08-29T19:34:00.000-03:00</published><updated>2011-08-29T19:34:05.549-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EM DVD 2011'/><title type='text'>UM NOVO DESPERTAR</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-dn6-SPkmdpc/Tf5gYmhbimI/AAAAAAAAQcI/Hpa_M3c8v8o/s1600/the-beaver-movie.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="225" src="http://2.bp.blogspot.com/-dn6-SPkmdpc/Tf5gYmhbimI/AAAAAAAAQcI/Hpa_M3c8v8o/s320/the-beaver-movie.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Atriz respeitada e&amp;nbsp;cineasta bissexta, Jodie Foster é um dos nomes de maior prestígio e confiabilidade dentro da indústria hollywoodiana. Inteligente e sensível, é uma das poucas atrizes que dispensam notícias na mídia para manter-se sempre em evidência, mesmo que de vez em quando entre em um período sábatico que priva o espectador de sua presença. Tendo tudo isso em vista não deixa de ser surpreendente que ela tenha escolhido justamente "Um novo despertar" para marcar seu retorno à cadeira de diretora - depois do delicado "Mentes que brilham" (92) e do leve "Feriados em família" (96). Dono de uma trama um tanto quanto surreal, o filme co-estrelado por ela e por seu amigo Mel Gibson naufragou nas bilheterias - muito devido às polêmicas do astro, envolvido em violência doméstica - e dividiu a crítica. Mas, apesar da bizarrice da ideia central - e de um certo ar de autoajuda - é um filme que merece uma conferida, principalmente devido à delicadeza com que Foster comanda o espetáculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mel Gibson está bem na pele de Walter Black, o executivo de uma fábrica de brinquedos que, segundo a brilhante sequência inicial, está passando por uma séria depressão. Seu casamento com Meredith (Jodie Foster, discreta em seu papel quase coadjuvante) está na corda bamba e seu relacionamento com o filho adolescente Porter (o ótimo Anton Yelchin) não é o que pode ser chamado de saudável - o rapaz passa os dias listando suas semelhanças com o pai, na tentativa de extirpá-las de si. Uma noite, depois de uma bebedeira por ter se separado da mulher, ele encontra o fantoche de um castor e, conversando com ele, descobre uma nova maneira de encarar a vida. Exigindo que todos que o rodeiam passem a se comunicar com o animal - inclusive seus empregados e a própria família - ele não apenas descobre um novo sentido para a vida (??) como tira a empresa da crise financeira e criativa pela qual esta passava. Ao mesmo tempo, logicamente, preocupa todos à sua volta, inclusive a mulher e o filho mais velho, que, por sua vez, está envolvido com a problemática colega de escola Norah (Jennifer Lawrence), que tenta lidar com a morte trágica do irmão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deixa de ser irônico que Foster - estrela de filmes barra-pesada como "Taxi driver", "Acusados" e "O silêncio dos inocentes" - seja tão delicada em seus trabalhos como diretora. Em "Um novo despertar", é seu olhar carinhoso e sensível que transforma uma fábula surreal e quase boba em um filme não apenas plenamente assistível mas também capaz de emocionar aos mais sensíveis (e aqueles que entrarem no clima da trama um tanto absurda). É notável também o talento da atriz em conduzir seus atores - em especial os jovens Anton Yelchin e Jennifer Lawrence, cuja história de amor retratada no filme dá sentido ao roteiro e a seus clichês. A própria Foster brilha mesmo em um papel relativamente pequeno e Mel Gibson está convincente em um papel difícil que quase foi parar nas mãos de Steve Carrell e Jim Carrey, o que, com certeza, acentuaria o tom cômico da história - que torna-se, em determinado momento, bastante sombria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Um novo despertar" é um filme curioso, criado por gente extremamente talentosa. Certamente não é um filme que vai agradar a todo mundo - principalmente devido a seu tema - mas não deixa de ser honesto e alto-astral (e que faz um belo uso da melancólica "(Exit music) for a film", da banda inglesa Radiohead em uma cena crucial). Jodie Foster é uma diretora que tem muito a dizer, mas ainda não nos presenteou com sua obra-prima.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-5237950582752885281?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/5237950582752885281/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=5237950582752885281&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/5237950582752885281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/5237950582752885281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/08/um-novo-despertar.html' title='UM NOVO DESPERTAR'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-dn6-SPkmdpc/Tf5gYmhbimI/AAAAAAAAQcI/Hpa_M3c8v8o/s72-c/the-beaver-movie.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-3680132229232933918</id><published>2011-08-23T20:47:00.001-03:00</published><updated>2011-08-24T10:03:24.620-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='HOMENAGENS'/><title type='text'>A FLOR DE OBSESSÃO FARIA 99 ANOS</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://sobreavidadotcom.files.wordpress.com/2011/07/nelson-rodrigues.jpg?w=440&amp;amp;h=320" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="232" src="http://sobreavidadotcom.files.wordpress.com/2011/07/nelson-rodrigues.jpg?w=440&amp;amp;h=320" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Espeto, minha filha, espeto! O tempo passa e, estivesse vivo hoje em dia, o anjo pornográfico Nelson Rodrigues estaria completando 99 anos de idade. Quase um século desde que nasceu em Recife. Quase um século desde sua primeira expulsão de uma casa de família quando ainda era um inocente "cabeçudo como um anão de Velasquez". Quase um século de vida do homem que testemunhou mais tragédias familiares que qualquer membro do clã Kennedy - e exorcizou-as nos palcos, sendo atacado como uma ratazana prenhe. Quase um século desde que o Brasil viu nascer um de seus maiores e mais importantes jornalistas, dramaturgos, polemistas e escritores. Quase um século desde que nasceu o pai de criações inesquecíveis que se tornaram parte do inconsciente coletivo nacional, como a sensual Engraçadinha (mais amoral que um bichinho de avenca), a complexa Alaíde, o gângster marginal Boca-de-Ouro, o jornalista sensacionalista Amado Ribeiro... Mas como será que Nelson - na verdade um defensor aguerrido do núcleo familiar a ponto de ter tido duas diferentes em sua trágica vida - enxergaria o mundo como está hoje?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com seus olhos críticos e com sua aridez de três desertos, provavelmente Nelson teria um choque ao presenciar no que se transformou a sensualidade nacional. Se em sua época ele já achava que a nudez feminina havia perdido todo o seu suspense e mistério é de imaginar o que ele diria ao presenciar a invasão sistemática das vulgares mulheres-frutas. E é possível imaginá-lo com sua voz grave e arrastada a declarar a respeito de coisas como Calypso, Restart e afins: "O que se está fazendo aqui é uma música popular brasileira, que não é popular nem brasileira e vou além: - nem música." E é provável que&amp;nbsp; ainda estivesse esperançoso com a 9ª colocação de seu Fluminense no Campeonato Brasileiro - e sobre o empate com o Vasco talvez declarasse em alto e bom som que "o empate é um resultado mais depressivo do que a própria derrota."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nelson Rodrigues faz falta. É de se imaginar o que ele poderia aprontar em nosso teatro se vivo ainda fosse e produzindo ainda estivesse. É sorte de um povo ter à sua disposição uma obra vasta e tão importante quanto a de Nelson, felizmente mais à mão hoje em dia do que em seus dias de vida. Graças a Ruy Castro, autor da bela biografia "O anjo pornográfico" e organizador da reedição da obra do dramaturgo pela Companhia das Letras no início dos anos 90, atualmente ler Rodrigues é fácil. Mais do que isso, é obrigatório. Se, como ele mesmo declarou, "a morte é um grande despertar", sua passagem, em dezembro de 1980, despertou o público para sua genialidade e força dramática. Comemoremos a eternidade de sua obra! Feliz aniversário, flor de obsessão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS - Para quem ainda não leu "O anjo pornográfico": tá esperando o que???????????&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-3680132229232933918?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/3680132229232933918/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=3680132229232933918&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/3680132229232933918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/3680132229232933918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/08/flor-de-obsessao-faria-99-anos.html' title='A FLOR DE OBSESSÃO FARIA 99 ANOS'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-6280705640150047159</id><published>2011-08-22T22:13:00.002-03:00</published><updated>2011-08-23T19:32:14.916-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CINEMA 2011'/><title type='text'>A ÁRVORE DA VIDA</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.tvprime.pt/wp-content/uploads/2011/03/tree-of-life-poster-3.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://www.tvprime.pt/wp-content/uploads/2011/03/tree-of-life-poster-3.jpg" width="235" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Confesso: não sou fã de Terrence Malick. Não faço parte do fã-clube de um dos cineastas mais incensados pela crítica especializada, principalmente por não conhecer a fundo sua (pequena) obra. Acho "Além da Linha Vermelha" bastante enfadonho. E não tenho muita paciência para filmes-cabeça. Por isso, quando entrei na sessão de "A Árvore da Vida", seu mais novo e recente trabalho, eu estava desprovido de expectativas exageradas e&amp;nbsp; também de qualquer opinião pré-formada (apesar de muitas críticas negativas que pipocavam à minha volta). Sentei na poltrona com a mente aberta, esperando ser tocado de alguma forma pela história proposta pelo cineasta. E não me arrependi. Ainda que não seja a obra-prima alardeada a quatro ventos pelos mais entusiásticos seguidores de Malick tampouco é o soporífero descrito por seus detratores. "A Árvore da Vida" é um belo exercício de estilo, uma comovente história familiar, uma poderosa reflexão sobre a vida e a morte. Poderia ser menos lento e menos longo em alguns momentos? Em uma primeira visão, sim. Mas mexer na estrutura e até mesmo no ritmo do filme o aniquilaria. "A Árvore da Vida" é o que é. Alguns aplaudem, outros vaiam. Todos precisam ver para dar a sua opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Narrado de maneira fragmentada, "A Árvore da Vida" conta, basicamente, a história de uma típica familia americana de classe média dos anos 50, liderada por um pai um tanto déspota e sem maiores arroubos de carinho (interpretado por um surpreendente Brad Pitt) e uma mãe delicada e juvenil que aguenta calada a forma quase tirana com que o marido comanda a casa (a ótima Jessica Chastain). Narrada pelo filho mais velho, Jack (vivido por Sean Penn na maturidade e pelo impressionante Hunter McCracken na infância), a trajetória da família é intercalada por imagens que remetem às origens da vida no planeta, enquanto os personagens questionam Deus a respeito de suas dúvidas sobre a vida, a morte e a justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A bem da verdade não dá para recriminar a parte da plateia que vem rechaçando "A Árvore da Vida" de forma tão violenta. Malick não faz concessões em seu trabalho, e por vezes seus objetivos estéticos e metafísicos não são claros o bastante para agradar a um público cuja predisposição a filmes mais contemplativos está cada vez mais atrofiada - e muita gente de bom-gosto também não comprou as ideias do cineasta, alimentando ainda mais a polêmica sobre a qualidade artística do projeto. No entanto, mesmo que as discussões que o filme tenta levantar não cheguem a entusiasmar de forma geral, é inegável que, quando fala de sentimentos em seu filme, o diretor de "Terra de Ninguém" é capaz de emocionar até mesmo o mais insensível dos mortais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É quando deixa de lado suas intenções filosóficas que Terrence Malick atinge um ponto nevrálgico no coração do espectador. É a complexa relação entre Jack e seu pai (cuja frieza se alterna com raros momentos de delicadeza e carinho) e sua vida em família (seu relacionamento com a mãe quando bebê é adorável) que eleva "A Árvore da Vida" a um nível emocional de rara pungência e verdade. Qualquer pessoa que teve uma infância em família, que tem lembranças a partilhar, que tem traumas guardados e/ou tem aquela sensação nostálgica no peito tem tudo para desabar em lágrimas. É um paradoxo que, justamente quando o filme se afasta de suas ambições de ser pretensamente original que consegue captar o coração do espectador - e fazer mais sentido do que busca suas imagens da natureza (belissimamente fotografadas, diga-se de passagem). E para isso conta com atuações inspiradíssimas de Brad Pitt (fazendo todo mundo esquecer que ele é Brad Pitt, com um personagem crível e bem desenvolvido), Jessica Chastain e do menino Hunter McCracken, que não precisa nem falar para transmitir o turbilhão de sentimentos pelos quais passa seu personagem. Apenas Sean Penn soa deslocado, mas é um pecado menor em um filme tão repleto de qualidades - que incluem a edição espetacular e o visual de tirar o fôlego em algumas sequências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conceito de "A Árvore da Vida" pode não ter agradado a gregos e troianos. Mas a coragem de Terrence Malick em levar adiante um projeto tão pessoal já merece aplausos. Seu novo filme é um clássico instantâneo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-6280705640150047159?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/6280705640150047159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=6280705640150047159&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/6280705640150047159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/6280705640150047159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/08/arvore-da-vida.html' title='A ÁRVORE DA VIDA'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-4102532907995875258</id><published>2011-08-21T23:23:00.002-03:00</published><updated>2011-11-30T23:04:36.182-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='TV'/><title type='text'>ADEUS À "INSENSATO CORAÇÃO"</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Y98uUkq9fXM/ThWffu2LHbI/AAAAAAAADMY/b7qpYF4p01s/s400/mundonovelasinsensatocora%25C3%25A7ao1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-Y98uUkq9fXM/ThWffu2LHbI/AAAAAAAADMY/b7qpYF4p01s/s320/mundonovelasinsensatocora%25C3%25A7ao1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Houve um tempo em que uma novela de Gilberto Braga era sucesso certo. Porém, o homem que legou à teledramaturgia obras marcantes como "Dancin' Days", "Água viva", "Corpo a corpo" e principalmente "Vale tudo" - escrita em parceria com Leonor Bassères e Aguinaldo Silva antes que este se tornasse um blogueiro venenoso e metido a polêmico - parece estar passando por uma severa crise de criatividade. Tudo bem que novela nunca é exatamente algo surpreendente, mas "Insensato Coração", que acabou sua carreira na última sexta-feira mostrou que Braga, apesar de ainda manter algumas características que lhe deram fama, precisa urgentemente se reinventar. Logicamente, a trama foi muitíssimo melhor do que sua antecessora&amp;nbsp; - a insuportável "Passione" - mas o criador de nomes antológicos da TV, como Julia Mattos, Odete Roitman, Maria de Fátima Aciolly, Felipe Barreto e Laura Prudente da Costa já teve melhores momentos. Abaixo, um resumo sobre o que deu e o que não deu certo em "Insensato Coração".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;OS ERROS&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. &lt;i&gt;A DUPLA CENTRAL&lt;/i&gt; - Está para existir um par romântico central mais intragável do que Pedro Brandão e Marina Drumond. Além de extremamente chatos, foram interpretados (força de expressão) por uma duplinha lamentável. Paola Oliveira não fez nada além de choramingar o tempo todo e Eriberto Leão... bom, o rapaz poderia voltar à Oficina da Globo para aprender que, quando um personagem fica furioso ele não precisa necessariamente bufar, arregalar os olhos e se babar. Paola culpou sua falta de talento à pressa com que teve que assumir o papel, abandonado por Ana Paula Arósio. Imaginem se Gabriel Braga Nunes tivesse sido escolhido para ser Leo desde o início do projeto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. &lt;i&gt;JONATAS FARO&lt;/i&gt; - Em "Malhação" ainda vá, mas escalar atores só pela carinha bonita para o horário nobre é de chorar. O ex-marido de Danielle Winits chocou o espectador com sua total falta de preparo para viver Rafa, o filho de bom coração do banqueiro corrupto Cortez e da socialiate politicamente correta Clarisse (os ótimos Herson Capri e Ana Beatriz Nogueira). Era constrangedor ver Jonatas forçando o choro em cenas dramáticas ou tentando convencer o público em seus momentos romãnticos com Cecilia (Giovana Lancelotti, relativamente bem). E no início da novela ele ainda por cima estava de uma magreza assustadora...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.&lt;i&gt;DEBORAH SECCO&lt;/i&gt; - Chega, né? Já é hora da audiência perceber que Deborah Secco é atriz de um papel só. Seja como Darlene ou Bruna Surfistinha ou Sol ou Céu (ou qualquer outro papel, mas qualquer mesmo, qualquer qualquer, como diz a música de Caetano e Gil), Secco é sempre a mesma coisa. Só mesmo quem não tem senso crítico ainda consegue se divertir com suas repetições monótonas. Em "Insensato Coração" ela ainda teve a sorte de contracenar com Ricardo Tozzi e Leonardo Miggiorin (como Douglas e Roni, respectivamente), que tornaram suas cenas menos difíceis de aturar. Mas alguém realmente gostou do final feliz de sua Natalie Lamour?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. &lt;i&gt;O FREIO ÀS REFERÊNCIAS SOBRE HOMOSSEXUALIDADE&lt;/i&gt; - Quando a novela estreou muito se falou sobre a exposição que teria do tema da homossexualidade, com um número recorde de personagens gays e discussões a respeito de homofobia, preconceito e descoberta do desejo. Até depois de pouco mais da metade da trama, tudo transcorria normalmente, com respeito e delicadeza. Aí a hipocrisia reinou: a emissora mandou maneirar no tratamento do assunto, cenas foram cortadas e a discussão ficou restrita à violência. Foi importante, sim, e um passo à frente. Mas a censura da Globo foi um retrocesso feio e vergonhoso. Beijo gay não pode, mas assassinar um homossexual a pontapés não tem problema. Vai entender esse país!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. &lt;i&gt;O FINAL PREVISÍVEL &lt;/i&gt;- Culparam a Internet pelo vazamento dos capítulos finais da novela, mas o fato é que todo o mistério acerca da morte de Norma e os pretensos finais-surpresa deixaram o espectador na mão. Ainda que o motivo que levou Wanda (Natalia do Vale em ótimo momento) a dar cabo de Norma na última semana da trama tenha sido relativamente compreensível, ficou no ar a sensação de "eu já sabia". Foi-se o tempo em que assassinatos nas novelas eram realmente misteriosos (e a reprise de "Vale Tudo" no Canal Viva apenas confirma a teoria) e, além disso, acabaram a história com uma morte anti-climática do vilão Leo. E nem é bom comentar clichês como Marina começando o trabalho de parto em um casamento (dos bons Camila Pitanga e Antonio Fagundes) e as festas que sempre batem ponto nos últimos capítulos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;OS ACERTOS&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. &lt;i&gt;GLÓRIA PIRES&lt;/i&gt; - Se alguém ainda tinha dúvidas a respeito do talento imenso de Glorinha ela calou a boca de todos. Ainda que sua Norma tenha demorado a concretizar a vingança que prometia desde o princípio da trama (e que nem de longe tenha enterrado as vilanias de Maria de Fátima, como declarou a atriz antes da estreia) é inegável o domínio da técnica televisiva de Glória, que tornou-se dona da novela assim que sua história passou a dominar o Twitter e outras redes sociais. Sua química com Gabriel Braga Nunes, Juliano Cazarré e Cristina Galvão comprova a teoria: bons atores, em companhia de outros bons atores, apenas crescem e brilham ainda mais. Uma pena foi seu final patético... Ela merecia bem mais por ter carregado a novela nas costas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. &lt;i&gt;GABRIEL BRAGA NUNES&lt;/i&gt; - Há males que vem pra bem. A saída de Fábio Assunção da novela no início das gravações acabou provando-se uma bênção. Gabriel Braga Nunes aproveitou seu primeiro papel de destaque na Globo para implodir toda e qualquer concorrência. Seu Leonardo Brandão foi o vilão mais interessante e fascinante dos últimos tempos e o ator deu conta do recado com visível satisfação. Suas cenas com Eriberto Leão eram de dar dó pela discrepância de talentos, mas quando estava ao lado de Glória Pires, Antonio Fagundes e Natália do Vale, o filho da atriz Regina Braga não deixava pedra sobre pedra. Sua recompensa já veio: ele assinou um generoso contrato com a emissora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. &lt;i&gt;ANA LÚCIA TORRE&lt;/i&gt; - Não era preciso muita coisa para que Ana Lúcia Torre roubasse as cenas com a sua venenosa Tia Neném. A veterana atriz foi tão feliz na composição da personagem que os autores resolveram mantê-la na história até o final (ela morreria esfaqueada pelo personagem do português Ricardo Pereira). Palmas para Gilberto Braga e Ricardo Linhares por darem espaço a uma atriz tão brilhante!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. &lt;i&gt;OS NOVATOS&lt;/i&gt; - Sempre que uma novela estreia há espaço para novos talentos. Em "Insensato Coração" não foi diferente. Logicamente que coisas como Jonatas Faro estão no lote, mas boas surpresas também esperam os espectadores. Dessa vez, tivemos revelados os ótimos Juliano Cazarré (excepcional como Ismael), Bruna Linzmeier (como a bela Leila) e Kiko Pissolato (como o malandro Manolo), além da consagração de dois atores já com alguma experiência que atingiram o sucesso merecido: o hilariante Ricardo Tozzi como Douglas e o impressionante Thiago Martins como o pitboy Vinícius, que comprovou que ainda vai muito longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. &lt;i&gt;O RITMO ÁGIL&lt;/i&gt; - "Insensato Coração" meio que inaugurou uma nova forma de contar histórias em novelas, contando com a participação especial de dezenas de atores em papéis cruciais mas efêmeros. Passaram pela trama nomes como Tarcísio Meira, Vera Fischer, Ana Beatriz Nogueira, Nívea Maria, Cristiana Oliveira, Fernanda Paes Leme, Bia Seidl e Angela Vieira, dando um ritmo novo à trama. A agilidade da história compensou em vários momentos a pasmaceira do casal principal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre mortos e feridos, salvaram-se todos. "Insensato Coração" não foi nem de longe a melhor novela de Gilberto Braga, mas foi interessante o bastante para manter a atenção da audiência e consagrar aqueles que merecem. O pior é saber que nos próximos meses o público vai ter que aturar mais uma história sem graça de Aguinaldo Silva.... Bom saber que, pelo menos até março de 2012 minhas noites estarão livres....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-4102532907995875258?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/4102532907995875258/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=4102532907995875258&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/4102532907995875258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/4102532907995875258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/08/adeus-insensato-coracao.html' title='ADEUS À &quot;INSENSATO CORAÇÃO&quot;'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Y98uUkq9fXM/ThWffu2LHbI/AAAAAAAADMY/b7qpYF4p01s/s72-c/mundonovelasinsensatocora%25C3%25A7ao1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-2606394069452603110</id><published>2011-08-15T21:00:00.000-03:00</published><updated>2011-08-15T21:00:00.868-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CINEMA 2011'/><title type='text'>SUPER 8</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://cinemacomrapadura.com.br/imagens/2011/04/super8-poster.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://cinemacomrapadura.com.br/imagens/2011/04/super8-poster.jpg" width="215" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;É impossível assistir-se à "Super 8" - nova incursão de J.J. Abrahams, o criador de "Lost" nas telas de cinema - sem perceber claramente a influência de seu produtor Steven Spielberg. Todo mundo que foi criado seguindo uma dieta recheada de filmes como "ET", "Poltergeist, o fenômeno", "Os Goonies" e "Contatos Imediatos de Terceiro Grau" vai ficar fascinado com a forma com que Abrahams conseguiu atingir a essência do cinema-pipoca do maior representante do estilo e depurá-la para realizar uma obra que, a despeito de seu tom nostálgico e quase infanto-juvenil, é uma delícia para aqueles que ainda acreditam que cinema é entretenimento acima de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Super 8" se passa em 1979, em Lillian, Ohio, uma pequena cidade americana que se parece exatamente com os subúrbios de "ET" e "Poltergeist". É lá que vive o pequeno Joe Lamb (o sensacional Joel Courtney), que acaba de perder a mãe em um trágico acidente de trabalho. Filho de Jackson Lamb (Kyle Chandler, um Robert Forster mais jovem), Joe tenta superar a tristeza ajudando seu melhor amigo Charles (Riley Griffiths) a realizar um filme em super-8, um thriller sobre mortos-vivos. Especialista em maquiagem e efeitos especiais, Joe é peça fundamental na equipe do parceiro, que acaba de convidar a bela Alice Dainard (Elle Faning) a juntar-se à trupe. Durante uma filmagem noturna, o grupo (formado ainda por outros quatro colegas) testemunha um espetacular acidente de trem que desencadeia na cidade uma sucessão de acontecimentos bizarros (os cães desaparecem, a eletricidade vai e volta e pessoas somem sem deixar vestígios). A história se complica quando Charles descobre que sua câmera continuou filmando apesar do desastre e a dupla de pré-adolescentes descobre que tudo foi causado por um ser alienígena que, ao que parece, tem contas a acertar com a Força Aérea que invade o local (liderados por Noah Emmerich).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das maiores diversões de "Super 8" é tentar descobrir elementos em comum entre o filme em si e a filmografia referencial de Spielberg (ainda que o próprio Abrahams diga que foi quase tudo inconsciente). Basta prestar atenção que muita coisa pode ser percebida (o protagonista solitário, os rituais de passagem, a violência inofensiva e até o final que resvala no clichê melodramático). Mas ainda assim o novo filme do cineasta que deu vida nova à "Jornada nas Estrelas" tem uma personalidade própria, que o impede de ser considerado uma cópia ou apenas uma homenagem competente. Abrahams tem domínio narrativo, sabe sustentar o suspense, é exímio diretor de atores (o elenco infantil é fabuloso) e, melhor ainda, não trata o público como bobo (coisa que outros filmes produzidos por Spielberg recentemente, como "Transformers", faz explicitamente). Além do mais, dá bons sustos na plateia e apresenta um desastre de trem filmado de maneira impressionante, capaz de fazer cair o queixo do mais blasé dos espectadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Super 8" é uma sessão da tarde às antigas, para reunir os amigos e assistir comendo pipoca. Até se estende mais do que deveria, mas é um oásis de criatividade perto das bobeiras que o cinema adolescente anda produzindo. E não deixa de ser também muito engraçado assistir - durante os créditos finais - o filme de zumbis criado por Charles e Joe. Às vezes é bom voltar à infância cinematográfica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-2606394069452603110?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/2606394069452603110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=2606394069452603110&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/2606394069452603110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/2606394069452603110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/08/super-8.html' title='SUPER 8'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-6666509376905178944</id><published>2011-08-11T22:42:00.001-03:00</published><updated>2011-08-13T22:58:28.912-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CINEMA 2011'/><title type='text'>CONFIAR</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-WpTClYPdM5w/TeY88OARTaI/AAAAAAAAFd4/yO0KPJeis4k/s1600/trust-2010iii_poster.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-WpTClYPdM5w/TeY88OARTaI/AAAAAAAAFd4/yO0KPJeis4k/s320/trust-2010iii_poster.jpg" width="216" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Depois de dez anos na pele do nerd Ross Geller na série "Friends" a última coisa que se poderia esperar de David Schwimmer é que ele fosse dirigir um filme tão difícil quanto "Confiar". Seguindo o caminho inverso do mais fácil - comandar comédias ou manter-se no gênero como ator - ele construiu um drama familiar sóbrio e contemporâneo que foge das lágrimas fáceis e dá espaço a seus atores brilharem. Ainda que vez ou outra soe como um filme feito para a TV (pela falta de ousadia visual em comparação com a escolha do tema), a segunda incursão de Schwimmer como cineasta - a primeira foi a comédia romântica "Maratona do amor" - mostra uma surpreendente sensibilidade e uma discrição sempre bem-vinda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A protagonista de "Confiar" é Annie (Liana Liberato), uma adolescente de 14 anos de Chicago, parecida com todas as adolescentes de sua idade e classe social. Promissora atleta do time de vôlei da escola, inteligente e filha carinhosa, ela sofre também com todas as inconstâncias e dúvidas da puberdade. Sua falta de auto-confiança só diminui quando ela está diante da tela do computador, conversando apaixonadamente com Charlie, um jovem de sua idade que mora em outro estado. Conforme sua relação com o rapaz vai tornando-se mais íntima, ela começa a descobrir que ele mentiu sua idade e que é mais velho do que dizia. Isso não a impede de conhecer seu namorado virtual, na verdade um homem de mais de 35 anos (vivido por Chris Henry Coffey) que a leva a um motel e a força a manter relações sexuais. Quando descobre que foi abusada por um pedófilo, Annie entra em conflito com os próprios pais (interpretados por Clive Owen e Catherine Keener), porque não deixa de sentir-se atraída de uma maneira pouco convencional por seu agressor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O roteiro de "Confiar" tem a inteligência de escapar das várias armadilhas em que poderia cair ao tratar de um assunto tão polêmico. Em momento algum Schwimmer cai na tentação de apelar para o mórbido ou o chocante, preferindo deixar quase tudo na mente do espectador (ainda que a cena da "sedução" seja bastante claustrofóbica e opressiva) e de Will, o pai da vítima, em uma atuação soberba de Clive Owen. É através de Will que o filme se desenvolve, mostrando a angústia de um pai ao perceber a própria impotência diante de um crime tão brutal e ao culpar-se de erros que nem sequer sabia estar cometendo (e que talvez nem estivesse). Essa linha de não tentar impor uma verdade é o que há de mais valioso em "Confiar". As relações entre Annie e a família (marcadas por uma distância paradoxal após a agressão) e entre ela e o criminoso (em quem jamais deixa de acreditar mesmo diante de provas) são complexas, honestas e dramaticamente convincentes, em especial graças ao talento do elenco escolhido pelo jovem diretor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se foi a adolescente Liana Liberato quem levou o prêmio de melhor atriz no Festival de Cinema de Chicago, ela deve muito da força de seu trabalho a seus colegas de cena, todos muito além do comum. Viola Davis nem precisa se esforçar muito na pele da psicóloga Gail Friedman para mostrar que merece urgentemente um filme como protagonista (sua colega de "Dúvida", ninguém menos que Meryl Streep, já afirmou isso). E Clive Owen e Catherine Keener estão no tom exato como os pais amorosos e dedicados que veem sua estrutura familiar começar a ruir devido a um ato de violência. É na força do elenco e do tema forte mas nunca apelativo - e que se presta a inúmeras discussões sobre o papel da Internet na sociedade e na família nos dias que seguem - que "Confiar" se sustenta. E um futuro alvissareiro se mostra diante de David Schwimmer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais cinema em www.clenio-umfilmepordia.blogspot.com&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; www.confrariadecinema.com.br&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; www.cinematotal.com.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-6666509376905178944?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/6666509376905178944/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=6666509376905178944&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/6666509376905178944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/6666509376905178944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/08/confiar.html' title='CONFIAR'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-WpTClYPdM5w/TeY88OARTaI/AAAAAAAAFd4/yO0KPJeis4k/s72-c/trust-2010iii_poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-5471484698978410100</id><published>2011-08-09T19:57:00.001-03:00</published><updated>2011-08-12T13:24:53.206-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CINEMA 2011'/><title type='text'>QUERO MATAR MEU CHEFE</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.intoleravel.com.br/wp-content/uploads/2011/07/horrible-bosses-poster-1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://www.intoleravel.com.br/wp-content/uploads/2011/07/horrible-bosses-poster-1.jpg" width="213" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Às vezes, para se divertir realmente em uma sala de cinema é preciso deixar do lado de fora alguns preconceitos e embarcar na proposta do diretor sem criar muita expectativa, em especial quando se trata de uma comédia. Fazer rir é uma arte, e infelizmente nem todo mundo ri das mesmas coisas (se assim fosse, coisas como "Vovó...zona" e "As branquelas" seriam banidas de exibição no planeta). De vez em quando, porém, alguns filmes atingem aquela zona comum entre vários públicos e, mesmo que não possam ser considerados exatamente diversão de alta classe, conseguem fazer rir desde fãs de Woody Allen até seguidores de Jim Carrey. Foi isso que aconteceu, por exemplo, com "Se beber, não case", que virou febre e rendeu continuação. E é isso que também ocorre com "Quero matar meu chefe", uma divertidíssima bobagem que segue a linha do já citado "Se beber", mas com um humor menos grosseiro. Quer dizer, UM POUCO menos grosseiro. A fórmula é quase a mesma (três protagonistas talentosos mas pouco conhecidos jogados&amp;nbsp;em uma situação extrema), mas aqui dois elementos fazem a grande diferença: um roteiro mais desenvolvido e um elenco coadjuvante hilariante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem: antes que me atirem pedras, devo esclarecer que, quando digo que o roteiro é mais desenvolvido eu estou falando sobre a trama mais redonda, personagens secundários mais interessantes e um final mais satisfatório do que "Se beber, não case" (referência maior por ter sido o deflagrador de maior sucesso da onda de comédias adultas atuais). O script não é estarrecedor nem inovador, é uma sequência de piadas muito engraçadas - em níveis diferentes mas sempre hilárias, seja em referências culturais (e até mesmo Alfred Hitchcock é citado) ou apelando para o baixo nível (convenhamos, é uma comédia que não quer aumentar o QI de ninguém, apenas fazer rir). Mas é um roteiro defendido com garra por um elenco impecável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O discreto Jason Bateman vive Nick Hendricks, que acaba de ter sua promoção roubada pelo próprio patrão, o egocêntrico, ciumento e venal Dale Harken (Kevin Spacey deitando e rolando em um papel que lembra seu trabalho no pouco visto "O preço da ambição"). O pouco conhecido Jason Sudeikis interpreta Kurt Buckman, homem dedicado ao trabalho que vê o herdeiro da empresa, o viciado em cocaína e mulherengo Bobby Pellitt (um irreconhecível Colin Farrell tirando sarro da própria imagem) com intenções de dilapidar o patrimônio de seu falecido pai. E o sensacional Charlie Day faz o papel de Dale Arbus, um assistente de dentista que, recentemente noivo, é assediado sexualmente pela chefe, a ninfomaníaca Julia Harris (Jennifer Aniston), que ainda por cima o chantageia. Sofrendo com o ódio que sentem por seus superiores, os três amigos tem a ideia de eliminá-los. Contando com a ajuda do misterioso Motherfucker Jones (Jamie Foxx, também ótimo), eles bolam um plano infalível que os livrará para sempre do jugo cruel dos poderosos chefões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É para entrar na sala de cinema com uma única coisa na cabeça: é uma comédia, e como tal deve ser apreciada. A química entre o elenco central - e os brilhantes coadjuvantes - e o ritmo ágil que nunca deixa a plateia descansar entre uma situação bizarra e outra são qualidades gritantes, mas é essencial que o público compre a brincadeira. Se não é seu tipo de comédia, fuja, vá rever "Meia-noite em Paris" sem problema. Mas quem gosta de rir sem preocupação com o politicamente correto ou quem está disposto a deixar a sisudez de lado por pouco menos de duas horas, é um prato cheio. E é melhor que "Se beber, não case", um perfeito exemplo de alucinação coletiva. Tenho dito!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-5471484698978410100?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/5471484698978410100/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=5471484698978410100&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/5471484698978410100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/5471484698978410100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/08/quero-matar-meu-chefe.html' title='QUERO MATAR MEU CHEFE'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-5875060613550867538</id><published>2011-08-08T22:34:00.000-03:00</published><updated>2011-08-08T22:34:24.611-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CINEMA 2011'/><title type='text'>O CASAMENTO DO MEU EX</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://onlinemovieplace.com/wp-content/uploads/2010/09/the_romantics_poster.gif" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://onlinemovieplace.com/wp-content/uploads/2010/09/the_romantics_poster.gif" width="216" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Ok, tudo bem que todo mundo adora jogar pedras em comédias românticas, acusando-as de serem umas iguais às outras, sem criatividade e sem mudar nem mesmo os elencos. Mas nem isso justifica que um filme como "O casamento do meu ex" seja feito. Talvez com o objetivo de dar mais densidade a um gênero tão criticado, a diretora/roteirista/produtora Galt Niederhoffer optou por polir sua trama com um falso verniz intelectualóide, como se citar John Keats fosse o bastante para disfarçar um roteiro incongruente e gratuito. Também autora do romance que deu origem ao filme, Niederhoffer tencionou entregar ao público um drama geracional, mas só o que consegue é provocar bocejos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A trama nem é tão original quanto deveria: um grupo de amigos de faculdade se reúne para celebrar o casamento da delicada Lila (a insuportável Anna Paquin). Uma das madrinhas do casamento é sua melhor amiga, Laura (Katie Holmes), que tem suas próprias razões para não estar nada empolgada com a cerimônia: ela ainda é apaixonada pelo noivo, o charmoso Tom (Josh Duhamel), com quem manteve um caloroso romance que acabou de forma abrupta. Enquanto o noivo tenta tomar coragem em levar adiante sua decisão e Laura força seus sentimentos para não ofender a amiga, os demais convidados fazem um balanço de suas vidas até então e uma troca de casais começa a insinuar-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maior problema de "O casamento do meu ex" (cujo título nacional força a semelhança com outras bobagens ao menos mais divertidas) é a absoluta falta de sentido de seu roteiro. Os personagens criados por Niederhoffer não tem carisma e suas atitudes são imaturas e não dão espaço para maiores discussões ou interesse. A "troca de casais" sugerida pela trama - que acontece apenas pela metade - é gratuita e deslocada e até mesmo o triângulo amoroso central é sofrível. Katie Holmes substituiu Liv Tyler (e assumiu um papel de produtora executiva) mas não consegue convencer como atriz dramática. Josh Duhamel se esforça mas funciona melhor como o galã bobalhão de filmes menos ambiciosos como "Juntos pelo acaso". E Anna Paquin consegue ser irritante mesmo quando está em silêncio nas cenas. Seu trabalho é tão fraco e sua personagem tão chata que fica difícil imaginar o que alguém como Tom poderia querer casando-se com ela, e isso fragiliza toda a estrutura da trama central.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo, "O casamento do meu ex" é a prova cabal de que comédias românticas previsíveis, ainda que não acrescentem nada à história do cinema, ao menos divertem sua audiência cativa. O drama raso proposto por Gail Niederhoffer só serve para provocar sono no público. Tentar ser eruditoe profundo sem o ser chega a ser vergonhoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais cinema em www.clenio-umfilmepordia.blogspot.com&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; www.confrariadecinema.com.br&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; www.cinematotal.com.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-5875060613550867538?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/5875060613550867538/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=5875060613550867538&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/5875060613550867538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/5875060613550867538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/08/o-casamento-do-meu-ex.html' title='O CASAMENTO DO MEU EX'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-5346999394519326413</id><published>2011-08-04T22:27:00.001-03:00</published><updated>2011-08-04T23:10:51.986-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CINEMA 2011'/><title type='text'>CAPITÃO AMÉRICA</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-M5MSYBUd7Yw/TgaGZMrT_TI/AAAAAAAAMbM/SAF2U-mCrdU/s1600/captain+america+poster_Jun11.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-M5MSYBUd7Yw/TgaGZMrT_TI/AAAAAAAAMbM/SAF2U-mCrdU/s320/captain+america+poster_Jun11.jpg" width="202" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.c7nema.net/galeria/albums/userpics/10001/captain-america-poster.jpeg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;O cineasta Joe Johnston tem no seu currículo alguns filmes que podem ser tranquilamente encaixados na categoria "entretenimento rápido e eficaz", como o longínquo "Querida, encolhi as crianças" e o divertido "Jumanji", mas também consegue ficar muito aquém das expectativas, como o comprovam "Jurassic Park III" e "O lobisomem". De certa forma a sua visão de um ícone ianque, o Capitão América, pode ser considerado um meio-termo entre seus dois extremos. Não é um show de filme como "X-Men" mas também não chega a ser tão risível quanto "Quarteto fantástico" (sintomaticamente com o mesmo Chris Evans no elenco). É um passatempo honesto, escapista e, que, apesar de parecer mais longo do que realmente é (corriqueiros 124 minutos) consegue ser bem-sucedido o suficiente para não fazer feio diante de pesos-pesados como "Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2" em termos de bilheteria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira parte de "Capitão América" é a melhor. Johnston consegue criar um bom clima de tensão ao mostrar o comportamento dos EUA diante da guerra e da ameaça nazista e apresenta seu protagonista Steve Rogers de maneira simpática e convincente (em especial graças à computação gráfica que transformou o fortinho Chris Evans em um esquelético aspirante a soldado). Apaixonado pela ideia de defender seu país contra Hitler e seus asseclas, ele é rejeitado inúmeras vezes devido a seu físico franzino e à fragilidade de sua saúde. Só quem vê nele alguém capaz de colaborar no conflito é Abraham Erskine (Stanley Tucci), um cientista que criou um soro com possibilidade de transformar pessoas comuns em super-soldados. O problema é que o soro também está nas mãos de Johann Schmidt (Hugo Weaving), um oficial nazista que tem ambições ainda maiores que as do III Reich. Transformado em herói, Rogers vira o Capitão América, um ídolo nacional, mas, cansado de ser apenas um fantoche em apresentações artísticas, ele resolve partir pro ataque quando vê seu melhor amigo, Bucky (Sebastian Stan) ser prisioneiro de guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os fãs mais xiitas do Capitão América tal como é visto nos quadrinhos da Marvel provavelmente não gostaram do filme de Johson, uma vez que ele não tem a aura de seriedade dos filmes dos mutantes de "X-Men", por exemplo. Aqueles que vão às salas de cinema com o objetivo de curtir duas horas de diversão, porém, terão pela frente tudo aquilo que o cinemão-pipoca de Hollywood pode oferecer: cenas grandiosas de ação, humor um tanto duvidoso, romance em doses homeopáticas (entre o protagonista e a militar vivida pela fraquinha Hayley Atwell) e um vilão com pretensões megalomaníacas (apesar da maquiagem de Hugo Weaving fazer a audiência lembrar de "O Máskara", com Jim Carrey a cada momento). Chris Evans faz o que pode com uma personagem bastante unidimensional e a aparição de Samuel L. Jackson na cena final remete imediatamente a "Os Vingadores", que estreia em 2012 (e é a maior aposta da Marvel para o ano que vem). É diversão! E como tal pode ser elogiado. Mas não esperem maiores elocubrações filosóficas ou psicológicas. É pegar a pipoca e um bom lugar na sala de exibição.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-5346999394519326413?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/5346999394519326413/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=5346999394519326413&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/5346999394519326413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/5346999394519326413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/08/capitao-america.html' title='CAPITÃO AMÉRICA'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-M5MSYBUd7Yw/TgaGZMrT_TI/AAAAAAAAMbM/SAF2U-mCrdU/s72-c/captain+america+poster_Jun11.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-6074638140269196508</id><published>2011-08-04T00:01:00.000-03:00</published><updated>2011-08-04T00:01:38.664-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CINEMA 2011'/><title type='text'>HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE - PARTE 2</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-SxMn-rEkh9E/TeRA5Ni-ScI/AAAAAAAAADg/ONMvCYDlfBY/s1600/Harry-Potter-7-Parte-2-Novo-Poster.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-SxMn-rEkh9E/TeRA5Ni-ScI/AAAAAAAAADg/ONMvCYDlfBY/s320/Harry-Potter-7-Parte-2-Novo-Poster.jpg" width="216" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Mais de dez anos separam as estreias de "Harry Potter e a Pedra Filosofal" e "Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2". Sendo assim, as adaptações da série literária criada pela inglesa J. K. Rowling são mais do que simplesmente produtos cinematográficos: são companheiros de toda uma geração, que criou-se acompanhando, primeiro nos livros e posteriormente na telona, as aventuras de um bruxinho de bom coração que precisa lidar com seu talento para a magia e com as ameaças de um vilão cruel e assustador. Logicamente os fãs devem estar inconsoláveis com o final da saga, mas em compensação eles podem se gabar de algo que é bastante raro nesse árido deserto de ideias que é Hollywood: seus filmes foram melhorando com o tempo e seu capítulo final é, sem dúvida, um filme de orgulhar até o mais cético dos leitores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia da Warner Bros de dividir o último livro em dois filmes soou, a príncipio, uma forma de explorar até o final a galinha dos ovos de ouro do estúdio. Quem assistiu aos dois filmes, porém, foi obrigado a dar a mão a palmatória. Da forma que está, separado em dois capítulos, "As relíquias da morte" é o perfeito exemplo de adaptação que respeita os convertidos e não esnoba os espectadores eventuais: é filmado com cuidado, tem uma técnica de cair o queixo, uma trilha sonora impecável e, mais do que tudo, um elenco afinado e que mergulha na fantasia sem medo de parecer ridículo. Ao lado dos ótimos e fiéis Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint, estão atores do porte de Alan Rickman, Julie Walters, Gary Oldman, Emma Thompson, Helena Bonham-Carter e Michael Gambon. Em nenhum momento eles se comportam como se estivessem em um blockbuster raso: em cena, eles estão tão à vontade quanto em um palco britânico declamando Shakespeare. E é essa seriedade, essa entrega, essa verdade que fazem de "As relíquias da morte" o filmaço que é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem não sabe, é nesse filme que Harry Potter finalmente tem seu embate final com seu nêmesis, o Lord Voldemort (em uma assustadora e antológica atuação de Ralph Fiennes) - e, como seus fãs cresceram como ele, o diretor David Yates não tem medo de apelar para criaturas apavorantes, cenas violentas e efeitos visuais de arrepiar. Foi-se o tempo em que Potter e seus colegas corriam risco apenas nas partidas de quadribol: agora é a morte que está à espreita (e filmada como foi, é realmente empolgante substituir jogos inocentes por duelos fatais). Podem até reclamar que o filme poderia ter sido um só, mas ver Harry Potter no cinema é um prazer tão ingênuo e divertido que certamente todos os espectadores que já deixaram mais de um bilhão de dólares nas bilheterias desde sua estreia poderiam tranquilamente aguentar terceira, quarta e quinta partes...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-6074638140269196508?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/6074638140269196508/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=6074638140269196508&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/6074638140269196508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/6074638140269196508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/08/harry-potter-e-as-reliquias-da-morte.html' title='HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE - PARTE 2'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-SxMn-rEkh9E/TeRA5Ni-ScI/AAAAAAAAADg/ONMvCYDlfBY/s72-c/Harry-Potter-7-Parte-2-Novo-Poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-4185017584162827827</id><published>2011-08-01T20:15:00.001-03:00</published><updated>2011-08-01T20:16:33.482-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EM DVD 2011'/><title type='text'>DOIS FILMES COM JENNIFER ANISTON</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://screencrave.frsucrave.netdna-cdn.com/wp-content/uploads/2011/02/just-go-with-it-2-13-11.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212" src="http://screencrave.frsucrave.netdna-cdn.com/wp-content/uploads/2011/02/just-go-with-it-2-13-11.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Jennifer Aniston é uma boa atriz. Ficar dez anos no ar com o mesmo sucesso não é pra qualquer um, e os fãs saudosos de "Friends" que o digam. Mas a ex- sra. Brad Pitt não se acerta no cinema. Tudo bem que está muito melhor do que seus colegas de elenco, mas não tem coragem de ousar e se arriscar em outro gênero que não comédias românticas - e quando fez isso, com o soturno "Por um sentido na vida", recebeu muitos elogios da crítica. Porém, enquanto ela não ousa e parte pro ataque, o público é obrigado a se contentar em vê-la sempre fazendo o mesmo papel, mudando apenas o colega de cena. Quem duvida que assista a esses dois filmes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;CAÇADOR DE RECOMPENSAS&lt;/i&gt; - O diretor Andy Tennant tem bons filmes no currículo - como o belo "Anna e o rei" e o divertido "Hitch", com Will Smith - mas aqui errou feio. Aniston vive a jornalista Nicole Hurley que, em vias de desvendar um caso de homicídio que pode impulsionar sua carreira, passa a ser perseguido por Milo Boyd (Gerard Butler), um caçador de recompenas que pretende capturá-la e levá-la para a delegacia, onde ela está sendo procurada por ter faltado a uma audiência referente à agressão de um policial. O agravante da perseguição: Milo é o ex-marido de Nicole, e logicamente ambos ainda estão apaixonados um pelo outro, ainda que nem pensem em assumir o fato. A química entre Aniston e Butler é agradável, o ator pinta e borda com uma personagem que é a sua cara, mas o roteiro inventou de acrescentar uma desnecessária trama paralela (a investigação policial de Nicole) que tira o ritmo do filme a cada vez em que é lembrada. Vale como sessão da tarde, mas nada mais do que isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;ESPOSA DE MENTIRINHA&lt;/i&gt; - Adam Sandler chamou seu comparsa Dennis Dugan para comandar essa comédia bobinha que perde o rumo em sua segunda metade, mas ainda assim pode arrancar algumas gargalhadas (em especial em seu terço inicial, antes que as personagens partam em viagem para o Havaí). O humorista interpreta Danny Maccabee, um cirurgião plástico que, depois de abandonado no altar, nunca mais se interessou por compromissos sérios, pulando de cama em cama durante anos usando a velha desculpa da aliança de casado. Quando ele cai de amores pela fútil Palmer (Brooklyn Decker) a coisa muda de figura, mas, para conquistá-la, ele precisa convencê-la de que a aliança que ela encontrou em seu bolso não significa nada e que ele está se divorciando. Para fazer o papel de sua esposa nessa patética representação, ele pede ajuda à sua secretária, a bela Katherine (Aniston em pessoa), uma jovem divorciada e mãe de dois filhos pequenos. Logicamente ela aceita a proposta, todos viajam para o Havaí (em uma ideia sem muito cabimento) e lá encontram uma ex-colega de Katherine, a esnobe Devlin (Nicole Kidman totalmente perdida), que pode por tudo a perder. Quem assiste à novela "Insensato coração" talvez tenha percebido a semelhança da trama central com o romance entre as personagens de Petrônio Gontijo e Isabela Garcia, mas o fato é que o filme, apesar de ter seus momentos (em especial graças à menininha Bailee Madison, que vive a filha de Aniston, que sonha em ser atriz) é bastante derivativo e sem graça. Mais uma vez, o que vale é a presença sempre cativante de Aniston e a simpatia de Sandler.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-4185017584162827827?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/4185017584162827827/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=4185017584162827827&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/4185017584162827827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/4185017584162827827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/08/dois-filmes-com-jennifer-aniston.html' title='DOIS FILMES COM JENNIFER ANISTON'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-1593254924127194960</id><published>2011-07-26T13:33:00.000-03:00</published><updated>2011-07-26T13:33:12.889-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EM DVD 2011'/><title type='text'>O RETRATO DE DORIAN GRAY</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://content7.flixster.com/photo/11/91/28/11912861_gal.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="180" src="http://content7.flixster.com/photo/11/91/28/11912861_gal.jpg" t$="true" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Um dia, talvez nós, meros mortais fãs de cinema e literatura, possamos conseguir entender o que se passa na cabeça de certos produtores e/ou roteiristas de Hollywood. E talvez nesse dia façam sentido os absurdos a que somos submetidos vez ou outra (mas com mais frequência do que gostaríamos). Talvez nesse dia, por exemplo, entendamos os motivos que levaram o roteirista Toby Finlay (quem??) a tentar com tanto afinco destruir a obra-prima de Oscar Wilde. A versão cinematográfica de "O retrato de Dorian Gray" dirigida por Oliver Parker (que já mostrou ao mundo sua visão de "Othelo", de Shakesperare, estrelada por Laurence Fishburne) caminha razoavelmente bem até seu terço final, quando Finlay resolve então acrescentar novidades capazes de fazer com que o escritor irlandês se revire no túmulo. Uma pena, pois tudo poderia ter sido muito bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem não conhece a trama, Dorian Gray (vivido com graça e estilo por Ben Barnes) é um jovem de beleza extraordinária que chega à Londres vitoriana depois da morte de seu avô. Ingênuo e puro, logo ele desperta inúmeras paixões, inclusive e principalmente a de Basil Hallward (Ben Chaplin), um artista talentoso que pinta seu retrato com profunda exatidão. Aos poucos, porém, Dorian se deixa envolver pela boemia londrina e pelos vícios da alta sociedade, sempre incentivado pelo cínico Henry Wotton (Colin Firth). Conforme vai se deixando dominar pela devassidão e pela amoralidade - o que resulta inclusive na morte de uma jovem atriz, Sybil Vane (Rachel Hurd-Wood) - o rapaz começa a perceber que seu retrato é quem sofre as consequências de todos os seus atos de crueldade e egoísmo. Enquanto ele parece cada vez mais jovem e vigoroso, a pintura feita por Hallward se deteriora em seu porão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem que a literatura de Oscar Wilde não é exatamente apropriada ao cinema, já que sua prosa é muitas vezes deliciosa justamente por investigar os pensamentos mais recônditos de suas personagens - ao contrário de suas peças de teatro, que se prestam melhor a adaptações, ainda que nenhuma ainda tenha sido bem-sucedida na sétima arte. Em "O retrato de Dorian Gray", o escritor faz uma crítica mordaz à sociedade fútil da Inglaterra vitoriana e cria uma metáfora poderosa sobre a alma e o poder da arte. Em cinema essas sutilezas passam batidas e no filme de Parker a situação até poderia ter sido relevada se, no terço final da história tudo não tivesse sido virado de cabeça pra baixo. Talvez por não confiar na força do clímax do livro (e daí surge a pergunta: por que???) o roteirista inventou uma personagem nova (a filha de Henry Wotton, vivida por Rebecca Hall) e uma trama romântica que esvazia a história original. Quem nunca leu o livro de Wilde (e quem nunca leu tem a obrigação de correr à livraria mais próxima) nem se importa, mas os fãs do livro podem sofrer um ataque cardíaco tamanha heresia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colin Firth se diverte no papel de Henry Wotton (ao menos na primeira parte do filme). Ben Barnes sai-se bem como Dorian Gray, ainda que sua personalidade dúbia não tenha sido explorada a contento. E Oliver Parker tem bom-gosto estético e sabe conduzir o ritmo de seu filme. Mas "O retrato de Dorian Gray" merecia uma adaptação à altura de sua enorme qualidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-1593254924127194960?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/1593254924127194960/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=1593254924127194960&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/1593254924127194960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/1593254924127194960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/07/o-retrato-de-dorian-gray.html' title='O RETRATO DE DORIAN GRAY'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-4268745064398092005</id><published>2011-07-25T13:22:00.003-03:00</published><updated>2011-11-30T23:05:16.001-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EM DVD 2011'/><title type='text'>BRUNA SURFISTINHA</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://ci.i.uol.com.br/cinema/2011/02/22/deborah-secco-interpreta-garota-de-programa-em-bruna-surfistinha-1298400209662_300x420.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://ci.i.uol.com.br/cinema/2011/02/22/deborah-secco-interpreta-garota-de-programa-em-bruna-surfistinha-1298400209662_300x420.jpg" t$="true" width="228" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;É difícil afirmar o que é pior: um povo que não lê nada ou um povo que transforma coisas como "O doce veneno do escorpião" em best-seller. Em um país que é o berço de Machado de Assis, Guimarães Rosa, Erico Veríssimo, Nelson Rodrigues e Rubem Fonseca chega a ser constrangedor perceber que milhares de pessoas gastaram o seu suado dinheiro comprando algo tão baixo, mal escrito e sem conteúdo quanto o livro de Bruna Surfistinha, uma prostituta que tornou-se famosa ao criar um blog e contar suas aventuras sexuais - e que hoje está confinada a uma merecida vida de subcelebridade no reality show "A fazenda". Mas se o livro fez sucesso - e, pasmem, gerou duas continuações tão sofríveis quanto - é ainda mais vergonhoso que tenha sido adaptado para o cinema e levado milhões de pessoas às salas de exibição. A única conclusão que pode se chegar é a que brasileiros realmente precisam urgentemente de uma aula sobre cultura de qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem dá pra questionar os motivos que levaram o filme a ser feito. Um livro que vendeu tanto obviamente é material pronto para ser levado às telas e chamar a atenção da plateia e render uma grana preta - e ganhar dinheiro, afinal de contas, é o objetivo primordial de qualquer produtor. Se esse filme ainda puder incluir sexo e drogas (dois ingredientes que, sabemos todos, vendem) e ser estrelado por uma atriz popular (ainda que não seja exatamente um primor de talento) não tem erro: sucesso de bilheteria. Dito e feito. "Bruna Surfistinha" foi um grande sucesso de bilheteria, com mais de 1 milhão de espectadores lotando as salas pelo país afora. A pergunta que não quer calar é apenas uma: vale a pena? A resposta é também monossilábica: não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Bruna Surfistinha" é ruim. Como cinema e como ideologia. Como cinema, falta um roteiro melhor e personagens mais bem estruturados - a personalidade da protagonista é de uma pobreza franciscana... como ato de rebeldia resolve se prostituir (??!!??) e depois se entrega ao vício da cocaína e entra em declínio (bocejo). As cenas de sexo são rápidas e vulgares, que não excitam nem chocam. A trajetória de Bruna (que descobre todas as verdades da vida depois de ir pra cama com centenas de homens) é narrada de forma monótona e com um certo tom de moralismo que não combina com a personagem. E, convenhamos, Deborah Secco de garota de programa não é novidade pra ninguém... Em cena como Raquel Pacheco (de adolescente de baixa autoestima à piranha de alta classe) a atriz até tenta convencer que é dotada de talento, mas não acrescenta nada a sua coleção de caras e bocas a que todos que assistem a novelas tem acesso. Afirmaram que ela foi corajosa de tirar a roupa e fazer as cenas ousadas do filme. Coragem tem todos que pagaram pra assistir a isso... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Bruna Surfistinha" tem apenas uma qualidade: seu elenco de apoio. Mas é triste ver nomes como Drica Moraes e Cássio Gabus Mendes (que tem muito mais talento em uma mão do que Deborah no corpo todo) como coadjuvantes - e chega a dar vergonha alheia assistir à própria Bruna em uma pequena participação como hostess de um restaurante, tamanha sua falta absurda de talento. O cineasta estreante Marcus Baldini começou bem em termos comerciais. Mas ainda vai ter que provar que sabe contar uma história de forma decente. "Bruna Surfistinha" é como sua protagonista: não tem carisma nem personalidade. E é&amp;nbsp;ruim de doer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-4268745064398092005?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/4268745064398092005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=4268745064398092005&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/4268745064398092005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/4268745064398092005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/07/bruna-surfistinha.html' title='BRUNA SURFISTINHA'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-972384331912654557</id><published>2011-07-19T19:13:00.000-03:00</published><updated>2011-07-19T19:13:05.006-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EM DVD 2011'/><title type='text'>DOIS FILMES COM CLAIRE DANES</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://static.tvguide.com/MediaBin/Galleries/Shows/S_Z/Ta_Th/Temple_Grandin/season1/temple-grandin4.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="226" src="http://static.tvguide.com/MediaBin/Galleries/Shows/S_Z/Ta_Th/Temple_Grandin/season1/temple-grandin4.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Já faz tempo que Claire Danes deixou de ser a protagonista da saudosa série "Minha vida de cão" e tornou-se uma atriz respeitada - além de ter ficado mais linda do que nunca. Conhecida pela dupla romântica com Leonardo DiCaprio na versão lisérgica de "Romeu + Julieta" cometida por Baz Luhrmann em 1996, a hoje balzaquiana Danes anda numa fase tranquila da carreira, escolhendo papéis desafiadores ou produções menos espalhafatosas em termos comerciais. Hoje falarei de dois filmes com sua participação, um produzido para a TV a cabo americana e outro inédito no Brasil (mas lançado nos EUA em 2009).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;TEMPLE GRANDIN&lt;/i&gt; - Danes levou o Golden Globe, o Emmy, o prêmio do Screen Actors Guild e outros menos famosos por sua sensacional atuação nesse telefilme dirigido por Mick Jackson (de "O Guarda-costas") e inspirado em uma história real. A Temple Grandin do filme é uma jovem autista que, com a ajuda da mãe (Julia Ormond) e de um professor (David Strathairn, sempre ótimo), torna-se uma brilhante cientista que ajuda a transformar a criação de gado em uma atividade menos cruel e mais profissional. A direção de Jackson é acadêmica, mas extrai o melhor da interpretação de sua protagonista, que está irreconhecível na pele de uma mulher que, como é de se esperar, não era exatamente compreendida em suas ideias e idiossincrasias. O ritmo é lento e o assunto não é exatamente de interesse geral, mas Danes carrega tudo nas costas, ainda que sua personagem seja irascível em alguns momentos. Mas tem o padrão de qualidade a que estamos acostumados quando o produto tem a assinatura da HBO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;ME AND ORSON WELLES&lt;/i&gt; - Richard Linklater (diretor dos sublimes "Antes do amanhecer" e "Antes do pôr-do-sol") é quem assina esse misto de drama e romance sobre os bastidores do teatro, baseado em um romance desconhecido de Robert Kaplow. Aqui, Claire não faz o papel central, e sim, um dos interesses românticos do protagonista, o jovem estudante secundarista Richard Samuels (interpretado por Zac Efron). Fascinado com o mundo do teatro, o adolescente se vê envolvido em uma produção de "Júlio César", de Shakespeare, dirigida por ninguém menos do que Orson Welles (vivido aqui por Christian McKay, indicado ao BAFTA de coadjuvante) antes da fama por "Cidadão Kane". Enquanto ensaia para seu pequeno papel, Samuels tem contato com todas as intrigas de bastidores e com o gênio temperamental e quase ditatorial do diretor - que não hesita em dar papéis a mulheres que deseja, a despeito de ser casado. O filme de Linklater é leve, discreto e bem-humorado, mas falta a ele um foco mais rígido. Afinal de contas, que história ele quer contar? O encontro de Samuels com o teatro, sua relação com Welles, sua paixão pela ambiciosa atriz Sonja Jones (Claire Danes) e as dificuldades da montagem da peça dividem espaço quase igual no roteiro, o que acaba prejudicando o envolvimento da plateia e o aprofundamento das personagens. Ainda assim, é um programa simpático para fãs de teatro, de Orson Welles, de Zac Efron e de Claire Danes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-972384331912654557?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/972384331912654557/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=972384331912654557&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/972384331912654557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/972384331912654557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/07/dois-filmes-com-claire-danes.html' title='DOIS FILMES COM CLAIRE DANES'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-5163727056645846025</id><published>2011-07-18T13:38:00.000-03:00</published><updated>2011-07-18T13:38:31.775-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EM DVD 2011'/><title type='text'>UM LUGAR QUALQUER</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_vZGsHiJ_KwU/TTilyPlMvTI/AAAAAAAAA28/jJXaPEClERk/s1600/Somewhere-sofia-coppola-Stephen-dor.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="179" m$="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_vZGsHiJ_KwU/TTilyPlMvTI/AAAAAAAAA28/jJXaPEClERk/s320/Somewhere-sofia-coppola-Stephen-dor.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Quando estreou como atriz, em um papel-chave do capítulo final da trilogia "O poderoso chefão", Sofia Coppola foi praticamente apedrejada pela crítica e pelo público - e quem assistiu ao filme sabe que foi merecido. Dez anos depois, porém, ela se reinventou e, como roteirista e diretora, lançou o elogiado "As virgens suicidas", um delicado drama baseado no romance de Jeffrey Eugenides. Em 2003, ganhou um Oscar pelo roteiro do simpático "Encontros e desencontros" - que também lhe deu uma indicação às estatuetas de melhor filme e direção. O fracasso comercial e de crítica de "Maria Antonieta", versão modernosa estrelada por Kirsten Dunst não abalou sua carreira e em 2010, ela levou o prêmio de melhor direção no Festival de Veneza por "Um lugar qualquer", sua quarta incursão por trás das câmeras. Os detratores acusaram-na de ter se privilegiado do fato de seu ex-namorado Quentin Tarantino ter sido o presidente do júri. Os fãs fizeram ouvidos de mercador à ideia. Mas e o público médio frequentador de cinema? O que eles podem achar de seu filme?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar é preciso que se esclareça que a filmografia de Sofia não é exatamente direcionada ao público médio - ao menos ao público médio que gosta de diversão ligeira e que não exija muito do cérebro. Até mesmo "Encontros e desencontros" - seu filme mais popular - não é exatamente fácil. Sua obra mais pessoal normalmente é contemplativa, com ritmo de cinema europeu e com tramas quase imperceptíveis, quase como uma sucessão de pequenas anedotas ligadas por um fio de roteiro. Isso funcionou muito bem no encontro entre Bill Murray e Scarlett Johansson em "Encontros". Mas cansa depois de quinze minutos em "Um lugar qualquer".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez o protagonista é um ator de cinema. Johnny Marco (vivido por um Stephen Dorff eficiente mas sem carisma) é um astro de Hollywood, adorado pelo público mas cuja vida pessoal - como normalmente acontece em filmes que falam do lado obscuro da fama - é uma bagunça. Pulando de cama em cama, de relacionamento vazio em relacionamento vazio, ele passa por uma séria crise existencial, em que vê a apatia tomar conta de sua vida. Seu dia-a-dia só experimenta uma novidade quando ele recebe a visita da filha pré-adolescente Cleo (Elle Fanning, irmã de Dakota que prova que talento pode ser genético). É por causa de Cleo que ele começa a perceber que a vida é bem mais do que entrevistas coletivas, festas, coquetéis e sexo casual. E por causa dela ele descobre também que não é uma pessoa tão ruim quanto imaginava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixando de lado o fato de que a trama de "Um lugar qualquer" é clichê até para quem não sabe o significado da palavra, é necessário munir-se de muita paciência para se assistir ao quarto filme de Sofia. Monótono, arrastado e auto-referente, é um exercício de estilo que, ao mesmo tempo em que agrada aos fãs, tortura os desavisados. A bem da verdade não acontece nada durante todos os longos 97 minutos de duração. Tem quem ache que esse nada é algo epifânico e revelador da sensibilidade da diretora. Mas também tem quem acredita - e essa parcela talvez seja maior - que é hora da filha caçula de Francis dar uma nova guinada na carreira e provar que sabe oferecer algo mais além de sono e tédio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-5163727056645846025?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/5163727056645846025/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=5163727056645846025&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/5163727056645846025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/5163727056645846025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/07/um-lugar-qualquer.html' title='UM LUGAR QUALQUER'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_vZGsHiJ_KwU/TTilyPlMvTI/AAAAAAAAA28/jJXaPEClERk/s72-c/Somewhere-sofia-coppola-Stephen-dor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-4575416905542714237</id><published>2011-07-14T21:34:00.000-03:00</published><updated>2011-07-14T21:34:18.322-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='THEO'/><title type='text'>AVENTURAS AMOROSAS/SEXUAIS DE THEO - CAP. 02</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://hackearmsn.com.br/wp-content/uploads/2009/12/sinuca_online_no_msn.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://hackearmsn.com.br/wp-content/uploads/2009/12/sinuca_online_no_msn.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;- Bar com sinuca??? Você tem noção do que vai encontrar lá?&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu deveria ter dado ouvidos à Fernanda. Mulher hetero sabe o que se espera em um bar com sinuca. Mulher hetero frequenta bar com sinuca &lt;i&gt;e se diverte&lt;/i&gt;. Mais ainda, mulher hetero &lt;i&gt;caça &lt;/i&gt;em bar com sinuca. E se dá bem (dentro daquele conceito em que se dar bem é sair acompanhada de um determinado lugar, sem importar-se se a companhia sabe conjugar um verbo ou combinar as peças de roupa). Por isso, eu deveria ter seguido os conselhos da minha amiga e desistido de tentar surpreender o Rafael. Aliás, todas as vezes em que eu tento sair da minha zona de conforto e ser minimamente espontâneo eu só me fodo. Pensando bem, toda vez que eu tento fazer QUALQUER coisa eu me fodo. Se eu fosse ligeiramente inteligente eu jamais faria qualquer coisa em qualquer lugar com qualquer pessoa e ficaria esperando que as coisas acontecessem comigo, porque sempre que eu tento alguma coisa, o universo espera eu me empolgar pra me dar uma linda rasteira. &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Antes de seguir narrando minha longa jornada noite adentro em um assustador bar de sinuca, no entanto, é mandatório que eu explique quem é Rafael e o que me fez ter a ideia (ridícula, assumo) de procurá-lo no tal bar. Bem (sempre que vamos tentar dar razão às merdas que fazemos começamos com um "bem", como se essa preposição justificasse nossos erros... vai entender...) Bem, eu poderia simplificar tudo e dizer simplesmente que é um homem dos bons, o que já seria explicação suficiente para quem entende do riscado. Mas é preciso também dizer que, entre outras coisas, Rafael me deu todas - TODAS, vejam bem - as indicações de que estava muito disposto a levar adiante os beijos que havíamos trocados em uma quarta-feira à noite. Quem, no meu lugar, não daria uma chance ao acaso e apareceria - absolutamente sem querer, por acaso, por estar passando pela vizinhança e ter dado uma puta sede - no mesmo bar de sinuca onde ele daria uma canja como cantor? Sim, Braseeel, ele canta. E daria uma cantadinha de leve no tal bar no sábado. E me convidou a aparecer. Você não iria? Mentira sua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;- Nesses lugares só vão periguetes que se vestem na Duda Dreams!&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma pérola de sabedoria que eu, iludido (meu nome do meio, diga-se de passagem), ignorei terminantemente. Eu deveria saber que Fernanda, mesmo pairando elegante acima de todas as mulheres heterossexuais solteiras da cidade, tem conhecimento de causa. Ela já frequentou bares com sinuca, karaokês, postos de gasolina, forrós, rodas de samba, pagodes&amp;nbsp;e todos esses lugares em que os heteros costumam se reunir em seus rituais pré-acasalamento, e conhece suas regras de convivência e indumentária. &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Um bar de sinuca é um ambiente estranho. Entrando, eu me senti como se estivesse no cenário de algum filme americano cuja trama inclui estupro coletivo - eu fiquei seriamente tentado a procurar Jodie Foster dançando bêbada perto de uma máquina de pinball antes de me lembrar que aquilo era um lugar real, daqueles que não frequentava desde os tempos da faculdade, quando ainda tinha ilusões de que tinha um pé na heterossexualidade e que poderia me divertir sem encher a cara de álcool.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que as pessoas fazem em um bar de sinuca? Jogam sinuca, certo? Errado! Todas as mesas de sinuca do bar estavam às moscas quando entramos. Aliás, quase todo o bar estava vazio, parecia que éramos os únicos que tínhamos tido a feliz ideia de gastar uma noite de sábado tomando cerveja em canecos e cercados por música ruim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;- A única coisa que me fará ir embora antes de encontrar o Rafael é tocarem "Hotel California"! &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É impressionante a desenvoltura com que heterossexuais se movimentam em locais como aquele. Tão logo chegou, Fernanda já estava se sentindo em casa. Parecia que nem toda a superexposição a festas gays havia lhe tirado a essência de seu verdadeiro ser. Em poucos segundos ela parecia ter feito sempre parte daquele antro de cantadas sofríveis, risadas guinchadas e mulheres todas iguais. Sim, elas são todas iguais. TODAS. E nem nome elas tem, pelo jeito, uma vez que se tratam apenas por "amiga". Todas tem tatuagem, todas tem o cabelo da mesma cor, todas gostam de Jack Johnson e reggae. Todas se parecem com Franciele, uma ex-colega de trabalho que gastava suas noites seguindo o "homem da sua vida" pelos bares da capital. Até isso Rafael fazia. Me colocava em um lugar repleto de Francieles, dominado por Francieles, adorado por Francieles. Mas valeria a pena, não valeria? Não. Não valeria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Rafael chegou eu já estava meio bêbado - só muita cerveja pra me fazer aguentar aquela versão oxigenada do inferno de Dante - e logicamente não esperava que ele viesse me beijar apaixonadamente. Mas não entendi a surpresa dele em me ver (você me convidou, lembra??) nem tampouco fiquei feliz em saber que tinha um ex-namorado em volta... Logicamente algum sentido despertou (sexto, sétimo, oitavo, qualquer que tenha sido) e percebi que aquela experiência cruel seria a mais inútil da minha vida. Uma conversa que nem parecia conversa e c'est fini.... Sério??? Fui até lá só pra isso? Sim, Braseel. Mal fui percebido e o pior... dias depois soube que o infeliz casal estava se reconciliando... Não é lindo???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que toda e qualquer experiência serve pra alguma coisa. Essa experiência, em uma noite de outono de 2010, serviu pra que eu percebesse que sinais não devem ser lidos ao pé da letra. E pra eu começar a ter medo de um mundo onde somente as Francieles conseguem se divertir em um sábado à noite.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-4575416905542714237?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/4575416905542714237/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=4575416905542714237&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/4575416905542714237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/4575416905542714237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/07/aventuras-amorosassexuais-de-theo-cap.html' title='AVENTURAS AMOROSAS/SEXUAIS DE THEO - CAP. 02'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-1196311121766922839</id><published>2011-07-07T17:27:00.000-03:00</published><updated>2011-07-07T17:27:35.847-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CONFISSÕES'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='UNDER RUG SWEPT'/><title type='text'>SURRENDERING</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_XNlbECAGT8Q/TNw0yd9KecI/AAAAAAAACng/OHcFKVaYfck/s1600/ad.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" m$="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_XNlbECAGT8Q/TNw0yd9KecI/AAAAAAAACng/OHcFKVaYfck/s320/ad.jpg" width="231" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Talvez eu seja o último romântico nos litorais desse Oceano Atlântico, mas o fato é que eu ainda sou idealista (ingênuo? trouxa?) o bastante&amp;nbsp;para acreditar que o amor é capaz de mover montanhas, transformar água em vinho e alterar&amp;nbsp;vidas em 24 horas. Logicamente que, posta em prática, essa teoria acarreta consequências e mudanças que assustam qualquer um, mas não dizem que a gente leva da vida somente o que viveu? Pois então, prefiro mil vezes morrer com o coração devastado mas cheio daquela certeza calorosa de que amei muito do que acabar meus dias sofrendo por não ter tido a coragem de expor meus sentimentos, em especial quando eles são tão gigantescos que imploram para sair do meu peito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou uma pessoa que faz loucuras por amor, confesso que minha coragem normalmente vai até a página 02, quando percebo que talvez as coisas não aconteçam do jeito que quero e preciso. Mas o fato é que normalmente as coisas NÃO acontecem do jeito que NINGUÉM quer e precisa. Tudo bem, tem gente que nasceu virado pra lua e colhe somente coisas boas pelo percurso, mas a maior parte da população passa por essa vida vã tendo seu coração destroçado. Logicamente algumas pessoas lidam melhor do que as outras com aquela maldita coisa chamada "frustração", mas frustrados todos estamos o tempo todo, com o trabalho, com a aparência, com os amigos, com a vida em si - e quando não temos um motivo com o que nos frustrar certamente damos um jeito de encontrá-lo. Frustração faz parte da vida, mas as surpresas positivas também. E é em busca delas que&amp;nbsp;ando nessa vida. Me fechar em copas como forma de auto-proteção é confortável. Mas ser feliz (ou ao menos tentar) é mais corajoso, mais saudável e dá muito mais assunto para minhas memórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já sofri por amor, um sofrimento sem nome, quase mortal, que acabou com boa parte da minha auto-estima, que abalou minha saúde, minha confiança, meu humor. Excluí da minha convivência qualquer menção à felicidade, a amor, a planos para um futuro que eu julgava não mais possuir. No meio do caminho magooei pessoas inocentes (em um processo&amp;nbsp;violento de autodestruição e destruição dos outros), cheguei a ponto de pensar em buscar saída em lugares ainda mais escuros, me afundei em becos apavorantes repletos de monstros criados por mim mesmo (e outros criados pelas alucinações da tristeza). Descobri, nesse processo doloroso, que fugir do amor é um desejo utópico. Não somos nós que buscamos o amor, é ele que se apodera de nós quando menos esperamos, mesmo quando não queremos (e talvez não querer seja ainda uma condição mais favorável para que ele invada a nossa vida). Tentar combatê-lo é, na melhor das hipóteses, uma tarefa inglória. Temos que nos render a ele, mesmo que ele nos faça sofrer no final. E quem diz isso não é alguém com alma de Polyanna e sim um cara que jurou para si mesmo nunca mais - NUNCA MAIS - se apaixonar. Mas nos desvãos de uma estrada formada por acidentes, o amor encontrou uma maneira insidiosa de se estabelecer. E, como bom traiçoeiro que é, estabeleceu-se com uma força descomunal que me impede uma convivência pacífica e silenciosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por esse motivo claro - não lutar contra o imbatível - que vou me entregar aos caprichos do destino (da vida, de um roteiro mal alinhavado, do karma, chamem do que quiserem chamar) e partir em busca do meu amor. Vai dar certo? Vai saber! Sendo otimista eu diria que tenho 50% de chances de vencer essa batalha (se é que tudo que este tal de amor me fez acreditar é verdade). Mas eu acredito na força dos meu sentimentos, eu sei de tudo que se passa&amp;nbsp;comigo e sei que o que ofereço é real e consistente. Se isso não for suficiente, só me restará matar isso dentro de mim (mesmo que seja de um tamanho tão considerável que me acrescente um risco de aleijamento emocional). Não quero morrer de velho, nem tampouco deixar essa vida com a sensação de algo inacabado me consumindo. Quero olhar nos olhos do perigo, desafiá-lo e tentar conquistá-lo. Eu ofereço o meu amor incondicional e a promessa de uma vida de felicidade. Eu não sou de brincar quando se trata da minha felicidade e nem seria capaz de oferecer um paraíso artificial.&amp;nbsp;Me rendo ao amor e espero que dessa vez ele seja gentil comigo. Amo mais do que tudo! Só me resta torcer para que isso seja o suficiente. Torçam por mim!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-1196311121766922839?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/1196311121766922839/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=1196311121766922839&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/1196311121766922839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/1196311121766922839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/07/surrendering.html' title='SURRENDERING'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_XNlbECAGT8Q/TNw0yd9KecI/AAAAAAAACng/OHcFKVaYfck/s72-c/ad.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-5188920960250568612</id><published>2011-06-28T20:04:00.001-03:00</published><updated>2011-06-28T20:05:28.562-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CONFISSÕES'/><title type='text'>SORRY, MYRIAN RIOS... WE WERE BORN THIS WAY</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.bahianoticias.com.br/fotos/editor/Image/Entretenimento/glee_beijo_gay_segundo_foto.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="237" src="http://www.bahianoticias.com.br/fotos/editor/Image/Entretenimento/glee_beijo_gay_segundo_foto.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;São tantos absurdos, tanta ignorância, tanto preconceito e tanta falta de informação reunidos no mesmo discurso&amp;nbsp;que fica difícil escolher por onde começar, mas o fato é que&amp;nbsp;a retórica&amp;nbsp;absolutamente inaceitável da ex-atriz e deputada estadual Myrian Rios (PDT-RJ)&amp;nbsp;contra&amp;nbsp;a PEC 23 -&amp;nbsp;que acrescenta a orientação sexual às formas de discriminação puníveis no estado do Rio de Janeiro - não pode passar em brancas nuvens ou se perder em meio a piadas ou agressões rasas a seu passado. Não me cabe julgar as capas de revistas masculinas que ela estampou, tampouco a natureza de seus sentimentos por seus ex-maridos ou por quem quer que tenha passado por sua cama. Não posso exigir respeito sem oferecer o meu. Cada um cuida do que é seu, da sua vida, do seu passado e ponto final. Mas ficar calado diante de tanto desrespeito me parece no mínimo falta de caráter, o que, ao contrário do que parece julgar a nobre parlamentar, não é algo que se define a partir do sexo da pessoa com quem se transa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar é preciso que eu deixe bem claro que eu não sou favorável a nenhum tipo de paternalismo. Não sou a favor de cotas, nem de regalias relacionadas ao que se convencionou chamar de minorias. Não quero ser discriminado na busca por um emprego devido ao que faço na minha vida particular, nem tampouco exijo tratamento diferenciado por isso. O que vale é a minha competência ou não, e tenho certeza que muitos acham o mesmo. Os gays não querem ser tratados de maneira diferente, muito pelo contrário, querem ser tratados como pessoas normais - o que eles são, apesar do preconceito ululante de pessoas do tipo de Myrian Rios e Jair Bolsonaro. Os gays pagam impostos, trabalham, respeitam as leis como todo mundo. E querem que essas leis sejam as mesmas para todos, indepente de quem desperta o seu desejo. Queremos respeito, queremos justiça. Racismo é crime (e isso é indiscutivelmente justo). Homofobia também deve ser, assim como heterofobia, se um dia um heterossexual for agredido covardemente por homossexuais, verbal ou fisicamente (existe algum caso assim na história? Isso não reitera a velha teoria de que homofóbicos querem destruir o que não tem coragem de ser???)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou contra qualquer tipo de vulgaridade, seja hetero ou homo, assim como sou contra exageros e estereótipos que, infelizmente muitos gays ainda fomentam com seu comportamento. Mas também sou contra heteros que gritam no meio da rua exaltando sua masculinidade de forma patética. No entanto, eu respeito, porque a tolerância é algo imprescindível em uma sociedade que se pretende sadia. Se todo mundo resolvesse agredir as pessoas cujo comportamento lhe são desagradáveis o mundo voltaria aos paus e às pedras... E culpar a mídia pela distorção dos valores familiares é uma conversa tão velha que cheira a mofo. Então havia a Globo no Império Romano? Michelangelo assistia a "Insensato coração" - cuja forma de abordar o assunto da violência homofóbica merece elogios - enquanto pintava a Capela Sistina? Oscar Wilde dava uma pausa em seu "O retrato de Dorian Gray" para assistir a "Glee"? Não, queridos, os gays sempre existiram, não é preciso culpar o entretenimento. Ao contrário do que se diz, a TV reflete a sociedade, e não vice-versa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega-se, então, à questão da relação feita pela nobre deputada entre homossexualidade e pedofilia. É inaceitável que palavras tão disparatadas e ignóbeis sejam levadas a sério por qualquer um, por mais cegos a uma fé recheada de culpa que sejam os admiradores dessa nova fase "palmatória do mundo" da ex-senhora Roberto Carlos. Mostrando-se tão obtusa e mal-informada quanto qualquer um que utiliza a Bíblia como desculpa para suas atrocidades - interpretando-a da forma mais conveniente - ela declarou em alto e bom som (sem dar espaço a quaisquer dúvidas sobre confusão) que não contrataria gays ou lésbicas como empregados por medo que eles abusem de seus filhos, ignorando completamente as estatísticas que mostram que tais agressões normalmente vem de familiares ou amigos aparentemente "normais". E nem vou acrescentar às estatísticas os escândalos que conectam de forma inegável o abuso sexual infantil com padres da igreja católica. Não quero dizer que todos os padres são pedófilos ou gays, longe de mim generalizar e cmpactuar com o sectarismo da admirável deputada. Mas é bom que se olhe com mais cuidado à volta antes de falar besteira. A emenda constitucional que causou todo esse celeuma não quer proteger ninguém que não deva ser protegido ou respeitado - quem trabalha mal ou comete crimes tem que lidar com as consequências, independente de raça, religião ou orientação sexual. A emenda quer, e isso sim merece ser aplaudido, evitar que gente preconceituosa e intolerante seja capaz de tolhir os direitos inerentes a qualquer cidadão honesto. E para sua informação, dona Myrian Rios, provavelmente aqueles gays que você tem medo de empregar nem queiram trabalhar sob um teto tão hipócrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para finalizar, apenas digo que homossexualidade não é opção. Mas, entre ser um gay bem-resolvido, digno - e com muito mais caráter do que muito heterossexual que posa de marido exemplar enquanto dá suas escapulidas com michês - ou uma religiosa tão ignorante e cheia de falsa moral, mil vezes ser "anormal". E entre citar Jesus Cristo de maneira distorcida ou cantar Lady Gaga em "antros de perdição"... sinto muito, baby.... I WAS BORN THIS WAY!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-5188920960250568612?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/5188920960250568612/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=5188920960250568612&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/5188920960250568612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/5188920960250568612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/06/sorry-myrian-rios-we-were-born-this-way.html' title='SORRY, MYRIAN RIOS... WE WERE BORN THIS WAY'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-4341072593106121814</id><published>2011-06-24T17:55:00.000-03:00</published><updated>2011-06-24T17:55:08.684-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CONFISSÕES'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='SUPPOSED FORMER INFATUATION JUNKIE'/><title type='text'>SO PURE</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://downloads.open4group.com/images/media_barco-perdido-14478.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" i$="true" src="http://downloads.open4group.com/images/media_barco-perdido-14478.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;Ao som de "Pedaço de mim", de Chico Buarque&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma vez um rapaz que acreditava no amor. Apesar de todas as provas contrárias, ele achava que nada no mundo era mais potente e invencível do que o amor puro entre duas pessoas. Talvez ele fosse ingênuo, talvez ele tivesse sido exposto em demasia a canções românticas, livros poéticos, filmes exageradamente sonhadores. Talvez ele tivesse medo de acreditar que o mundo, na verdade, era um moinho que reduzia as ilusões a pó,&amp;nbsp;conforme dizia a canção de Cartola. Talvez ele fosse um bobo, mas ele acreditava no amor com uma força que chegava a ser comovente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia esse rapaz se apaixonou perdidamente. Finalmente tinha a chance de sentir todos os sintomas sobre os&amp;nbsp;quais havia tanto lido e ouvido falar. Vivia nas nuvens, sorriso estampado no rosto, músicas bregas nos ouvidos. Compreendeu os sonetos de Camões, amou como um Romeu...&amp;nbsp;Mas o amor não foi recíproco. Sentiu então a dor excruciante da rejeição, do desamor, do abandono. Entendeu todas as dores de amor, sofreu como um Werther. Pensou em morrer, sonhou em jamais acordar. Mas a vida é real e de viés, segundo Caetano... E ele sobreviveu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amar de novo? Do mesmo jeito? Com a mesma intensidade? Isso não existe. Uma outra dor da mesma intensidade não lhe deixaria vivo. Seguiu a vida, com a lembrança dolorosa e indelével daquela história triste e frustrante. Tentou se apaixonar, tentou amar, tentou ser normal. Não conseguiu.&amp;nbsp;O tempo passou. Ele se curou. Mas não pensava em amar de novo. Isso só acontece uma vez na vida, dizem por aí. A sua oportunidade tinha aparecido, ele a tinha aproveitado, mas ela acabou quase antes de começar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então ele amou de novo. Um amor dessa vez, ao que parecia, plenamente correspondido. Almas sofridas, almas carentes, almas apaixonadas. Distantes, mas estranhamente próximas. Intensas, mas apavorantemente vulneráveis. O amor em toda a sua força estava se manifestando. O sol tornou a lhe aquecer os membros e a solidão parecia-lhe que enfim estava com os dias contados. O amor, ah, o amor. Finalmente estava ali, lhe acenando com a possibilidade de uma felicidade infinda. Mas a certas pessoas ser feliz não é permitido. E o amor novamente acabou. Ou não existiu. Ou era frágil demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, o rapaz que outrora acreditava no amor recolheu-se em sua caverna escura e fria. Hoje, o rapaz que pensava que o amor era forte e impávido descobriu que ele é, na verdade, uma lenda. Ao menos para ele amor significa dor. E ele não quer mais sentir a fisgada que, lhe arrancando a alma,&amp;nbsp;quase lhe tirou a vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-4341072593106121814?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/4341072593106121814/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=4341072593106121814&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/4341072593106121814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/4341072593106121814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/06/so-pure.html' title='SO PURE'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-8470907075172874075</id><published>2011-06-21T11:00:00.001-03:00</published><updated>2011-06-21T15:35:53.825-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CONFISSÕES'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='UNDER RUG SWEPT'/><title type='text'>YOU OWE ME NOTHING IN RETURN</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://dias.danilo.zip.net/images/3P-premiadas-1lugar.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" i$="true" src="http://dias.danilo.zip.net/images/3P-premiadas-1lugar.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Eu te dou meu amor, meus pensamentos diários, minha dedicação em tentar entender os caminhos tortuosos de seu coração e tudo que eu puder para te dar toda a paz do mundo. Te dou meu esforço em tentar te fazer feliz, mesmo que isso violente todas as minhas possibilidades de um sono tranquilo. Te dou minhas forças, meus sonhos, minha energia. E te peço tão pouco em troca...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu penso em você do minuto em que acordo ao último segundo desperto. Eu lembro de você em cada música do Placebo, em cada frase do Marquês de Sade, em cada sotaque mineiro que ouço, em cada palavra, por menor que seja, que faça meu coração viajar em sua direção. Eu sonho em ter teu corpo, tua alma, teu sorriso. E o que eu preciso de volta é tão mínimo....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu confundo meus sentimentos, meus pensamentos, minhas esperanças com as tuas. Eu sonho em voar acima de tudo e de todos de mãos dadas com você, confirmando a certeza de que somos muito mais do que simples seres solitários unidos pelo desespero e pelo tédio. Eu arranco sangue de dentro de mim, tentando com ele te chamar a atenção, te fazer perceber que eu te amo mais do que o sensato, que o recomendável, que o saudável. E peço o que de volta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peço que você me entenda, que respeite meus sentimentos, que saiba que ninguém nesse mundo vai te amar como eu. Peço que compreenda que nada nesse mundo vai me fazer desistir de você, de te provar o meu amor incondicional e profundo. Peço que não crave sua agonia disfarçada de insensibilidade em minha alma vulnerável a qualquer ato que venha de você. Eu te amo e só o que peço é que entenda isso, já que pedir mais de você é buscar no vazio um sonho irrealizável.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-8470907075172874075?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/8470907075172874075/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=8470907075172874075&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/8470907075172874075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/8470907075172874075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/06/you-owe-me-nothing-in-return.html' title='YOU OWE ME NOTHING IN RETURN'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-8403206595591180318</id><published>2011-06-20T22:32:00.000-03:00</published><updated>2011-06-20T22:32:55.611-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CINEMA 2011'/><title type='text'>MEIA-NOITE EM PARIS</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-22bGF7lV6WI/Tf_0swyU8wI/AAAAAAAAALc/J4Z4ndZLjZc/s1600/midnight-in-paris-poster.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-22bGF7lV6WI/Tf_0swyU8wI/AAAAAAAAALc/J4Z4ndZLjZc/s320/midnight-in-paris-poster.jpg" width="216" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Woody Allen é um cineasta capaz de devolver à plateia a fé no bom cinema. "Meia-noite em Paris", seu novo longa-metragem, é uma pequena obra-prima de delicadeza, romantismo, bom-humor e cultura. Logicamente, não é um filme para o público cuja ideia de comédia é "Se beber não case 2", mas sim um presente carinhoso a seus fieis espectadores. Ecoando a fantasia de "A rosa púrpura do Cairo" - em que a personagem de Mia Farrow se apaixonava pelo protagonista de um filme, que abandonava a tela para conquistá-la - e a beleza singela de "Manhattan" - que, como o título sugere, é uma homenagem à Nova York - "Meia-noite em Paris" convida a audiência a uma deliciosa viagem a um tempo em que a Cidade-Luz ainda era uma festa, frequentada por gente da estirpe de Ernest Hemingway e Salvador Dalí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Owen Wilson (surpreendentemente bem e deixando para trás os irritantes trejeitos que lhe deram fama) vive Gil Pender, um roteirista de Hollywood que sonha em ser reconhecido como escritor sério. Em viagem por Paris com sua noiva, a bela Inez (Rachel McAdams imitando Scarlett Johansson), ele sente-se enciumado por sua relação com um antigo professor, Paul (Michael Sheen) e, um pouco bêbado e muito perdido nas ruas da cidade em uma madrugada, acaba indo parar em uma festa um tanto estranha, onde dá de cara com o escritor F. Scott Fitzgerald (Tom Hiddleston) e sua esposa Zelda (Alison Pill), além de testemunhar o próprio Cole Porter (Yves Heck) tocando para os convidados. Percebendo que está convivendo com artíficies dos anos 20, como Hemingway (Corey Stoll, ótimo) e Gertrude Stein (Kathy Bates) - a quem pede opiniões sobre seu novo romance - Gil passa a, todas as noites, sair para a farra com seus novos amigos, que incluem o pintor Salvador Dalí (Adrien Brody) e o cineasta Luis Buñuel (Adrien de Van) - a quem dá a ideia de seu filme "O anjo exterminador". Tudo fica complicado quando ele se apaixona pela bela Adriana (Marion Cottilard), musa de artistas como Pablo Picasso e Modigliani e fica tentado a abandonar sua geração para permanecer na segunda década do século XX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As piadas de "Meia-noite em Paris" são sofisticadas e eruditas, mas jamais soam pedantes ou herméticas. É claro que é preciso uma certa cultura para melhor usufruir de todos os detalhes e homenagens que Allen larga pelo caminho, mas mesmo quem nunca ouviu falar de Toulouse-Lautrec e T.S. Eliot pode se deixar contaminar pelo romantismo derramado que a bela fotografia de Darius Khondji inspira e pela questão que o roteiro levanta: afinal de contas, a época em que sonhamos viver é realmente melhor do que a em que realmente vivemos ou tudo não passa de uma fantasia regada por nossas referências culturais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer que seja a resposta, isso é o que menos importa. O que realmente vale dizer é que "Meia-noite em Paris" é Woody Allen em sua melhor forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais cinema em www.confrariadecinema.com.br&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; www.clenio-umfilmepordia.blogspot.com&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; www.cinematotal.com.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-8403206595591180318?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/8403206595591180318/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=8403206595591180318&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/8403206595591180318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/8403206595591180318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/06/meia-noite-em-paris.html' title='MEIA-NOITE EM PARIS'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-22bGF7lV6WI/Tf_0swyU8wI/AAAAAAAAALc/J4Z4ndZLjZc/s72-c/midnight-in-paris-poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-6053442713609206336</id><published>2011-06-19T18:33:00.001-03:00</published><updated>2011-06-19T18:34:36.545-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EM DVD 2011'/><title type='text'>4 FILMES EM DVD</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.filmofilia.com/wp-content/uploads/2010/10/unknown_liam_neeson-125x150.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" i$="true" src="http://www.filmofilia.com/wp-content/uploads/2010/10/unknown_liam_neeson-125x150.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;DESCONHECIDO - Liam Neeson até que se sai bastante bem neste thriller cujos 40 minutos iniciais não envergonhariam o mestre Alfred Hitchcock. Ele interpreta Martin Harris, um médico que, acompanhado da esposa (January Jones), chega à Berlim, aparentemente&amp;nbsp;para uma conferência. Depois de perder uma valise com informações importantes, ele sofre um grave acidente de táxi e, ao acordar do coma, descobre que um outro homem assumiu sua identidade (o sumido Aidan Quinn) e que nem mesmo sua mulher o reconhece mais. Contando com a ajuda da taxista que estava dirigindo o carro no momento do seu acidente, uma imigrante ilegal (Diane Kruger), ele tenta juntar as peças de um quebra-cabeças que envolve até mesmo seu superior (em mais uma atuação sinistra de Frank Langella). Eficientíssimo em sua primeira metade, que intriga o espectador, o filme de Jaume Collet-Serra, baseado no livro "Out of my head", de Didier Van Cauwelaert (inédito no Brasil), cai um pouco em seu terço final, quando a trama começa a ser deslindada e pouca coisa faz real sentido. Ainda assim, vale uma espiada, ainda que tenha cara de Supercine.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ci.i.uol.com.br/cinema/2010/11/18/injustamente-acusada-de-um-crime-a-personagem-elizabeth-banks-em-72-horas-recebe-o-apoio-de-seu-marido-interpretado-por-russell-crowe-para-provar-a-inocencia-1290109227422_300x230.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" i$="true" src="http://ci.i.uol.com.br/cinema/2010/11/18/injustamente-acusada-de-um-crime-a-personagem-elizabeth-banks-em-72-horas-recebe-o-apoio-de-seu-marido-interpretado-por-russell-crowe-para-provar-a-inocencia-1290109227422_300x230.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;72 HORAS - Russell Crowe é um bom ator e é ele quem carrega o filme de Paul Haggis (de "Crash") nas costas. Inspirado em um filme francês, o roteiro de Haggis é propositalmente elíptico, deixando a plateia em uma eterna dúvida sobre os reais acontecimentos que fizeram com que John Brennan (vivido por Crowe) passasse a dedicar seus dias a elaborar um plano para tirar sua esposa (a apenas correta Elizabeth Banks) da cadeia. Acusada de homicídio e condenada a vinte anos de prisão, ela nem tem ideia de todo o plano complicado do marido para salvá-la. O problema maior do filme é que ele demora demais em chegar ao que realmente interessa: a transformação do plano em ação ocorre apenas nos vinte minutos finais, quando o espectador já está cansado de esperar um pouco de movimento... É interessante, mas é outro produto fadado às sessões noturnas da televisão aberta.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://justjared.buzznet.com/headlines/2010/09/gwyneth-paltrow-country-strong-trailer.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" i$="true" src="http://justjared.buzznet.com/headlines/2010/09/gwyneth-paltrow-country-strong-trailer.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;ONDE O AMOR ESTÁ - Gwyneth Paltrow solta a voz novamente. Dessa vez ela interpreta Kelly Canter, uma cantora de música country adorada pelo público e que tenta um retorno triunfal depois de ter passado meses em uma clínica de reabilitação, onde foi parar após um escândalo no Texas (e um consequente aborto). Alcóolatra, ela tem o apoio do marido e empresário James (Tim McGraw) e do jovem aspirante a cantor Beau Hutton (Garret Hedlund), com quem tem um envolvimento amoroso. O que ela não sabe é que Beau, ainda que goste muito dela, também tem um caso com a jovem cantora Chiles Stanton (Leighton Meester), que idolatra Kelly. O quarteto amoroso é tratado de forma um tanto superficial pela diretora Shana Feste (de "Em busca de uma nova chance"), mas Paltrow faz o que pode com sua personagem deprê e insegura. Os números musicais são agradáveis até mesmo para quem não curte o gênero - uma das canções foi indicada ao Oscar - e o filme transcorre sem ofender ninguém. Não é ruim, mas tampouco é ótimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.darkhorizons.com/assets/0009/7077/the_fourth_kind13_article.jpg?1256142264" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" i$="true" src="http://www.darkhorizons.com/assets/0009/7077/the_fourth_kind13_article.jpg?1256142264" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;CONTATOS DE 4º GRAU - Os produtores tiveram a má-fé de lançar este filme do desconhecido Olatunde Osunsanmi como se tivesse sido inspirado em fatos reais, chegando a ponto de abrí-lo com uma declaração da atriz Milla Jovovich reiterando a hipótese. Depois de saber que é tudo papo-furado fica menos impressionante assistir à história da psicóloga Abbigail Tyler (interpratada por Jovovich), cujos pacientes passam a sofrer com eventos inexplicáveis após ter sido abduzidos por suspostos alienígenas. A ideia é boa: mixar cenas fictícias com ditas "cenas reais", mas quando se sabe que é tudo lorota, os sustos são menores. Mesmo assim, tem tudo para agradar aos fãs do gênero e até mesmo conquistar aqueles que não se interessam pelo assunto. Palmas para a criatividade do povo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-6053442713609206336?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/6053442713609206336/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=6053442713609206336&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/6053442713609206336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/6053442713609206336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/06/4-filmes-em-dvd.html' title='4 FILMES EM DVD'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-849428868264396357</id><published>2011-06-14T11:45:00.001-03:00</published><updated>2011-06-17T18:04:21.853-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CINEMA 2011'/><title type='text'>AGENTES DO DESTINO</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-bgy99-Tob0Q/TdR7144gBUI/AAAAAAAAAho/0v9EFM0CHOo/s1600/TheAdjustmentBureauPoster.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-bgy99-Tob0Q/TdR7144gBUI/AAAAAAAAAho/0v9EFM0CHOo/s320/TheAdjustmentBureauPoster.jpg" t8="true" width="220" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Um dos elogios que se pode fazer ao ator Matt Damon é que ele está conduzindo sua carreira&amp;nbsp;de forma bastante interessante desde que estourou em "Gênio indomável", em 1998. Dividindo-se entre produções mais sérias como "Invictus" e "Além da vida", ambos dirigidos por Clint Eastwood e filmes bem mais comerciais (como a trilogia Bourne e o fracassado "A zona verde", que não encontrou seu público apesar de ser bem melhor do que muitos similares), o amigo de Ben Affleck tem se saído muito bem em ambas as frentes. Seu mais recente projeto apenas confirma a boa fase. Baseado em um conto de Philip K. Dick (o cérebro por trás de "Blade Runner" e "Minority Report"), o filme "Agentes do destino" é uma ficção científica inteligente que não abusa dos efeitos visuais para contar uma história que conquista o espectador desde o início e o mantém atento até seus momentos finais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Damon interpreta David Norris, um jovem candidato ao senado americano que, logo depois de perder as eleições devido a um escândalo bobo, conhece a bela Elise Sellas (Emily Blunt, linda e talentosa como sempre). Os dois se apaixonam à primeira vista, mas são afastados por misteriosos homens vestidos de terno, gravata e chapéu que se intitulam "agentes" e, segundo eles mesmos, são responsáveis por&amp;nbsp;fazer com que&amp;nbsp;os cidadãos sigam as rotas traçadas desde seu nascimento. Algum tempo depois, David e Elise voltam a se encontrar (quando ele está novamente em vias de ser eleito) e o rapaz resolve desafiar as regras impostas, conquistando assim a admiração de Harry (Anthony Mackie), um dos seus perseguidores. Porém, para proteger a felicidade da mulher que ama - que sonha em tornar-se bailarina - David abre mão de seu romance. Algum tempo depois, no entanto, ao descobrir que ela está de casamento marcado com outro homem, ele conta com a ajuda de Harry para reconquistá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro filme de George Nolfi (um dos roteiristas do excelente "O ultimato Bourne"), "Agentes do destino" está recheado de boas ideias, desde a trama central até algumas características dos agentes (os chapéus lhe dão poderes, a água dilui os mesmos) e proporciona ao público algumas cenas de ação discretas mas eficientes. O romance entre Damon e Blunt convence apesar da rapidez com que o roteiro o apresenta (aliás, é uma pena que o filme acabe tão rapidamente em uma época em que qualquer produção ultrapassa facilmente os 120 minutos) e a ideia de que toda a nossa vida está escrita desde o nascimento não deixa de suscitar discussões filosófico-existenciais muito empolgantes (ainda que isso não seja aprofundado no roteiro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final das contas "Agentes do destino" cumpre até mais do que promete, sendo um entretenimento de qualidade e um antídoto frente a burrices e idiotices como "Velozes e furiosos 5". Merecia melhor sorte nas bilheterias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais sobre cinema em &lt;a href="http://www.confrariadecinema.com.br/"&gt;http://www.confrariadecinema.com.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;a href="http://www.clenio-umfilmepordia.blogspot.com/"&gt;http://www.clenio-umfilmepordia.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;a href="http://www.cinematotal.com.br/"&gt;http://www.cinematotal.com.br/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-849428868264396357?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/849428868264396357/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=849428868264396357&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/849428868264396357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/849428868264396357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/06/agentes-do-destino.html' title='AGENTES DO DESTINO'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-bgy99-Tob0Q/TdR7144gBUI/AAAAAAAAAho/0v9EFM0CHOo/s72-c/TheAdjustmentBureauPoster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-3742651901678848636</id><published>2011-06-12T23:46:00.001-03:00</published><updated>2011-06-13T00:43:01.621-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CONFISSÕES'/><title type='text'>DIA DOS NAMORADOS... COMO SER FELIZ?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-TDJN5Q89Omo/TeAeXVW9-jI/AAAAAAAAA-0/IVMLQJvP3tI/s1600/coracao-partido.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-TDJN5Q89Omo/TeAeXVW9-jI/AAAAAAAAA-0/IVMLQJvP3tI/s1600/coracao-partido.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;Ao som de "Falling slowly", de Glenn Hansard e Marketa Irglova &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há exatamente um ano meu coração se encheu de esperanças. Há exatamente 365 dias eu li a declaração do que eu acreditei ser o começo do resto da minha vida. Há doze meses eu voltei a acreditar que, sim, eu tinha jeito, que minha solidão intermitente estava em vias de acabar, que eu era capaz de ser amado por quem eu sou, azedo, amargo, sarcástico e intenso como sou. Mas era mais uma vez uma ilusão dolorosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em junho de 2010 eu passei a me achar mais bonito, mais inteligente, mais tudo do que qualquer pessoa. Porque eu era amado. Porque, mesmo à distância eu tinha encontrado a pessoa que me faria feliz - e que me permitiria fazê-la tão feliz quanto. Porque essa pessoa tinha enxergado dentro de mim, dentro da minha alma, dentro do meu coração e se identificado. Porque dentre todas as pessoas do mundo EU tinha sido escolhido. EU tinha despertado uma paixão, um amor, um desejo. EU, sem fazer esforço, tinha conquistado alguém que era lindo, sensível, inteligente e que sabia que o mundo é um lugar que não comporta gente como nós. Mas novamente eu percebi que meus voos nunca alcançarão maiores alturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu sinto um vazio incomensurável porque percebi que tudo não passava de uma projeção. Eu queria ser amado, eu queria viver aquela história de amor complicada mas forte, difícil mas inquebrantável. Mas hoje eu sei que o amor veio só do meu lado. Hoje eu sei que lá, bem longe dos olhos (mas infelizmente nunca longe demais do coração) existe alguém que eu amo mais do que tudo no mundo. Alguém de sotaque quente cujo amor não foi grande o bastante pra me salvar da desilusão, da tristeza e da certeza de que não valho a pena. Como ser feliz no Dia dos Namorados sem ter quem eu amo ao meu lado???&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-3742651901678848636?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/3742651901678848636/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=3742651901678848636&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/3742651901678848636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/3742651901678848636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/06/dia-dos-namorados-como-ser-feliz.html' title='DIA DOS NAMORADOS... COMO SER FELIZ?'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-TDJN5Q89Omo/TeAeXVW9-jI/AAAAAAAAA-0/IVMLQJvP3tI/s72-c/coracao-partido.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-7237660440779862975</id><published>2011-06-07T11:40:00.001-03:00</published><updated>2011-06-07T11:49:46.922-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CONFISSÕES'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='UNDER RUG SWEPT'/><title type='text'>A MAN</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-aWS1k2vHrBU/TbWF71zdLRI/AAAAAAAAAf0/uP7I_uOJK3Y/s1600/superman_logo1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="184" src="http://4.bp.blogspot.com/-aWS1k2vHrBU/TbWF71zdLRI/AAAAAAAAAf0/uP7I_uOJK3Y/s320/superman_logo1.jpg" t8="true" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Eu sou homem não apenas porque consta "sexo masculino" na minha certidão de nascimento. Sou homem não porque tenho um pênis entre as pernas. Não sou homem somente porque tenho pelos no peito e nas pernas, tenho que fazer a barba e posso mijar em pé e andar sem camisa nas ruas. Acima de tudo eu sou um Homem com H maiúsculo porque não tenho medo de assumir meus defeitos, minhas falhas e meus desejos. Ser homem é mais do que torcer desesperadamente por um time de futebol ou preferir tomar um chope gelado em mesa de boteco do que beber vinho tinto em frente à lareira. Ser homem prescinde antes de mais nada da coragem de lutar pelo que quer, pelo que ama, pelo que anseia. Ser homem não tem nada a ver com não chorar (aliás, é até bom chorar, para deixar claro que dogmas preconceituosos devem ser extirpados da face da Terra). Ser homem não tem nada a ver com manter-se distante, nada a ver com esconder sentimentos. Ser homem é se deixar levar por aquela velha magia chamada amor sem sentir vergonha de estar apaixonado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso tudo eu posso dizer que sim, sou um homem. Tenho milhões de defeitos e os assumo senão com orgulho pelo menos com a humildade de quem se sabe falível. Posso não saber trocar pneu de carro, não sou dado a puxar brigas&amp;nbsp;nem sou expert em computação ou outras dessas coisas chamadas masculinas, mas quando necessário eu não abro mão de ter mais coragem do que qualquer integrante do exército espartano, em especial se for para declarar meus sentimentos. E é justamente desse tipo de homens como eu (que gritam aos quatro ventos seu amor mesmo que isso sirva apenas para incitar sofrimento e dor) que sinto falta nesse mundo tão repleto de gente fria e covarde. São homens assim, que tem medo de ser feliz, tem medo de ser rejeitado, tem medo de amar, que fazem com que cada vez mais tudo seja tão cinzento, tão negativo, tão triste. Eu amo, sim. Desesperadamente, sofregamente, apaixonadamente, quase sem esperanças.... mas amo... mal consigo viver sem ter o amor de quem eu quero, mas amo. Ele me merece? Provavelmente não, faz parte do time dos que morrem de medo (de que é uma coisa que não consigo entender...). Provavelmente não, porque usa e abusa do meu amor e da minha paciência. Mas sou muito homem pra assumir que, sim, eu estou sofrendo (e sofro em pé, estoicamente).&amp;nbsp;Se isso é coisa de mulherzinha, foda-se (e dizer foda-se é coisa de macho!) Sou homem suficiente para aguentar o deboche...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-7237660440779862975?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/7237660440779862975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=7237660440779862975&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/7237660440779862975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/7237660440779862975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/06/man.html' title='A MAN'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-aWS1k2vHrBU/TbWF71zdLRI/AAAAAAAAAf0/uP7I_uOJK3Y/s72-c/superman_logo1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-1783986970883744657</id><published>2011-06-03T18:06:00.002-03:00</published><updated>2011-06-17T18:03:44.616-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CINEMA 2011'/><title type='text'>X-MEN, PRIMEIRA CLASSE</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.upcoming-movies.com/movie-news-images/x-men-first-class-movie-poster.jpg" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://www.upcoming-movies.com/movie-news-images/x-men-first-class-movie-poster.jpg" width="213" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não é preciso ser fã de HQ para se divertir assistindo a "X-Men, Primeira Classe", que traz de volta aos cinemas a trupe de mutantes da Marvel que devolveu qualidade e bilheteria às adaptações&amp;nbsp; de comic books à sétima arte. Desde que Bryan Singer lançou o primeiro "X-Men", em 2000, personagens como Homem-aranha, Homem-de-ferro e afins lotaram salas de cinema e redimiram transposições equivocadas anteriores. Mas, repetindo, o melhor, em se tratando de X-Men, é que nem é necessário gostar do estilo para curtir as duas horas do filme de Matthew Vaughn. Basta pegar refrigerante e pipoca e se deixar ser levado por uma trama que, a despeito de versar sobre heróis mutantes, fala também, sutilmente (ou nem tanto, às vezes), sobre a tolerância às diferenças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem não sabe, esse novo filme não é uma continuação da primeira trilogia - cujo segundo capítulo é tudo aquilo que se pode esperar de um filme de ação e um pouco mais: seguindo uma tendência cada vez maior, o que se mostra aqui é a gênese de toda a história contada antes, ou seja, não se pode esperar Ciclope, ou Jean Gray, ou Tempestade, ou Wolverine (ops, será que não??). A trama dessa nova investida da Marvel nas telas apresenta o início da relação de amizade/admiração/rivalidade entre duas das personagens mais interessantes do universo dos quadrinhos: Charles Xavier e Erik Lehnsherr, também conhecido como Magneto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vividos pelo inglês James McAvoy e pelo alemão Michael Fassbender, Xavier e Erik são a base de um roteiro que é valorizado pela seriedade (ainda que nunca deixe de lado o senso de humor). A inteligência da audiência jamais é desrespeitada, principalmente pela coragem dos produtores em situar toda a trama na famigerada crise dos mísseis de Cuba, momento crucial do governo Kennedy. É nesse momento, essencial para a história mundial, que a raça dos mutantes tem sua primeira cisão: de um lado, aqueles que acreditam em uma política de tolerância, liderados por Xavier. De outro, o grupo que vislumbra na guerra absoluta a solução para os problemas de discriminação e preconceito. Tem como não gostar de um filme que trata de assuntos tão sérios de forma tão comercial e popular?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"X-Men, Primeira Classe" começa em um campo de concentração polonês em 1944 (assim como o primeiro filme), quando Erik começa a perceber seus poderes de manipular metais. No mesmo ano, o jovem Charles Xavier também tem ciência de seus grandes poderes e assume a jovem Raven (também uma mutante) como sua irmã de criação. Em 1962, os caminhos dos dois jovens irão se cruzar na busca de Erik pela vingança contra Sebastian Shaw (Kevin Bacon), que matou sua mãe e na tentativa da CIA (na figura de Moira MacTaggert, vivida pela australiana Rose Byrne) em impedir a III Guerra Mundial, que está prestes a acontecer devido ao embargo americano ao país de Fidel Castro. Juntos, Xavier e Erik iniciam o recrutamento de jovens mutantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumir um filme de "X-Men" não é tarefa das mais fáceis, uma vez que sempre acontece tanta coisa - e de forma tão orgânica e natural - que é mais fácil realmente apertar o botão de relaxar e curtir cada cena, cada momento, cada diálogo. Sim, em toda a série - talvez com a possível exceção do fraco "Wolverine" - há o cuidado com a relação entre as personagens e a maneira com que os acontecimentos se conectam. E aqui, o público é brindado com duas aparições-relâmpago muito divertidas e com algumas cenas que explicam muito do que está por vir (ou já veio, depende de como se vê as coisas). E é por isso que a escolha do elenco, mais uma vez, mostrou-se extremamente acertada. James McAvoy é um dos melhores jovens atores do momento, e Jennifer Lawrence (indicada ao Oscar deste ano por "Inverno da alma") se sai muito bem como a adolescente Mística. Nicholas Hoult (o ator de "Um grande garoto" irreconhecível) e Kevin Bacon também não deixam a peteca cair (Bacon, aliás, parece se divertir muito no papel de vilão). Mas é inegável que o maior destaque é Michael Fassbender. Na ausência de Wolverine, é ele quem tem as melhores cenas, é por ele que o público torce mais fervorosamente e é ele que é o responsável por empolgar a audiência (até mesmo na esperada sequência que explica o motivo de Xavier estar preso em uma cadeira de rodas nas continuações). E honra o papel, vivido majestosamente por Ian McKellen nas primeiras partes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, "X-Men, Primeira Classe" não decepciona os fãs dos primeiros filmes - ao menos àqueles que nunca leram uma linha sequer dos quadrinhos - e nem de longe é tão decepcionante quanto "Wolverine". É um exemplo a ser seguido por quem preza unir qualidade e sucesso financeiro. Vida longa aos mutantes!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-1783986970883744657?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/1783986970883744657/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=1783986970883744657&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/1783986970883744657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/1783986970883744657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/06/x-men-primeira-classe.html' title='X-MEN, PRIMEIRA CLASSE'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-8164799786439846486</id><published>2011-05-28T22:46:00.001-03:00</published><updated>2011-06-17T18:03:25.329-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CINEMA 2011'/><title type='text'>O PODER E A LEI</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.moviephotogallery.com/data/media/1189/the_lincoln_lawyer_poster_01.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://www.moviephotogallery.com/data/media/1189/the_lincoln_lawyer_poster_01.jpg" t8="true" width="216" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Em 1996, o ator Matthew McConaughey tornou-se astro da noite para o  dia graças a seu trabalho em "Tempo de matar", até hoje a melhor  adaptação para o cinema&amp;nbsp;de um romance do escritor John Grisham. De lá  pra cá, tentou ser respeitado como ator sério, foi dirigido por Steven  Spielberg, mas acabou caindo nas comédias românticas, ao lado de Kate  Hudson e Jennifer Lopez. Agora, quinze anos mais velho, ele tenta  novamente ser respeitado, e mais uma vez na pele de um advogado. "O  poder e a lei", baseado em um livro do escritor policial Michael  Connelly pode até não ser um grande filme que ressuscitará sua carreira,  mas é um entretenimento bem decente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;McConaughey (que  se mostra bastante envelhecido) vive Mick Haller, um advogado de porta  de cadeia que usa seu Lincoln como escritório (como sugere o título  original) e vive de defender a escória da sociedade - o que lhe ajuda a  sustentar a filha pequena que tem com a ex-mulher, uma promotora de  justiça interpretada por Marisa Tomei. Sua grande chance de melhorar a  carreira surge quando ele é contratado para defender o jovem playboy  Louis Roulet (o sempre fraquinho Ryan Philippe), acusado de agressão  contra uma garota de programa. No curso das investigações do caso,  logicamente Haller passa a desconfiar que seu cliente não é assim tão  inocente, o que o leva a questionar sua ética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bem da  verdade "O poder e a lei" não acrescenta muita coisa aos filmes de  tribunal, um dos gêneros mais queridos e bem-sucedidos de Hollywood. A  direção do quase estreante Brad Furman é burocrática, sem maiores lances  de brilhantismo e o roteiro também não é exatamente genial, tentando  equilibrar a trama policial com os problemas domésticos do protagonista,  que McConaughey defende com garra mas sem muito carisma (o que não  deixa de ser decepcionante, uma vez que essa é justamente sua maior  qualidade). Dividindo suas cenas com um Ryan Philippe canastrão e uma  Marisa Tomei eficiente, ele não compromete, mas é eclipsado pelo ótimo  William H. Macy, cujas cenas dão uma muito bem-vinda vivacidade ao  filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O poder e a lei" é um bom filme para quem gosta  do gênero: é correto, interessante e bem realizado. Mas falha em não  fugir dos clichês e ter um final totalmente anti-climático. Até agrada,  mas está longe de ser grande cinema.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-8164799786439846486?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/8164799786439846486/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=8164799786439846486&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/8164799786439846486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/8164799786439846486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/05/o-poder-e-lei.html' title='O PODER E A LEI'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-7195271012717165412</id><published>2011-05-26T14:02:00.000-03:00</published><updated>2011-05-26T14:02:28.979-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='LITERATURA'/><title type='text'>UM DIA</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/blog/imperdivel/files/2011/05/um-dia-capa.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://veja.abril.com.br/blog/imperdivel/files/2011/05/um-dia-capa.jpg" t8="true" width="222" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Todo mundo que já foi adolescente, que sonhou em ter uma vida repleta de realizações pessoais e profissionais, que já amou de verdade e viu que as coisas nunca são exatamente como se espera vai se identificar com "Um dia", escrito pelo inglês David Nicchols e lançado no Brasil pela editora&amp;nbsp;Intrínseca às vésperas da estreia de sua adaptação para o cinema, que deve acontecer em agosto nos EUA. Escrito de forma leve, ágil e inteligente, o livro de Nicchols é ao mesmo tempo bem-humorado e melancólico, doce e ácido, encantador e triste. Em outras palavras, é praticamente impossível não se apaixonar por ele - e por suas personagens centrais, escritas com uma sensibilidade rara no mercado editorial que busca o sucesso fácil através de vampiros emos e obras sofríveis de autoajuda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Um dia" começa em 15 de julho de 1988, quando os então adolescentes Emma Morley e Dexter Mayhew passam a noite juntos. Ela é estudiosa, compenetrada, politicamente correta e tem sonhos de mudar o mundo. Ele é popular, belo, esperto e quase egocêntrico. Aparentemente o oposto um do outro, eles resolvem manter-se amigos e, durante os vinte anos seguintes, o livro acompanhará suas vidas, sempre localizando-os no dia em que se conheceram. Assim, o leitor seguirá a luta de Emma em seu desejo de escrever um livro de relevância social enquanto procura um grande amor. E também testemunhará a trajetória de Dexter em sua escalada como astro da TV e sua decadência física e emocional. A cada ano eles estão não apenas mais velhos, mas mais cientes da efemeridade da juventude e mais dispostos a tentar ser felizes. E essa felicidade pode ou não estar na sua relação tão delicada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É impressionante como David Nicchols consegue ser tão preciso em seu retrato de uma juventude perdida em seus anseios ao mesmo tempo em que conta uma história de amor comovente e extremamente real. A força de seus protagonistas é quase palpável, e o texto fluente e tragicômico do autor leva o leitor a uma identificação inevitavel com o livro, um dos mais apaixonantes dos últimos anos. Carinhoso, terno, duro em sua realidade e poético em seu romantismo, "Um dia" é, sem dúvida, para se guardar no coração. Oremos para que o filme seja tão bom quanto!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-7195271012717165412?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/7195271012717165412/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=7195271012717165412&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/7195271012717165412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/7195271012717165412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/05/um-dia.html' title='UM DIA'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-6403186400104432809</id><published>2011-05-25T12:18:00.001-03:00</published><updated>2011-06-17T18:03:11.646-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EM DVD 2011'/><title type='text'>ORAÇÕES PARA BOBBY</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.nydailynews.com/img/2009/01/24/alg_prayers.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="229" src="http://www.nydailynews.com/img/2009/01/24/alg_prayers.jpg" t8="true" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Em dias tão complicados, onde fascistas da pior espécie como Jair Bolsonaro vociferam suas teorias preconceituosas e doentias em cadeia nacional, filmes como "Orações para Bobby" deveriam ser obrigatórios em escolas e para orientação para pais e professores.&amp;nbsp;Baseado em uma história real ocorrida no final dos anos 70/início dos 80, o filme de Russell Mulcahy - que outrora comandou o cult "Highlander, o guerreiro imortal" - é um documento importante a respeito de tolerância sexual e, a despeito de suas restrições advindas do fato de ter sido realizado para a TV, é um drama inspirador e pungente, que tem na atuação de Sigourney Weaver seu mais importante trunfo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contada em um livro escrito em 1996 por Leroy Aarons, a trágica e emocionante história de Bobby Griffith recebeu de Mulcahy um tratamento delicado e felizmente pouco exagerado dramaticamente. Criado em uma pequena cidade dos EUA, o adolescente Bobby (vivido por Ryan Kelley, que transmite toda a insegurança e constrangimento de sua personagem) vive cercado por um ambiente familiar ortodoxo e rígido. Sentindo-se diferente do irmão mais velho e deslocado dos amigos de sua idade, ele se descobre homossexual, mas reprime heroicamente&amp;nbsp;seus sentimentos e desejos, com medo de magoar os pais, em especial sua mãe, Mary (Sigourney Weaver). Religiosa fervorosa, Mary tenta desesperadamente "curar" seu filho com os ensinamentos da Bíblia - que promete o fogo do inferno a pecadores como ele - mas é somente depois de uma tragédia que ela finalmente começa a compreender o filho, tornando-se ativista dos movimentos gays.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma pena que "Orações para Bobby" tenha sido feito para a TV, ao invés de ganhar as telas de cinema. Sua história forte e comovente merecia uma atenção maior, em especial devido a seu tema e às discussões que suscita. Em especial na segunda metade do filme, quando Mary passa a questionar os textos bíblicos em conversas com um sacerdote mais aberto às diferenças do que o normal, o roteiro busca levantar questões de importância capital em um mundo onde a diversidade toma seu espaço em proporções gigantescas.&amp;nbsp;A maneira com que a mentalidade da protagonista é transformada - de uma mulher de formação moral e religiosa radical a uma mãe finalmente compreendendo os sentimentos de um filho que buscava apenas seu amor e aprovação - é acertada, com o diretor nunca buscando a emoção fácil. Sigourney Weaver acerta no tom da interpretação e, se emociona em alguns momentos, é porque consegue a cumplicidade de uma plateia envolvida em suas dúvidas e sua dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Orações para Bobby" não é uma obra-prima, mas cumpre com grande eficiência seus dois papeis. Como entretenimento, tem uma qualidade inegável, com um elenco esforçado (o canadense Tcheky Karyo vive o pai de Bobby de maneira direta e também tocante) e um roteiro que consegue driblar suas restrições orçamentárias e de veículo. Mas é como mensagem que ultrapassa o corriqueiro. Se mais pais o assistissem, provavelmente gente como Bolsonaro ou seus obtusos fãs estariam vivendo em uma merecida obscuridade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-6403186400104432809?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/6403186400104432809/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=6403186400104432809&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/6403186400104432809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/6403186400104432809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/05/oracoes-para-bobby.html' title='ORAÇÕES PARA BOBBY'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-3150448506012598105</id><published>2011-05-23T11:54:00.001-03:00</published><updated>2011-06-17T18:02:58.845-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CINEMA 2011'/><title type='text'>CAMINHO DA LIBERDADE</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.flicksandbits.com/wp-content/uploads/2010/10/the-way-back-poster.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" j8="true" src="http://www.flicksandbits.com/wp-content/uploads/2010/10/the-way-back-poster.jpg" width="216" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Demorou sete anos até que o australiano Peter Weir voltasse para trás das câmeras e presenteasse o público com mais um de seus belos&amp;nbsp;trabalhos. Responsável por alguns dos clássicos dos anos 80, como "A testemunha" e "Sociedade dos poetas mortos", Weir estava sumido desde "Mestre dos mares", de 2003 e sua volta não poderia ter sido mais festejada pelos fãs de cinema. Mesmo que "Caminho da liberdade" tenha fracassado nas telas americanas e sido praticamente ignorado pelas cerimônias de premiação que cumularam de láureas o insuportável "O discurso do rei", o filme é um belo drama de superação que não apela para emoções fáceis e que é narrado de forma discreta e elegante, como é normal na obra do cineasta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma história real, "Caminho da liberdade" começa quando o jovem polonês&amp;nbsp;Janusz (Jim Sturgess, de "Across the universe", surpreendentemente bem) é preso pelos soviéticos&amp;nbsp;durante a divisão russo-germânica em seu país. Acusado de traição e separado da esposa, ele é condenado a um campo de concentração. Em 1941, movido por uma coragem inabalável, ele lidera um grupo de presos em uma fuga insana: a pé, eles atravessam milhares de quilômetros, saindo da Sibéria e chegando até a Índia munidos apenas de um machado e uma faca. Enfrentando nevascas, o clima do deserto de Gobi e as condições inóspitas do Himalaia, o grupo - que inclui o criminoso Valka (um irreconhecível Colin Farrell), um misterioso e calado americano (Ed Harris) e a adolescente Irena (Saoirse Ronan, de "Desejo e reparação") - nunca desiste de seu objetivo, mesmo que em muitos momentos o cansaço, o medo e o desespero tomem conta de seus pensamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil entender porque a Academia, por exemplo, ignorou o filme de Weir, que tem todos os ingredientes para conquistar o Oscar: uma história real de superação e coragem, atuações marcantes, uma técnica impecável e um final inspirador. Indicado apenas ao prêmio de maquiagem (indicação justíssima, diga-se de passagem), "Caminho da liberdade" é mais uma das injustiças (ou crimes) cometidas este ano na festa de fevereiro. Mesmo que não seja extraordinário, é forte e inteligente o bastante para emocionar àqueles que procuram histórias de verdade, com personagens que fogem do tradicional heroísmo comercial. Narrado de forma episódica, "Caminho da liberdade" foge das emoções exageradas e justamente por isso é tão tocante...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais sobre cinema em &lt;a href="http://www.clenio-umfilmepordia.blogspot.com/"&gt;http://www.clenio-umfilmepordia.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;a href="http://www.confrariadecinema.com.br/"&gt;http://www.confrariadecinema.com.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;a href="http://www.cinematotal.com.br/"&gt;http://www.cinematotal.com.br/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-3150448506012598105?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/3150448506012598105/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=3150448506012598105&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/3150448506012598105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/3150448506012598105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/05/caminho-da-liberdade.html' title='CAMINHO DA LIBERDADE'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-8489572251339884025</id><published>2011-05-21T11:37:00.000-03:00</published><updated>2011-05-21T11:37:07.457-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='TV'/><title type='text'>"ANOS DOURADOS" E A NOSTALGIA DA BOA TV</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2008/07/191_1837-anos4adirm%C3%A9ra.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="317" j8="true" src="http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2008/07/191_1837-anos4adirm%C3%A9ra.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Uma única cena. Bastou uma única cena da minissérie "Anos dourados" - atualmente sendo reprisada de segunda à sexta, às 23h no Canal Viva - para que ela me reconquistasse.&amp;nbsp;Criada por Gilberto Braga em 1986, a história de amor entre a normalista Lourdinha (Malu Mader) e o aspirante a cadete do exército Marcos (Felipe Camargo) durante a&amp;nbsp;segunda metade da década de 50&amp;nbsp;é, provavelmente,&amp;nbsp;o mais delicado, sensível e apaixonante texto já escrito para a televisão brasileira. Dirigido com um cuidado raro por Roberto Talma, o programa exibido ainda em 1988 e 1992 - além de ter sido lançado em DVD com vários cortes - é a prova cabal de que não é preciso super exposição do corpo, palavrões e violência para fazer televisão de qualidade. Bom texto, bons atores,&amp;nbsp;uma história interessante&amp;nbsp;e uma direção inspirada: a receita não tem erro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou saudosista cultural, ao menos não daquele tipo que fica se lamentando sobre como a TV, o cinema e a música de hoje são sofríveis em comparação com tudo que foi feito no passado. Sei que hoje em dia as coisas estão feias, mas ainda dá pra ter esperança (ao menos em termos musicais e cinematográficos alguns heróis ainda sobrevivem...). No entanto, não há como evitar uma nostalgia quando se percebe que, há 25 anos, ainda havia a preocupação em ter-se qualidade e não apenas audiência (e o fato de que uma coisa não necessariamente exclui a outra é assunto para muitas discussões). E, sinceramente, dá para resistir a uma Malu Mader adolescente, em vias de se tornar uma das atrizes mais queridas do país? Não é à toa que passei os meus "anos dourados" sonhando acordado com&amp;nbsp;a Malu.....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Anos dourados" é fascinante. A trilha sonora espetacular, o figurino caprichado, os cenários bem cuidados, o elenco... Estão lá os saudosos Yara Amaral, José Lewgoy, Cláudio Corrêa e Castro e Milton Moraes. Malu, Felipe Camargo e Isabela Garcia estão sensacionais. A sutil crítica aos preconceitos sociais e sexuais é mixada com uma carpintaria dramatúrgica envolvente e o romance central é de encher os olhos e o coração. Uma única cena e deu para entender porque o Brasil de bom gosto nunca vai esquecer Marcos e Lourdinha...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS - E aplausos ao Canal Viva, que tem proporcionado aos saudosistas belas viagens no tempo. "Vale tudo", "Chico &amp;amp; Caetano", "Armação ilimitada", "TV Pirata".... Bons tempos....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-8489572251339884025?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/8489572251339884025/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=8489572251339884025&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/8489572251339884025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/8489572251339884025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/05/anos-dourados-e-nostalgia-da-boa-tv.html' title='&quot;ANOS DOURADOS&quot; E A NOSTALGIA DA BOA TV'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-8245861461866190780</id><published>2011-05-20T13:29:00.001-03:00</published><updated>2011-05-20T13:29:49.895-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='LITERATURA'/><title type='text'>A DELICADEZA</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.digestivocultural.com/editoriais/imagens/384-1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" j8="true" src="http://www.digestivocultural.com/editoriais/imagens/384-1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Em uma época tão corrida, em que qualquer minuto é sagrado, é necessário tirar um tempinho para relaxar. E mesmo os vorazes leitores de clássicos densos e de temáticas fortes precisam de um fôlego, de um oásis de leveza em meio a Dostoievsky, Garcia Marquez, Philip Roth e afins. E é justamente para essas pessoas - sedentas de uma obra rápida mas que nunca abdique da inteligência - que existem livros como "A delicadeza" (Ed. Rocco), escrito pelo francês David Foenkinos, autor do também delicioso "Em caso de felicidade".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em linguagem ágil e bem-humorada - mas repleta de uma poesia e uma verdade raras - o autor conta a trajetória da bela Nathalie, uma jovem que tenta reconstruir a vida depois da trágica morte do marido, lidando com o assédio do patrão casado e de um colega de trabalho sueco sem maiores atrativos por quem se sente estranhamente atraída. Foenkinos não tenta fazer psicologismos baratos nem tampouco sente necessidade de apelar para construções verbais intrincadas. Sua prosa é direta, contada em capítulos bastante curtos que vão direto ao ponto de maneira lírica e engraçada. Em muitos momentos, a narrativa é interrompida para a inserção de informações extras (algumas hilárias, outras dramáticas e outras aparentemente fora de propósito, mas que casam perfeitamente com o estilo). Ler "A delicadeza" é o equivalente literário de assistir-se a "O fabuloso destino de Amélie Poulain", tamanha a capacidade do autor em criar uma atmosfera de sensibilidade mixada com referências culturais e um romantismo nunca exagerado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para se ler em poucas horas, "A delicadeza" é um livro capaz de despertar sorrisos. E isso é um baita elogio!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-8245861461866190780?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/8245861461866190780/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=8245861461866190780&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/8245861461866190780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/8245861461866190780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/05/delicadeza.html' title='A DELICADEZA'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-8247668727650940619</id><published>2011-05-19T23:04:00.002-03:00</published><updated>2011-06-17T18:02:42.760-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CINEMA 2011'/><title type='text'>O NOIVO DA MINHA MELHOR AMIGA</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-nKemk0R-NLQ/TdXN4soAo4I/AAAAAAAAAKw/Pgfz-LGK9YE/s1600/Something-Borrowed-Poster-535x791.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-nKemk0R-NLQ/TdXN4soAo4I/AAAAAAAAAKw/Pgfz-LGK9YE/s320/Something-Borrowed-Poster-535x791.jpg" width="216" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Comédias românticas tendem, fatalmente, ao mais desbragado clichê. Dificilmente um filme do gênero consegue fugir das armadilhas que mais de um século de cinema propõe, especialmente se for levado em conta que o público que o consome também não é exatamente sedento por novidades. Mais um exemplar derivativo e sem maiores novidades, "O noivo da minha melhor amiga" é um amontoado de situações já vistas centenas de vezes em filmes melhores (e outros francamente piores). Dirigida por Luke Greenfield, mais conhecido pela comédia "Um amor de vizinha", esta adaptação de um livro direcionado para mulheres escrito por Emily Giffin até consegue fazer rir em alguns momentos (principalmente graças a seus coadjuvantes), mas peca por não ousar nem explorar a contento o talento de suas protagonistas. A seu favor, porém, existe a escalação de Ginnifer Goodwin no papel central. Simpática e talentosa, ela finalmente tem a chance de ter seu nome liderando um elenco e se sai bastante bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Goodwin vive Rachel, uma advogada de 30 anos que tem uma relação de grande lealdade e companheirismo com sua amiga de infância, a expansiva Darcy (Kate Hudson, divertida e à vontade mesmo em segundo plano). Dois meses antes do casamento de Darcy, porém, Rachel cede à tentação e passa uma noite de amor com o noivo desta, o sedutor Dex (Colin Egglesfield), por quem é apaixonada desde a época da faculdade. Ao descobrir que o rapaz a ama, ela fica dividida entre a amizade e a paixão, desabafando suas dúvidas com o fiel Ethan (John Krasinski, da série "The Office").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem tem o hábito de assistir a comédias românticas não verá nada de novo em "O noivo da minha melhor amiga". Até mesmo o título em português força uma semelhança com um dos mais bem-sucedidos produtos do gênero, estrelado por Julia Roberts em 1997. Mesmo que conte com algumas piadas interessantes (normalmente referentes a outros filmes, como "Atração fatal"), mais uma vez o trunfo está em seu elenco secundário. Kate Hudson (que já tem no currículo o péssimo "Noivas em guerra") está novamente luminosa, mesmo na pele de uma irritante e egocêntrica Darcy e John Krasinski usa e abusa de seus trejeitos de bom rapaz bem-humorado (principalmente quando contracena com a ótima Ashley Williams). São suas intervenções que fazem com que o filme respire, já que a história de amor entre Rachel e Dex cansa depois de trinta minutos de projeção (e tudo se estende por desnecessárias duas horas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em resumo, "O noivo da minha melhor amiga" é mais do mesmo. Não mudará a história do cinema nem tampouco se tornará o filme preferido de alguém. Mas pode agradar a quem procura uma diversão inofensiva. E não há como não simpatizar com um filme que utiliza a bela "Fake plastic trees", da banda Radiohead na trilha sonora....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-8247668727650940619?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/8247668727650940619/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=8247668727650940619&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/8247668727650940619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/8247668727650940619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/05/o-noivo-da-minha-melhor-amiga.html' title='O NOIVO DA MINHA MELHOR AMIGA'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-nKemk0R-NLQ/TdXN4soAo4I/AAAAAAAAAKw/Pgfz-LGK9YE/s72-c/Something-Borrowed-Poster-535x791.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-285312447573563474</id><published>2011-05-17T13:02:00.000-03:00</published><updated>2011-05-17T13:02:46.239-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CONFISSÕES'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='FICÇÕES'/><title type='text'>DA ARTE DE FALAR BANALIDADES COM O GRANDE AMOR...</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://upblogs.net/fotos/2010/05/bate-papo-msn-online.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" j8="true" src="http://upblogs.net/fotos/2010/05/bate-papo-msn-online.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;Ao som de "Rolling in the deep", de Adele&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oi, tudo bem? &lt;em&gt;(Que saudade infernal de você!)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Tudo bem, levando a vida. E você?&lt;br /&gt;- No alarms and no surprises. Tudo tranquilo. &lt;em&gt;(Só uma vontade tão&amp;nbsp;indescritível de beijar a tua boca que&lt;/em&gt; &lt;em&gt;nem me deixa dormir.)&lt;/em&gt; Como vai a faculdade?&lt;br /&gt;-Tenho um trabalho pra entregar amanhã e ainda nem comecei. Mas se eu me concentrar faço rapidamente. E seus projetos, como vão?&lt;br /&gt;- Mil e um projetos, nenhum a curtíssimo prazo. Você sabe, sou meio preguiçoso. &lt;em&gt;(Mas mesmo assim eu faria qualquer coisa pra te ter, nem que seja viajar milhares de quilômetros.)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Ainda trabalhando no mesmo lugar?&lt;br /&gt;- Sim, paga minhas contas. Enquanto não ganho na MegaSena não tenho outro jeito. &lt;em&gt;(E se eu ganhasse na MegaSena a primeira coisa que eu faria era te sequestrar e te manter como meu refém pro resto da vida.)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Eu quero ganhar mas nunca jogo!&lt;br /&gt;- Mas você deveria tentar... vai que um dia a sorte está do seu lado. &lt;em&gt;(E você pode finalmente vir me visitar, sem desculpa financeira nenhuma e eu vou te provar o quanto te amo assim que você olhar nos meus olhos....)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- A sorte nunca está do meu lado!&lt;br /&gt;- Isso é o que todo mundo diz.... &lt;em&gt;(Você teve a sorte de despertar todo o amor grandioso que eu tenho dentro de mim... se isso não é sorte eu não sei o que pode ser....)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Por que você nunca me chama pra conversar por aqui?&lt;br /&gt;- Eu nunca sei quando você está on-line... &lt;em&gt;(Sei, sim, mas evito a tristeza de lembrar que você existe longe de mim.)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Sempre que estou aparece a minha foto à sua esquerda...&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;- Ainda está aí?&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;(Sim, estou aqui, querendo te dizer que não falo com você porque falar com você essas banalidades me corta o coração, me sufoca, me entristece, me dá vontade de chorar, de gritar, de espancar qualquer pessoa que se mostre feliz perto de mim.)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Pode falar?&lt;br /&gt;- Sim, estava no telefone. &lt;em&gt;(Mentira, estava querendo falar a verdade: que eu te amo e conversar sobre&lt;/em&gt; &lt;em&gt;amenidades com você é a minha versão de tortura maior).&lt;/em&gt; Tenho que sair. Estou com frio.&lt;br /&gt;- Boa noite e boa semana.&lt;br /&gt;- Pra você também.&lt;em&gt; (Te desejo toda a felicidade do mundo, hoje e sempre.... e seria perfeito se essa felicidade toda fosse ao meu lado...)&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-285312447573563474?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/285312447573563474/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=285312447573563474&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/285312447573563474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/285312447573563474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/05/da-arte-de-falar-banalidades-com-o.html' title='DA ARTE DE FALAR BANALIDADES COM O GRANDE AMOR...'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-8835708502055304053</id><published>2011-05-15T16:23:00.001-03:00</published><updated>2011-06-17T18:02:28.971-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EM DVD 2011'/><title type='text'>AS COISAS IMPOSSÍVEIS DO AMOR</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.nerdsociety.com/wp-content/uploads/2010/12/other-woman1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="211" j8="true" src="http://www.nerdsociety.com/wp-content/uploads/2010/12/other-woman1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Don Roos é um&amp;nbsp;cineasta interessante. Diretor de filmes como "O oposto do sexo", "Finais felizes" e "De caso com o acaso" - filmes que lidam sobre questões extremamente humanas de maneira carinhosa e/ou contundente - ele é também um exímio roteirista. Infelizmente, em seu "As coisas impossíveis do amor" ele parece ter perdido um pouco a mão. Não que a adaptação do romance de ... seja ruim, mas está bem longe de apresentar o sarcasmo e a pungência de seus melhores trabalhos. A impressão que se tem é que Roos quer mostrar a seu público uma maturidade temática que não combina muito bem com sua visão ácida da vida. Seu novo filme - que saiu direto em DVD no Brasil - só consegue emocionar porque conta com mais uma inspirada&amp;nbsp;atuação de Natalie Portman, que faz o que pode para dar consistência a um roteiro bem mais ou menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Linda como sempre, Portman vive Emilia Greenleaf, uma jovem casada com um advogado mais velho (Scott Cohen, apático), que precisa lidar com os problemas relativos a um segundo casamento: a ex-esposa do marido, Carolyn (Lisa Kudrow, sempre eficiente, mesmo em papéis dramáticos) e o filho deste, o pequeno William (Charlie Tahan), não exatamente simpático e acessível a seus carinhos. Além dos desaforos de Carolyn - que compreensivelmente não simpatiza muito com a mulher que lhe roubou o marido - Emilia ainda precisa conviver com o sentimento de ter perdido a filha recém-nascida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existe, em "As coisas impossíveis do amor" (título, aliás, completamente idiota), o humor sardônico de "O oposto do sexo", por exemplo, e a delicadeza de "De caso com o acaso". Roos construiu um filme lento, de emoções contidas e culpas mal assimiladas, mas peca em nunca defender de forma adequada sua protagonista. Emilia é uma pessoa falível, com defeitos e qualidades, mas o roteiro não se esforça em provocar a empatia da audiência com seus problemas. Prejudicada pela falta de entusiasmo de seu parceiro de cena Scott Cohen, Portman tem trabalho dobrado em tentar carregar&amp;nbsp;tudo nas costas, mas o faz com a classe e o talento usuais. Quem gosta de um drama pode gostar do resultado final, mas é Natalie quem justifica uma espiada no filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais sobre cinema em &lt;a href="http://www.clenio-umfilmepordia.blogspot.com/"&gt;http://www.clenio-umfilmepordia.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.confrariadecinema.com.br/"&gt;http://www.confrariadecinema.com.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.cinematotal.com.br/"&gt;http://www.cinematotal.com.br/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-8835708502055304053?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/8835708502055304053/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=8835708502055304053&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/8835708502055304053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/8835708502055304053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/05/as-coisas-impossiveis-do-amor.html' title='AS COISAS IMPOSSÍVEIS DO AMOR'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-232487154680974555</id><published>2011-05-14T11:41:00.001-03:00</published><updated>2011-06-17T18:02:14.879-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CINEMA 2011'/><title type='text'>SEXO SEM COMPROMISSO</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://sintoniza.com.br/wp-content/uploads/2010/11/No_Strings_Attached.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" j8="true" src="http://sintoniza.com.br/wp-content/uploads/2010/11/No_Strings_Attached.jpg" width="216" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O cartaz é atraente. O título é sugestivo. A atriz central - merecida vencedora mais recente do Oscar - é linda e talentosa. O mocinho é simpático e, quando bem dirigido, chega a convencer que é bom ator. O diretor tem nome (seu currículo inclui o mega-sucesso "Os caça-fantasmas"). Mas "Sexo sem compromisso" é muito ruim. Chato de doer, arrastado, previsível e - pior de tudo - nada sexy, o que era pra ser uma comédia romântica descompromissada acaba se tornando quase uma tortura que nem mesmo o talento e a beleza de Natalie Portman conseguem salvar do tédio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sexo sem compromisso" conta a&amp;nbsp;historinha pra boi dormir - que os fãs do gênero conhecem de cor e que aqui só irrita - de Emma (Portman, sempre linda) e Adam (Ashton Kutcher), um casal de jovens solteiros, livres e desimpedidos que resolvem iniciar uma relação baseada somente em sexo, sem romantismo, sem mãos dadas, sem noites de sono compartilhadas. Porém, o que serve perfeitamente para a vida sem horários de Emma, uma jovem estudante de Medicina, começa a incomodar Adam, um aspirante a roteirista que tem uma relação complicada com o pai, um ator de televisão de relativo sucesso (vivido por um mal-aproveitado Kevin Kline). Quando tenta avançar em sua relação com Emma, Adam esbarra na teimosia da jovem em não se deixar envolver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É de se perguntar os motivos que levaram Portman a aceitar tomar parte de tão grande equívoco. O roteiro é raso e sem maiores chances de interpretação. Ivan Reitman parece estar no piloto automático - seu filho Jason, de "Amor sem escalas" caminha célere para superar seu prestígio. E, se Ashton&amp;nbsp;Kutcher é divertido e carismático, não é milagreiro. Com uma personagem tão passiva em mãos, não há o que se fazer para consertar o resultado. Além do mais, a trama de "relacionamentos baseados puramente&amp;nbsp;no prazer sexual" já foi melhor retratada recentemente&amp;nbsp;(e com mais sensualidade e talento) em "Amor e outras drogas", onde Anne Hathaway e Jake Gylenhaal se atracavam com mais vontade e convenciam bem mais o público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sexo sem compromisso" não dá pra recomendar. É um passo em falso na carreira de todos os envolvidos. Se Natalie Portman queria descansar da exaustão provocada por "Cisne negro" deveria ter ficado em casa dormindo....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais sobre cinema em &lt;a href="http://www.clenio-umfilmepordia.blogspot.com/"&gt;http://www.clenio-umfilmepordia.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;a href="http://www.confrariadecinema.com.br/"&gt;http://www.confrariadecinema.com.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;a href="http://www.cinematotal.com.br/"&gt;http://www.cinematotal.com.br/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6079816993958267731-232487154680974555?l=lennysmind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lennysmind.blogspot.com/feeds/232487154680974555/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6079816993958267731&amp;postID=232487154680974555&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/232487154680974555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6079816993958267731/posts/default/232487154680974555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lennysmind.blogspot.com/2011/05/sexo-sem-compromisso.html' title='SEXO SEM COMPROMISSO'/><author><name>Clenio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11321864249555869812</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_pSftzuYfvhY/TPlwEZE8wmI/AAAAAAAAAJo/w8vMsV0oo7s/S220/De%2Bbranco.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6079816993958267731.post-5009875029871493145</id><published>2011-05-08T15:17:00.001-03:00</published><upd
