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UTOPIA

Posted by Clenio on 12:04 in ,
O mundo não seria um lugar perfeito se nós conseguíssemos a façanha de amar a quem nos ama? Não seria ideal que nos apaixonássemos justamente por aquela pessoa que sente por nós o que sentimos por outra pessoa? Não seria maravilhoso que, ao fim de um relacionamento todos os sentimentos poderosos de paixão fossem soterrados pela lava do vulcão que os despertou? O mundo é, definitivamente, injusto e cruel para aqueles que amam.

Não seria um espetáculo viver em um universo onde os sentimentos bons fossem recíprocos? Imaginar um mundo onde amores correspondidos fossem algo corriqueiro sempre me dá um aperto no coração, porque é utópico, é impossível, é uma quimera inalcançável. Diariamente pessoas são lançadas em um poço de tristeza por outras que não nutrem por elas o mesmo amor, o mesmo carinho, o mesmo desejo. Seria muito bom se nossa racionalidade de entender os dois lados da questão não fosse suplantada pela dor de ser aquele que é rejeitado.

É uma questão indecifrável: por que nos sentimos sempre tão imerecedores do amor daqueles que nos amam se temos tanta certeza que temos qualidades o bastante para satisfazer aqueles a quem amamos? Ficamos dias e noites fazendo a lista de nossas qualidades, de nossas vantagens, de nossos pontos positivos para utilizá-las em nosso favor e quando acontece de alguém percebê-las ficamos abismados e incrédulos... Paradoxos do coração, diriam os mais filosóficos. Burrice, diriam os mais práticos. Equações imponderáveis, eu diria.

Sonho com o dia em que eu finalmente vou acreditar no amor que dizem sentir por mim. Por enquanto é apenas uma utopia. Bela, mas ainda assim utopia.

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SURRENDERING

Posted by Clenio on 17:27 in ,
Talvez eu seja o último romântico nos litorais desse Oceano Atlântico, mas o fato é que eu ainda sou idealista (ingênuo? trouxa?) o bastante para acreditar que o amor é capaz de mover montanhas, transformar água em vinho e alterar vidas em 24 horas. Logicamente que, posta em prática, essa teoria acarreta consequências e mudanças que assustam qualquer um, mas não dizem que a gente leva da vida somente o que viveu? Pois então, prefiro mil vezes morrer com o coração devastado mas cheio daquela certeza calorosa de que amei muito do que acabar meus dias sofrendo por não ter tido a coragem de expor meus sentimentos, em especial quando eles são tão gigantescos que imploram para sair do meu peito.

Não sou uma pessoa que faz loucuras por amor, confesso que minha coragem normalmente vai até a página 02, quando percebo que talvez as coisas não aconteçam do jeito que quero e preciso. Mas o fato é que normalmente as coisas NÃO acontecem do jeito que NINGUÉM quer e precisa. Tudo bem, tem gente que nasceu virado pra lua e colhe somente coisas boas pelo percurso, mas a maior parte da população passa por essa vida vã tendo seu coração destroçado. Logicamente algumas pessoas lidam melhor do que as outras com aquela maldita coisa chamada "frustração", mas frustrados todos estamos o tempo todo, com o trabalho, com a aparência, com os amigos, com a vida em si - e quando não temos um motivo com o que nos frustrar certamente damos um jeito de encontrá-lo. Frustração faz parte da vida, mas as surpresas positivas também. E é em busca delas que ando nessa vida. Me fechar em copas como forma de auto-proteção é confortável. Mas ser feliz (ou ao menos tentar) é mais corajoso, mais saudável e dá muito mais assunto para minhas memórias.

Eu já sofri por amor, um sofrimento sem nome, quase mortal, que acabou com boa parte da minha auto-estima, que abalou minha saúde, minha confiança, meu humor. Excluí da minha convivência qualquer menção à felicidade, a amor, a planos para um futuro que eu julgava não mais possuir. No meio do caminho magooei pessoas inocentes (em um processo violento de autodestruição e destruição dos outros), cheguei a ponto de pensar em buscar saída em lugares ainda mais escuros, me afundei em becos apavorantes repletos de monstros criados por mim mesmo (e outros criados pelas alucinações da tristeza). Descobri, nesse processo doloroso, que fugir do amor é um desejo utópico. Não somos nós que buscamos o amor, é ele que se apodera de nós quando menos esperamos, mesmo quando não queremos (e talvez não querer seja ainda uma condição mais favorável para que ele invada a nossa vida). Tentar combatê-lo é, na melhor das hipóteses, uma tarefa inglória. Temos que nos render a ele, mesmo que ele nos faça sofrer no final. E quem diz isso não é alguém com alma de Polyanna e sim um cara que jurou para si mesmo nunca mais - NUNCA MAIS - se apaixonar. Mas nos desvãos de uma estrada formada por acidentes, o amor encontrou uma maneira insidiosa de se estabelecer. E, como bom traiçoeiro que é, estabeleceu-se com uma força descomunal que me impede uma convivência pacífica e silenciosa.

É por esse motivo claro - não lutar contra o imbatível - que vou me entregar aos caprichos do destino (da vida, de um roteiro mal alinhavado, do karma, chamem do que quiserem chamar) e partir em busca do meu amor. Vai dar certo? Vai saber! Sendo otimista eu diria que tenho 50% de chances de vencer essa batalha (se é que tudo que este tal de amor me fez acreditar é verdade). Mas eu acredito na força dos meu sentimentos, eu sei de tudo que se passa comigo e sei que o que ofereço é real e consistente. Se isso não for suficiente, só me restará matar isso dentro de mim (mesmo que seja de um tamanho tão considerável que me acrescente um risco de aleijamento emocional). Não quero morrer de velho, nem tampouco deixar essa vida com a sensação de algo inacabado me consumindo. Quero olhar nos olhos do perigo, desafiá-lo e tentar conquistá-lo. Eu ofereço o meu amor incondicional e a promessa de uma vida de felicidade. Eu não sou de brincar quando se trata da minha felicidade e nem seria capaz de oferecer um paraíso artificial. Me rendo ao amor e espero que dessa vez ele seja gentil comigo. Amo mais do que tudo! Só me resta torcer para que isso seja o suficiente. Torçam por mim!

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YOU OWE ME NOTHING IN RETURN

Posted by Clenio on 11:00 in ,
Eu te dou meu amor, meus pensamentos diários, minha dedicação em tentar entender os caminhos tortuosos de seu coração e tudo que eu puder para te dar toda a paz do mundo. Te dou meu esforço em tentar te fazer feliz, mesmo que isso violente todas as minhas possibilidades de um sono tranquilo. Te dou minhas forças, meus sonhos, minha energia. E te peço tão pouco em troca...

Eu penso em você do minuto em que acordo ao último segundo desperto. Eu lembro de você em cada música do Placebo, em cada frase do Marquês de Sade, em cada sotaque mineiro que ouço, em cada palavra, por menor que seja, que faça meu coração viajar em sua direção. Eu sonho em ter teu corpo, tua alma, teu sorriso. E o que eu preciso de volta é tão mínimo....

Eu confundo meus sentimentos, meus pensamentos, minhas esperanças com as tuas. Eu sonho em voar acima de tudo e de todos de mãos dadas com você, confirmando a certeza de que somos muito mais do que simples seres solitários unidos pelo desespero e pelo tédio. Eu arranco sangue de dentro de mim, tentando com ele te chamar a atenção, te fazer perceber que eu te amo mais do que o sensato, que o recomendável, que o saudável. E peço o que de volta?

Peço que você me entenda, que respeite meus sentimentos, que saiba que ninguém nesse mundo vai te amar como eu. Peço que compreenda que nada nesse mundo vai me fazer desistir de você, de te provar o meu amor incondicional e profundo. Peço que não crave sua agonia disfarçada de insensibilidade em minha alma vulnerável a qualquer ato que venha de você. Eu te amo e só o que peço é que entenda isso, já que pedir mais de você é buscar no vazio um sonho irrealizável.

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A MAN

Posted by Clenio on 11:40 in ,
Eu sou homem não apenas porque consta "sexo masculino" na minha certidão de nascimento. Sou homem não porque tenho um pênis entre as pernas. Não sou homem somente porque tenho pelos no peito e nas pernas, tenho que fazer a barba e posso mijar em pé e andar sem camisa nas ruas. Acima de tudo eu sou um Homem com H maiúsculo porque não tenho medo de assumir meus defeitos, minhas falhas e meus desejos. Ser homem é mais do que torcer desesperadamente por um time de futebol ou preferir tomar um chope gelado em mesa de boteco do que beber vinho tinto em frente à lareira. Ser homem prescinde antes de mais nada da coragem de lutar pelo que quer, pelo que ama, pelo que anseia. Ser homem não tem nada a ver com não chorar (aliás, é até bom chorar, para deixar claro que dogmas preconceituosos devem ser extirpados da face da Terra). Ser homem não tem nada a ver com manter-se distante, nada a ver com esconder sentimentos. Ser homem é se deixar levar por aquela velha magia chamada amor sem sentir vergonha de estar apaixonado.

Por isso tudo eu posso dizer que sim, sou um homem. Tenho milhões de defeitos e os assumo senão com orgulho pelo menos com a humildade de quem se sabe falível. Posso não saber trocar pneu de carro, não sou dado a puxar brigas nem sou expert em computação ou outras dessas coisas chamadas masculinas, mas quando necessário eu não abro mão de ter mais coragem do que qualquer integrante do exército espartano, em especial se for para declarar meus sentimentos. E é justamente desse tipo de homens como eu (que gritam aos quatro ventos seu amor mesmo que isso sirva apenas para incitar sofrimento e dor) que sinto falta nesse mundo tão repleto de gente fria e covarde. São homens assim, que tem medo de ser feliz, tem medo de ser rejeitado, tem medo de amar, que fazem com que cada vez mais tudo seja tão cinzento, tão negativo, tão triste. Eu amo, sim. Desesperadamente, sofregamente, apaixonadamente, quase sem esperanças.... mas amo... mal consigo viver sem ter o amor de quem eu quero, mas amo. Ele me merece? Provavelmente não, faz parte do time dos que morrem de medo (de que é uma coisa que não consigo entender...). Provavelmente não, porque usa e abusa do meu amor e da minha paciência. Mas sou muito homem pra assumir que, sim, eu estou sofrendo (e sofro em pé, estoicamente). Se isso é coisa de mulherzinha, foda-se (e dizer foda-se é coisa de macho!) Sou homem suficiente para aguentar o deboche...

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THAT PARTICULAR TIME

Posted by Clenio on 15:17 in ,
Naquele momento específico eu queria alguém que me entendesse. Alguém que conseguisse me enxergar através de palavras duras e sentimentos tristes. Uma pessoa que reconhecesse em mim a minha essência, o meu valor, a minha verdade. Eu queria uma alma especial que se identificasse com todas aquelas angústias que fervilhavam dentro de mim e que, através dessa identificação, me arrebatasse para fora de um mundo opressivamente comum e frustrante. Naquele momento específico, em que eu havia perdido de vez a esperança de encontrar alguém que partilhasse comigo a ojeriza pelo medíocre e pela preguiça sentimental, eu a encontrei. Uma alma. Um corpo. Uma voz. E naquele momento específico eu passei a desejar mais.

Eu quis mais. Em um outro momento em especial eu desejei um encontro, um beijo, um abraço. Desejei que nossos corpos tivessem a mesma sintonia que nossas mentes, que nossos corações. Desejei que não houvesse a distância física entre nós, que toda e qualquer dificuldade prosaica fosse apenas uma névoa passageira. Ansiei pela coragem mútua, pela paciência, pelo desespero intransigente, pela força de vontade inquebrantável. Naquele momento específico eu me iludi acreditando que nada poderia nos separar. E passei a desejar ainda mais.

Eu queria estar contigo, não importa como nem onde. Eu queria mudar de vida, de nome, de cidade, de país se fosse necessário para ficar ao teu lado. Eu queria simplesmente te tocar, ao menos uma vez, para sentir teu perfume, para ouvir tua voz sussurrando ao meu ouvido. Eu queria sentir tuas mãos, tua boca, tua pele. Eu queria desafiar o mundo para estar contigo. Mandar pros quintos dos infernos tudo que nos impedisse de ser feliz. Eu tinha dentro de mim a coragem de lutar contra o que fosse, por acreditar no seu amor. Queria matar dragões, decapitar Marias Antonietas, executar talibãs, tudo para te ver sorrir e acreditar em um mundo de paz e felicidade. Mas eu também sofria. E naquele momento específico não me bastavam palavras. Naquele momento eu precisei de provas. Naqueles dias eu necessitei de colo (mesmo que virtual). Naquela específica situação eu precisei de você. E hoje eu preciso ainda mais.

Naqueles dias de trovões constantes sobre minha alma eu desejei que você sofresse, que morresse de saudades, que gritasse por meu nome, que sentisse a minha falta mais do que de oxigênio. Eu quis te bater, te chutar, te sacudir, te fazer notar fisicamente todo o meu amor transformado em frustração. Mas nunca, nem mesmo nesses dias melancólicos eu realmente quis o seu mal. Eu sempre quis te ver feliz, mesmo que as aparências dissessem o contrário. Mas hoje eu preciso de outras coisas.

Preciso que você perceba o quanto te amo e o quanto preciso do seu amor. Preciso que você entenda que quero te arrancar de seu calabouço de dor e tristeza. Mas que, nesse momento específico, eu também preciso de uma palavra sua para iluminar a minha vida.

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PRECIOUS ILLUSIONS

Posted by Clenio on 15:56 in ,
Eu já tive ilusões que eram as mais lindas que já existiram. Elas eram de todos os tipos, cores, tamanhos e cheiros. Eu brincava com elas como se fossem reais e não apenas quimeras construídas por uma mente que preferia o abstrato ao real. Elas me empurravam em direção a uma época que - eu tinha certeza absoluta disso - tudo seria mais fácil, mais belo, mais divertido e mais feliz. Mas elas eram sempre destruídas. Destruído por fatos, esses malditos cuja razão de existir parece ser exterminar sonhos alheios sejam eles quais forem. A realidade, essa indesejável companhia que chega sem ser convidada, tem o dom inexpugnável de matar minhas ilusões. Todas elas. Uma a uma, como um assassino serial. Ou todas de uma vez só, tal e qual um genocida insandecido.

Minhas ilusões, tão preciosas quanto o mais puro diamante, eram frágeis como a felicidade cantada por Vinícius de Moraes e muitas delas mantive escondido por anos e décadas. Tinha a ilusão de que um dia eu poderia ser amado de verdade por alguém, que me veria exatamente como sou e mesmo assim veria em mim - um quase misantropo, meio mau-humorado, metido a escritor, comum e fã de músicas depressivas - sua alma gêmea. Esse ser especial, que conseguiria atingir meu coração, meu cérebro e meu corpo existia, eu tinha essa certeza plena e absoluta. E sabia também - incentivado pelas minhas amigas ilusões - que eu iria encontrá-lo e, mais que isso, saberia identificá-lo sem nenhuma margem de dúvida. Quanto a isso não posso reclamar: essa certeza confirmou-se. Poucas vezes estive tão certo de uma coisa na minha vida quanto ao nome, ao rosto, à voz e à alma dessa pessoa que seria especial para mim. Reconheci-o nitidamente. E mais uma ilusão criou-se a partir daí a de que eu finalmente seria feliz. Como sempre, a ilusão nasceu para ser torturada, mutilada e finalmente morta. Com requintes de crueldade.

Qual a pena para quem mata sonhos alheios? Para quem elimina as preciosas ilusões de pessoas que tem nelas sua bengala para sobreviver em uma estrada repleta de desvãos? Qual o castigo para aqueles que são frios o bastante para fazê-las crescer como um feto saudável e depois as apagam como se praticasse um aborto sanguinário? Assassinos seriais, matadores de aluguel e homicidas passionais matam o corpo. Assassinos de ilusões matam a alma!

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SO UNSEXY

Posted by Clenio on 18:54 in , ,
Perdoem-me os que não são como eu e são felizes mesmo assim, mas eu sou uma pessoa sexual. MUITO sexual. Ainda que concorde que sexo não é tudo em um relacionamento - e que pode ser substituído por carinho, companheirismo e amizade desde que haja a concordância de ambas as partes - sou obrigado a reconhecer que sexo é um fator primordial na minha vida. E quando eu digo sexo não falo necessariamente em penetração, gemidos, suor e a prostração pós-coito (ainda que isso tudo seja algo divino): falo de sexo como elemento de atração entre dois seres, e essa atração pode vir nos momentos mais inoportunos e inesperados. Talvez eu seja uma exceção à regra, mas ainda que logicamente um corpo bonito me desperte lúbricos desejos impróprios para menores de 18 anos o que me excita mais do que tudo é, parafraseando o Pequeno Príncipe, invisível aos olhos. Pra mim, alguém com personalidade própria pode ter barriguinha saliente, ser aparentemente sem graça e até não se encaixar definitivamente nos padrões de beleza que eu relevo. Pra mim, ser sexy é muito mais do que exalar hormônios rua afora.

Pra mim, ser sexy é ser inteligente. É ter um senso de humor refinado. É ter interesse em aprender sempre. É enrubescer ao ouvir um elogio. É sorrir de verdade, não apenas com a boca, mas com o coração. Ser sexy é saber respeitar opiniões contrárias e tentar realmente compreendê-las. É ter educação. É ser agradável mesmo em silêncio. É ter prazer na minha companhia. Pra mim, não há nada mais sexy do que ver a pessoa desejada lendo um bom livro...

É sexy dançar. É sexy comer (dependendo da comida, evidentemente). É sexy tomar banho. É sexy pegar na mão no escurinho do cinema. É sexy dormir de conchinha. É sexy lavar a louça juntos. É sexy ver TV abraçadinho. É sexy até mesmo ouvir uma palestra sem entender nada, se quem está falando é o nada obscuro objeto do desejo. É sexy fantasiar situações. É sexy transar com carinho e romantismo, assim como é absolutamente sexy uma noite de fogo extremo. É sexy ouvir palavras de amor sussurradas e é quente ouvir coisas de chocar Marquês de Sade, quando ditas na hora certa. É sexy um telefonema inesperado no meio do dia, e é sexy um presente dado por nenhum motivo específico. É sexy ser romântico.

Também tenho minhas preferências físicas, não sou um anormal. Acho sexy usar óculos (eu pelo menos fico excitado quando vejo alguém que me interessa usando um par de óculos DECENTE!!!!), mesmo porque acho que as pessoas taxadas como "sem graça" são muito mais interessantes. Considero sexy ter estilo próprio de vestir-se, se isso não chocar o senso estético comum. Eu acho sexy um piercing discreto no lugar certo. Uma tatuagem bem feita. Covinhas. Mãos bem tratadas (mas sem base nas unhas, por favor....) Pernas grossas. Bunda durinha e redondinha. Um pescoço com perfume. Uma voz quente (se tiver sotaque, então, eu subo às nuvens...) E mais sexy do que sexo em si é um beijo bem dado. Uma boa química na hora do beijo já pode dispensar o resto, digam o que quiserem.

E também tenho minha lista de coisas totalmente "não-sexies". Homem ou mulher de croque, homem com base nas unhas, mulher com barriga saliente e piercing no umbigo, estilo exagerado na hora de se vestir, pochete, androginia e cigarro são algumas das características exteriores que me revoltam o estômago. Internamente, burrice, arrogância, cinismo e egoísmo me remetem ao contrário de "ser sexy": gostar de si mesmo é muito sensual, mas achar-se superior a todo mundo é desprezível e frequentemente equivocado. Ser independente, bem resolvido e ter a coragem de lutar pela própria felicidade é ser sexy. And let's do it, let's fall in love...

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FLINCH

Posted by Clenio on 13:17 in ,
É impressionante perceber como a maioria das pessoas tem medo de ser feliz. Gritam aos quatro ventos que procuram sair da mesmice de suas vidas tediosas e medíocres, mas quando dão de cara com a possibilidade de uma felicidade real simplesmente dão as costas a ela, alegando motivos que não passam de ridículos sofismas. O medo de ser feliz, infelizmente, é mais forte do que a vontade concreta de o sê-lo.

Ser feliz não é pra qualquer um. Fato! Abdicar de todas as fases de vitimização requer uma coragem que nem todos possuem. Bancar o desiludido eterno, o rejeitado, o infeliz é muito mais fácil, mais cômodo e até pode inspirar obras devastadoras, quando se tem o dom das letras ou da música. Mas viver lambendo suas feridas e utilizando-as como desculpa para se esconder do mundo não é apenas covarde: é criminoso!

Tem pessoas que são tão acostumadas a ser infelizes que basta vislumbrar uma saída de seu calabouço escuro e úmido de tristezas infindas que entram no mais absoluto pânico. São pessoas que não ousam, que não saem de sua zona de conforto por puro e simples medo. O amor pode acabar e elas vão sofrer. O emprego pode não durar e elas vão sofrer. A viagem pode dar errado e elas vão sofrer. O corte de cabelo pode ficar feio e elas vão sofrer. O carro novo pode gastar muito combustível e elas vão sofrer... Será que elas não percebem que essa vida morna, monótona, sem riscos é muito mais assustadora do que qualquer salto sem rede de segurança??

As pessoas reclamam que ninguém as ama, quando basta olhar para o lado e perceber que existe gente desesperada por um beijo seu. Tem gente que se queixa que sua vida não tem nada de emocionante e se recusa a fazer sequer uma viagem sem destino fixo. Há uma parcela da população - bastante extensa, sinto dizer - que olha o perigo nos olhos mas quando precisa realmente lhe apertar a mão, hesita covardemente e volta com o rabinho entre as pernas pro seu cantinho acolhedor e tedioso. São essas pessoas que vão morrer de velhice, que vão acabar seus dias amargando uma covardia desprezível e quiçá uma solidão acompanhada. São essas pessoas que, do alto dos seus 80 anos, irão olhar pra trás e arrepender-se de não ter tido a coragem necessária para jogar para o alto seus empregos chatos, para correr atrás do verdadeiro amor, para lutar por seus sonhos mais loucos. São essas pessoas que dão peso ao mundo, que fazem dele um lugar melancólico e cinzento. É dessas pessoas que quero distância.

Felicidade não é algo fácil. É um animalzinho de estimação de difícil manutenção. Como cantava Vinícius de Moraes, é uma pluma que tem a vida breve e precisa que haja vento sem parar. Mas o fato de ser assim tão frágil e tão delicada é que faz dela o santo graal da humanidade. Todos querem encontrá-la. Apenas os saudáveis tem coragem de abraçá-la sem hesitação.

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HANDS CLEAN

Posted by Clenio on 18:01 in ,
Ok, desisto de você. Desisto de tentar te fazer entender o quanto te amo, ou o quanto poderíamos ser felizes juntos se a sua obsessão pela infelicidade não fosse maior do que sua vontade de amar e ser amado. Desisto de procurar te fazer ver a vida e a você mesmo através dos meus olhos apaixonados. Apaixonados, sim, quem há de discordar disso se dos meandros labirintícos do meu coração só quem sabe sou eu? Me apaixonei por você, por sua voz, por seu jeito desprotegido disfarçado sob uma casca de tristeza e dor. Me apaixonei pelos planos que fiz com você, pela vontade que tive de mudar minha vida por sua causa, pelos momentos de alegria que te proporcionei - porque eu sei que fiz isso. Me apaixonei até pelo fato de ter visto, em você, a ressurreição de um sentimento que eu considerava morto e enterrado. E de uma coisa estou certo: dessa vez eu não fiz nada errado.

Tenho minhas mãos limpas de qualquer mentira, traição, jogos sujos. Elas estão absolutamente limpas de qualquer dou-não-dou, faço-não-faço, quero-não-quero. Eu sempre quis, desde o momento em que as coisas começaram a sair do controle dos nossos sentimentos. Eu nunca tive medo, nunca tive dúvidas, nunca tive nada além de amor, carinho, amizade e desejo. Estou com as mãos totalmente limpas de culpa, de remorsos, e até mesmo de rancor. Se eu pude ser tão ingênuo de acreditar em ser feliz a culpa não é sua. Disso sim, eu me culpo. Isso não pode ser lavado das minhas mãos, mas terei que aprender a lidar com isso.

Terei também que aprender a lidar comigo mesmo. Achar novas e mais inteligentes maneiras de ser feliz. Aprender a buscar em mim e não em outras pessoas - muitas vezes ainda mais perdidas do que eu mesmo - o caminho para suportar uma existência que na maioria das vezes é frustrante e injusta. Eu tomarei as rédeas da minha vida, como já deveria ter feito há muito. É uma pena que tenha que ter sido mais essa latejante dor a me obrigar a isso, mas viver não tem mapa, não tem ensaio... e nem muito menos um final feliz completo, de novela das seis.

Tenho as mãos limpas, assim como minha consciência. Todas as chances que poderia ter dado, eu dei. Todas as oportunidades e argumentos lhe foram oferecidos. Lutei, batalhei, até o bagaço. Admito que cansei! O amor ficará? Quem sabe? Se for amor, como disse Nelson Rodrigues, jamais acabará. Só o tempo pode dizer com certeza. Tudo está limpo em mim, agora. Minhas mãos, minha consciência, meu coração vagabundo que quis guardar você em mim... Sobra entre nós a admiração, o carinho e a certeza de que não foi por acaso que nos esbarramos por aí...

PS - Como sou brega, deixo a letra de uma música da Jovem Guarda como epílogo. Sim, eu conheço Jovem Guarda e sim, eu ouvi Wanderléa ontem e a letra me disse tudo que eu precisava ouvir. "Eu já nem sei se gosto de você, ou se gostei. Você me magoou e eu nem liguei e nem senti vontade de chorar... Meu coração não sente mais nenhuma emoção, meus olhos já não vêem com paixão aquele seu jeitinho de me olhar... Você não foi aquele que eu queria para mim, o amor que eu esperava não ter fim e que parece agora.. se acabou. Só resta então dizer adeus sem medo de chorar pois a saudade não vai maltratar um coração que não tem mais amor.."

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NARCISSUS

Posted by Clenio on 22:23 in
Era um Narciso às avessas. Não apenas pela diferença de sexo, mas principalmente porque não via, em si mesma, nada que pudesse lhe encantar, quanto mais aos outros. Desde criança fora deixada de lado em um mundo que privilegiava a beleza física acima de qualquer outro atributo mental ou sentimental. Não que fosse feia. Não o era, ao menos não era dotada de uma feiúra de Quasímodo. Mas também não tinhas as pernas longas e bem torneadas de sua irmã mais velha ou os cabelos brilhantes e sedosos da caçula. Usava aparelho nos dentes, mas não lutava contra a balança. Não tinha seios admiráveis, mas tampouco tinha mais celulite do que a maioria das mulheres de sua idade. Tinha 25 anos de idade e ainda era virgem.

Odiava espelhos, se pudesse viver sem jamais refletir-se neles teria a mais agradável das vidas. Mas era parte de uma família de saudáveis auto-estimas, de mulheres altivas, elegantes, atraentes e como tal, vaidosas e senhoras de si. Não havia um dia em que se enxergasse em um dos vários espelhos espalhados pela casa sem sentir espasmos violentos no estômago. Só encontrava paz em seu quarto, lendo Goethe, Clarice Lispector, Caio Fernando Abreu, Michael Cunningham, Byron e tudo com que pudesse identificar-se. Percebendo a alma desses escritores, separados por idiomas e gerações, ela sentia-se parte do mundo, uma parte um tanto menor, insignificante, mas parte dele. E poderia viver tranquilamente assim, em seu mundo particular, desprovido de espelhos e da busca pela beleza, se não tivesse conhecido o amor.

Foi de repente, como de repente são todas as coisas que mudam as vidas para sempre. Ela estava em uma livraria, decidindo entre Sylvia Plath e Proust quando o viu, olhos fixos e fascinados em uma leitura quase hipnotizada. Ficou tentada a descobrir o que fazia aquele rapaz magro, um tanto pálido e muito emotivo estar a ponto de verter lágrimas em plena tarde de sexta-feira, dentro de um shopping-center. Era "Werther". E o rapaz - não mais de 20 anos, certamente - chorava não mais discretamente, limpando com a manga da camisa as lágrimas que a morte trágica do protagonista lhe haviam despertado. Guardou o exemplar na mesma prateleira de onde havia tirado e saiu em direção à rua. Foi um impulso irrefreável que a fez seguí-lo, chamar-lhe e oferecer-lhe um lenço. Chamava-se Guilherme. E tinha 20 anos. E amava Werther mais do que amava a própria vida. E tinha uma inocência no olhar que arrancou em poucos segundos todas as resistências que ela tinha em se apaixonar.

O segundo encontro foi em um café, ao som de violinos clássicos - se bem que ela não poderia dizer com certeza se eles estavam presentes ou se era apenas ilusão. Falaram de música, literatura, cinema. Trocaram impressões sobre um mundo ao qual não pareciam pertencer. Choraram as mágoas em relação a suas vidas, seus corpos, seus medos. Discutiram religião, descobriram que gostavam de Chico Buarque. E no fim da tarde roçaram, de leve, as mãos no rosto do outro.

Em uma tarde de agosto, ela aceitou o convite dele de visitar seu apartamento. Ele vivia sozinho, cercado apenas de livros, discos de vinil e fotografias da infância. Ela lembrou que não havia fotografias em seu redor. Sua imagem não lhe agradava e ela não queria lembrar-se dela. Ele sorriu, disse que as fotografias estavam ali porque ele gostava de lembrar-se de um tempo em que era feliz e beijou-a longamente. Ela rendeu-se ao beijo, e sua alma sentiu-se mais beijada do que seus lábios. Quando ele penetrou-a, docemente como ela sonhava em seus delírios românticos, era Schubert que estava tocando. Ou talvez fosse apenas uma ilusão de sua cabeça.

Ela só percebeu a tatuagem dele algumas horas depois, quando estava recostada em seu peito, ouvindo-o ler, com sua voz calma e pausada, trechos de Milan Kundera. Era um coração trespassado por arames farpados. Em um ex-presidiário soaria aterrorizante. Nele, pareceu extremamente romântico e melancólico. Quando ele parou de ler, olhou-a profundamente e declarou-se apaixonado. Elogiou a cor e o formato de seus olhos, a tonalidade de porcelana de sua pele, o perfume de seus cabelos. Acariciou longamente seus seios, beijou-a sofregamente e disse que queria casar-se com ela. E pediu para vê-la sorrindo.

Ela chegou em casa como se tivesse descido de uma nuvem. Uma chuva intermitente lhe havia molhado os cabelos e ela sentia-se, pela primeira vez na vida, uma mulher. Melhor ainda, uma pessoa, alguém que era amada. E sim, que amava. Pela primeira vez. Pela única vez. Amava e era amada. Era uma sensação indescritível. Tomou um demorado banho de chuveiro, gostando do próprio corpo pela primeira vez. Ao secar os cabelos - depois de cheirá-los para tentar guardar em suas narinas o mesmo cheiro que havia encantado o amor de sua vida - vislumbrou-se no espelho. Ali estava. A mesma mulher de antes. Estava feliz, sim, mas era o mesmo rosto, o mesmo olhar, a mesma testa. Sorriu. E seu sorriso de felicidade era tão grotesco que ela não tolerou encará-lo por muito tempo. Foi até a cozinha, de pés descalços e roupão. Abaixou-se junto à pia e fez o que tinha certeza que deveria ser feito. Espirrou desinfetante nos olhos.

Urrava de dor quando foi posta na ambulância. Mas estava feliz. Era amada. Amava. Mas não precisava ver a face de sua felicidade nunca mais.

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21 THINGS I WANT IN A LOVER

Posted by Clenio on 13:30 in
Não, eu não exijo que tenha milhares de dólares disponíveis em bancos no exterior nem tampouco que me proporcione viagens anuais à Europa. Não faço questão de escolher detalhes insignificantes no final das contas como "não-fumante", "olhos azuis", "corpo dionisíaco" (características que não fazem da pessoa o que ela é em sua essência). Mas algumas exigências eu posso fazer a respeito do meu próximo grande amor (se é que isso realmente existe). Sonhar não custa nada e diz o nosso "mago" Paulo Coelho que devemos soltar no universo o que desejamos para que ele conspire a nosso favor. Yo no creo en brujas, mas enfim... mal não pode fazer.

Quero que alguém que saiba o que quer, que deseje com vontade e saiba aproveitar as oportunidades que a vida lhe dá para atingir seus objetivos. Que tenha bem resolvido na cabeça e no coração o quer e o que não quer e que não mude de ideia a cada lua cheia.

Quero alguém que goste de sexo, mas que não o use como forma de consertar o que não pode ser consertado nem muito menos como moeda de troca. Que utilize o sexo como forma de diversão, prazer, relaxamento e intimidade - mas que saiba que uma noite bem dormida (de preferência de conchinha) pode ser tão sensacional quanto uma maratona sexual.

Que tenha senso de humor - e de preferência politicamente incorreto. Que entenda as minhas citações de cultura inútil e minhas piadas - principalmente as que ainda não foram externadas.

Que seja inteligente, que leia, que vá ao cinema, que goste de boa música, bons filmes, bons livros.

Que seja atraente, porque afinal de contas não tenho mais idade pra brincar de São Jorge. Mas o meu "atraente" não precisa ser perfeito e sim que desperte em mim uma vontade incontrolável de ficar olhando, olhando, olhando...

Quero alguém independente, que não precise de mim nem de ninguém, mas que ao mesmo tempo se mantenha aberto a uma suave escravidão. Que ganhe o próprio dinheiro, que tenha suas próprias ideias, que saiba de suas paixões.

Alguém que saiba beber, dançar, se divertir e nas horas certas saiba ter a calma e a tranquilidade para ficar em casa, de mãos dadas, assistindo a um bom filme ou simplesmente aproveitando um silêncio é sempre bem-vindo.

Preciso de alguém que goste dos meus amigos, que se divirta com eles tanto quanto comigo (talvez um pouco menos pra não dar ciúmes...)

Não seria nada mal encontrar alguém que soubesse cozinhar e que utilizasse esse dom para reunir pessoas, para agregar... e que tenha paciência para me ensinar a fazer mais do que o trivial (sim, eu gosto de aprender).

Quero alguém que saiba amar. Sim, porque amar é uma arte. Saber a hora de dar amor e a hora de recebê-lo é difícil e requer um equilíbrio emocional invejável. Meu novo amor precisa discernir esses momentos para me conquistar de vez.

Meu novo amor precisa me amar. Basicamente. A mim acima de tudo e todos. Soa egoísta, mas eu mereço.

Meu futuro grande amor precisa ter um enorme romantismo dentro de si. Não apenas o romantismo acadêmico - mandar flores, recitar poesia e afins são grandes demonstrações de carinho mas não bastam. Ser romântico é crer no amor e nas suas possibilidades. É acreditar que se está em um filme de Hollywood em que todo mundo tem final feliz. É ingênuo, mas é fascinante.

Quero alguém que me compreenda, o que talvez seja o mais difícil de tudo, uma vez que nem mesmo eu tenho essa compreensão da totalidade do meu ser. Alguém que saiba entender quando quero ficar sozinho ou quando preciso de barulho de festa para encobrir meus pensamentos.

Preciso de alguém maduro, mas sem a chatice intrínseca ao tipo de maturidade que vem com a idade. Alguém que saiba quando ser uma criança boba e engraçada e quando ser um adulto com responsabilidades.

Quero alguém que sonhe, que tenha ambições, mas que não seja escravo de um futuro imaginário. Que tenha opiniões formadas, mas saiba respeitar aquelas que são contrárias sem soar condescendente ou irônico. Que tenha bom caráter, que seja honesto e confiável.

Preciso de alguém que me faça companhia, nos momentos bons e nos maus. Alguém com quem eu possa dividir minhas alegrias e também minhas dúvidas, meus medos, minhas tristezas. Alguém que queira segurar a minha mão quando eu estiver fazendo uma tatuagem ou uma endoscopia.

Meu novo amor precisa ser ciumento. Ciúme é diferente de posse. Não quero alguém que não tenha o menor ciúme de mim, nem tampouco quero alguém que me considere sua propriedade. Uma briguinha por ciúme aumenta a auto-estima. Uma discussão por possessividade pode desgastar uma relação.

Quero alguém que seja fã do meu trabalho, de mim, do que eu faço, do que eu penso, do que eu crio. Alguém com quem eu possa dividir minhas glórias e meus fracassos (espero que eles nunca aconteçam, mas a vida é cruel...). Alguém que saiba me incentivar, apontar meus erros sem ser arrogante e me elogiar quando for merecido.

Sou exigente, eu sei (talvez por isso tenha tempo para ficar escrevendo coisas assim...) Mas não exijo nada que não possa oferecer também.

E não me surpreenderia se meu coração não ficasse completamente enlouquecido por alguém que não se encaixa nem em metade disso. Amor não tem regra nem receita. Que o diga meus erros constantes...

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